Salvador, 25 de setembro de 2016

Um pleito que mudou muita coisa...

Data: 25/09/2016
09:06:31

As eleições de 1974 deixaram uma marca muito importante na história do Brasil por representarem, até então, a maior manifestação popular contra a ditadura militar implantada dez antes.

Em 16 dos 22 Estados da época foram eleitos senadores do MDB, partido da oposição, determinando-se ali, embora com espasmos autoritários posteriores, o começo do fim do regime.

Uma dessas vitórias foi obtida em Minas Gerais por Itamar Franco, ainda um político desconhecido nacionalmente, que entrou na disputa, como muitos outros, sem chance, até o atropelo das urnas.



...e o papel do desconhecido Itamar

Data: 25/09/2016
09:05:12

O fato vem à memória em razão dos dias presentes, em que debates e ausência de candidato estão na ordem do dia.

Diariamente, na televisão, o candidato da Arena, senador José Augusto, desafiava Itamar para um debate, apontando para a cadeira vazia que lhe era reservada.

Como Itamar não dava bola, José Augusto relaxou. Deixou de ir ao estúdio, apenas era mostrada a cadeira vazia. Um dia, Itamar apareceu, sentou-se na cadeira e perguntou, ao vivo, pelo adversário.

Obviamente, foi um bafafá, José Augusto correu para a emissora ainda a tempo de encontrar o oponente por lá e tentar agredi-lo. Dias depois, a tradicional família mineira consagrava Itamar novo senador da República.



O leão rugiu

Data: 25/09/2016
09:03:34

O prefeito ACM Neto partiu pro pau contra Rui Costa, hoje, nas páginas de A Tarde, entrevistado por Patrícia França:

“O que o governador sabe fazer é muita propaganda e se esconder atrás dos seus candidatos com discurso”.

E a cara dele, na foto de Raul Spinassé, é de quem não tá pra brincadeira.



Uma sigla para Geddel

Data: 25/09/2016
09:02:31

Não, não se trata de partido, pois ele está muito bem acomodado no PMDB, sua única filiação em toda a carreira.

Falamos da necessidade – agora que ele está definitivamente inscrito no rol das grandes lideranças estaduais – de virar abreviatura, que é como se confere prestígio e se demonstra carinho pela pessoa.

GVL é a proposta. Contém três iniciais, o que seria um padrão baiano, e ainda se pronuncia com sonoridade natural, sem esforço fonético. Por mero exemplo, a sigla de seu irmão Lúcio, LVL, não prestaria, um polissílabo descomunal.



Jogando às feras com a diplomacia disponível

Data: 25/09/2016
08:59:44

O perigo sibilino do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pode ser medido pelo que disse à Folha de S. Paulo quando indagado sobre a situação do ex-presidente Lula:

“Ele vive um momento delicado, e não acho que corresponda a mim, que fui presidente e o conheço de outras épocas, agravar. Isso, agora, é a Justiça que vai ter que decidir. Não quero jogar pedra no Lula”.

Quer dizer, eximiu-se de comentar o caso, mas se o fizesse seria para “agravar” e “jogar pedra”.



Fim de linha para Rui e Geddel

Data: 24/09/2016
13:17:13

Pelas declarações correntes de parte a parte, está claro que não se pode esperar entendimento entre o governador Rui Costa e o ministro Geddel Vieira Lima “em favor dos interesses da Bahia”.

É mais claro ainda que, sendo a parte “fraca” no embate, Rui não quer a ajuda de Geddel justamente para ter liberdade de acusá-lo de conspirar contra o Estado por motivação política.

Claríssimo, então, revela-se que o governador prefere radicalizar o confronto desde agora, porque sabe que vai encarar uma turma grande dentro de dois anos, num conturbado projeto de reeleição.

O ministro tem suas razões. Um governo não pode negociar com uma parte que o considera ilegítimo, a não ser que fosse para discutir a “ilegitimidade”. Rui, por sua vez, não pode ceder ao avanço do "inimigo".

Isso não quer dizer que “a Bahia perderá”, porque o bom Geddel nessa bola não pisará. Trará obras e serviços para Salvador e outros municípios, como fez quando ministro da Integração Nacional. Dois mil e dezoito promete.



O BRT virou VLT

Data: 24/09/2016
13:14:04

Segue o cidadão soteropolitano vítima de joguetes políticos. O prefeito Neto queria o BRT, mas o governo federal não dava porque a presidente era Dilma.

Aí veio o governo do amigo Temer, e o prefeito logo assinou contratos para começar o BRT.

Já o VLT, é coisa do governador Rui, e como ele não o consegue com o novo presidente grita que vai fazer com recursos próprios.

O risco é que, ao sabor das eleições ou dos impeachments, a qualquer momento pode mudar tudo e, em geral, voltar ao que vinha sendo antes.

Do BRT ao VLT, houve só uma troca de siglas e interesses. Vamos ver onde essa política de mobilidade vai parar.



Ausência de Neto divulgou debate da TVE

Data: 23/09/2016
12:49:25

Agora que os fatos começam a se consumar, é difícil dizer que tipo de assessor – porque a ideia não pode ter sido dele – terá convencido o prefeito ACM Neto a não participar de debates nas emissoras de televisão, exceto na de sua família.

O tamanho do erro começa a se apresentar: o grande público só soube que ontem houve um debate de candidatos a prefeito na TVE porque Neto não compareceu, tornando-se, na sua cadeira vazia, um alvo parado para os demais competidores.

O que deveria ser “traço” de audiência – um número próximo de zero, no jargão publicitário – ganhou repercussão por outros caminhos.

A ausência do prefeito se irradia a partir do meio político, ocupa espaço de comentários radiofônicos, frequenta as redes sociais e serve de munição aos concorrentes, sem falar na densidade demográfica de Salvador.



Repercussão será maior na TV Record

Data: 23/09/2016
12:47:53

Neto não deixou de ser favorito por isso, e é claro que a ampla vantagem o estimulou a agir assim. Entretanto, é falha capital que macula seu suposto espírito democrático e tem discordância mesmo entre eleitores convictos.

A estranheza quanto a essa posição obstinada do prefeito é tanto maior porque na TV Bahia todos os seus adversários estarão presentes para falar livremente. Não se sabe exatamente o que poderiam dizer ontem, na TVE, que não possa ser proclamado na TV Bahia no dia 29.

O prefeito não conseguirá esconder a ausência no debate da TVE nem no da TV Record, domingo, que terá maior reverberação ainda. E para ser coerente com a opção contrária à discussão aberta e frontal, deveria cancelar a participação, também, no evento da emissora da família.



Todos à TV Bahia!

Data: 23/09/2016
12:43:52

Sempre em sintonia com o proveito político, o deputado Sargento Isidório desta vez deu uma derrapada ao propor que, em represália, os candidatos a prefeito deveriam faltar em bloco ao debate na TV Bahia.

Ora, isso seria obviamente fazer o jogo do adversário, ninguém duvide de que ele iria soltar foguetes. É justamente na televisão de maior audiência que a presença de todos será mais produtiva, quando estarão frente a frente com “o monarca”, como diz Isidório.



Ainda há lugar para dúvidas românticas

Data: 23/09/2016
12:42:25

Talvez seja interessante nesse Brasil ético que se pretende inaugurar discutir a hereditariedade eleitoral.

Não tem vergonha um deputado que lança e faz a campanha da irmã para vereadora?

E um deputado que lança e faz a campanha do irmão para vereador?

Ou outros parentes mais que vez por outra estão aí lançando o apaniguado?

Não se preocupam com o que eleitor, diante da evidente tentativa de nepotismo, de favorecimento familiar, vai pensar deles?



Moema aportará de novo em Lauro

Data: 22/09/2016
12:39:25

Tratando-se de importante município de Salvador, não só vizinho, como conurbado, na linguagem dos técnicos para dizer que, na prática, as duas cidades são uma só, Lauro de Freitas mais uma vez promete "renovar" com a eleição de Moema Gramacho para prefeita.

Será, certamente, um grande troféu que o PT poderá exibir na Bahia, ante a onda negativista que o partido enfrenta, e terá sido conquistado pelo efeito da gangorra histórica, fazendo a deputada voltar ao cargo apenas quatro anos depois.

Na fase áurea do PT, Moema desbancou em Lauro o poder do então deputado João Leão, cujo grupo político, em longo reinado iniciado por ele próprio, controlou o município por quatro mandatos.



Perde-ganha começou há 12 anos

Data: 22/09/2016
12:37:54

Esse período só não se estendeu porque, além das condições adversas desde a vitória de Lula dois anos antes, Leão cometeu na eleição de 2004 um erro de avaliação ao lançar o filho Cacá, hoje deputado federal, mas na época ainda inexperiente.

A ironia é que quatro anos depois, quando foi apresentado um nome de expressão, o do ex-prefeito Roberto Muniz, a prefeita Moema, já contando também com o apoio do governador Jaques Wagner, estava forte demais e venceu com folga.

A oposição só foi vencer em 2002, com Márcio Paiva, um vereador bem-sucedido, mas cuja desistência da reeleição revela a avaliação que faz do próprio desempenho. Moema, por sua vez, contribuiu, ao apoiar à sua sucessão o vice João Oliveira.



A circunavegação política

Data: 22/09/2016
12:35:57

Na gestão da ex-prefeita foi colocado um barco no canteiro central da Estrada do Coco, como uma espécie de símbolo na porta de entrada do município. Nos últimos tempos navega em águas desconhecidas, mas em janeiro estará de volta ao porto de partida.



Sem conflito de ideias

Data: 22/09/2016
12:34:31

Se algum voto perder daqui pra frente o prefeito ACM Neto, será somente por recusar-se a debater com os adversários na televisão, exceto na emissora de propriedade de sua família.

Renomado articulista desta capital pensa diferente. Para ele, “nenhuma razão há para debates”, porque “o pleito está praticamente decidido com a reeleição de ACM Neto...”



Se segura, malandro!

Data: 22/09/2016
12:33:35

Temer charlou na ONU. Não há democracia sem que todos estejam ao alcance da lei, como foi o caso da ex-presidente Dilma.

Usou o exemplo da autoridade mais poderosa. O mais poderoso agora é ele. Cabe-lhe a preciosa guarda da incolumidade do princípio.



Quem quer dinheiro?

Data: 22/09/2016
12:32:39

Está sendo citado como pessoa de grande coragem o dono da empreiteira Andrade Mendonça, Antônio Andrade Júnior, pelas polpudas doações que fez às campanhas de ACM Neto e Alice Portugal, respectivamente R$ 150 mil e R$ 100 mil.

As doações, evidentemente, foram legais e transparentes. A única curiosidade que se levanta é por que alguém apoiaria ao mesmo tempo dois candidatos de lados exatamente opostos no espectro político-ideológico.



Obama bota Temer no lugar dele

Data: 21/09/2016
18:11:50

Depois de solucionar a questão nuclear com o Irã e reatar relações com Cuba, o presidente Barack Obama não poderia mesmo receber Michel Temer na Casa Branca.

Com certa precariedade do governo Temer, inclusive por aspectos legais, Obama não quereria, nos últimos meses de presidência, convalidar uma situação que nenhum lucro mais lhe traria – se fosse o caso, só prejuízo.

Deixou o encargo para o vice Joe Biden, como convém no protocolo hierárquico da diplomacia. Veio a calhar, porque Temer, na célebre carta de adeus a Dilma, queixou-se justamente de que a presidente, um dia, não o convidou para um encontro com Biden.



Para currículo

Data: 21/09/2016
18:10:45

Temer, no entanto, não deve ficar triste. Dê-se por satisfeito com o brilhareco na ONU.



O nome engana

Data: 21/09/2016
18:10:05

A diplomacia costuma ser dura.



Mais uma na conta

Data: 21/09/2016
18:09:35

O prefeito José Ronaldo (DEM) é o amplo favorito contra o deputado Zé Neto (PT) em Feira de Santana. Zé Neto está virando o Pelegrino do Sertão.



Wagner vive seus dias de Sine-Bahia

Data: 21/09/2016
18:08:47

Com a carreira e a inserção no meio político baiano e nacional, o ex-governador Jaques Wagner não precisa ser secretário do governo Rui Costa para credenciar-se a uma disputa pelo Senado em 2018, como sugerem os correligionários que trabalham para isso.

Por outro lado, é certo que ele não está precisando de emprego, no sentido salarial da palavra, pois dispõe de alguma justa aposentadoria por tantos anos de labuta.

A outra opção que querem lhe arranjar é a presidência nacional do PT. Essa se pode até desaconselhar, porque é pepino, ou rabo, na gíria carioca que Wagner já deve ter esquecido. Melhor ficar quieto no seu canto.



Pensamentos atravessados

Data: 21/09/2016
17:38:29

O maior país muçulmano do mundo é o Africanistão.



PT-PMDB, uma aliança de iguais

Data: 20/09/2016
07:55:51

Não há surpresa em que PT e PMDB estejam juntos na maioria das alianças eleitorais por todo o país, mesmo depois do rompimento ruidoso e trágico no impeachment da ex-presidente Dilma.

Não se trata de partidos políticos democraticamente estruturados, com postulados que respeitam e buscam aplicar em favor da sociedade, mas organizações verticais para conquista e uso do poder.

Assim, personalidades diversas, em milhares de municípios, ingressaram ou saíram do PT e do PMDB não propriamente por temas ligados à ideologia ou ao serviço público, e sim por interesses localizados, para não dizer pessoais.

O PT, tanto quanto seu irmão menor PCdoB, tinha uma história de “pureza” de quadros, ninguém se filiava a seu bel-prazer, ideias e bandeiras não poderiam, sob risco de nódoa, ser beijadas por qualquer um.

É verdade que o veneno do escorpião já estava lá dentro, mas, de organismo romântico espalhado de norte a sul, o PT passou a abonar fichas por atacado, conforme a vida prática da política brasileira.

Como o PMDB sempre foi do ramo, hoje temos ainda bastante ligados, em extensa capilaridade, remanescentes dos síndicos recentes do país, que deitaram e rolaram coladinhos por mais de dez anos.



Articulação de Solla impede anistia a caixa 2

Data: 20/09/2016
07:53:48

Há quem se esforce para que o partido retome a postura que teve em grande parte de sua trajetória. Por exemplo, o deputado Jorge Solla, que ontem levou a bancada petista a atuar contra a tentativa soturna na Câmara dos Deputados de anistiar praticantes de caixa 2 em eleições anteriores.

A manobra foi denunciada pelo deputado Miro Teixeira (REDE). Líderes de partidos do governo desengavetaram um projeto de 2007, criminalizando o caixa 2, mas com a emenda fatídica do perdão aos criminosos do passado.

"É o projeto da blindagem à corrupção, na calada da noite estão querendo atropelar o eleitor brasileiro”, discursou Solla, provocando uma posição conjunta da bancada, antes que o presidente da sessão, Beto Mansur (PRB), retirasse o projeto da pauta.

Miro Teixeira destacou a atitude de Solla: “Fiquei muito contente agora de ouvir o PT. Porque diziam que o PT estava nessa armação. Graças a Deus, não está”.



Um escândalo: só Moro é justo no Brasil

Data: 20/09/2016
07:52:02

“A defesa de Lula quer que a ação seja julgada no STF e não pelo juiz Sérgio Moro”, diz a imprensa, com simplicidade, é verdade, embora se trate de constatação das mais escandalosas que podem ser vistas até no Brasil.

Qual é a diferença? De que sumo de justiça ter-se-á embebido o magistrado curitibano de primeira instância para que se presuma antecipadamente que nas mãos dele é caixão e vela – e que seu know how deve espraiar-se por toda a estrutura judiciária?

Ou, ao contrário, que maldita suspeita se está levantando contra a plêiade mais depurada de homens da lei do país, agrupados no Supremo Tribunal Federal como guardiões-mores da constitucionalidade e, por extensão, da cidadania?

Cabe um esclarecimento amplo e detalhado à nação sobre benesses que o ex-presidente aguardaria do STF. Essas dúvidas, precisamos ver discutidas abertamente, e somente como um detalhe na gigantesca malha que se estende sobre a sociedade, sufocando-a, apesar dos buracos que toda rede tem.



Puxando a brasa

Data: 20/09/2016
07:48:49

O deputado Carlos Geilson (PSDB) apresentou na Assembleia Legislativa um projeto que mais é uma denúncia: o governo do Estado fica proibido de fazer propaganda de obras para as quais não destinou um tostão.

É cada vez mais frequente, segundo o parlamentar, o uso de verbas da publicidade institucional para divulgar obras de investimento exclusivo da União ou de municípios. O principal foco de Geilson são as obras do Minha Casa Minha Vida.



Legado da História é fé na liberdade

Data: 19/09/2016
08:44:43

Não é consenso que a democracia se aperfeiçoa com a prática? E que o Brasil é um país com várias interrupções drásticas do que se poderia esperar de exercício democrático? Então, descortinemos o horizonte que se nos oferece.

Tivemos nossos percalços no século XX, a Constituição de 1946 terminou sendo fraca na Guerra Fria, mas, se naquele período vivemos 18 anos de “democracia”, hoje já são 30, considerando o governo José Sarney e a Constituinte.

A diferença fundamental entre um tempo e outro é, digamos, o maior nível de informação atual, decorrente do avanço dos meios eletrônicos e do advento da internet.

Saímos da ditadura maniqueísta, que impôs em polos opostos as forças políticas remanescente dos massacres físicos e morais então perpetrados, para um regime híbrido – pela origem no Colégio Eleitoral e pela morte do fiador Tancredo Neves.

Na primeira eleição presidencial direta, o arrivismo corrupto de Collor superou as lideranças histórica e emergente de, respectivamente, Brizola e Lula, lançadas que estavam à vala comum pelo decurso de dez anos entre a anistia e o pleito. Nas palavras de Waldir Pires, “perdemos a transição”.

Certos então, pelo menos no Brasil, de que não se pode esperar um plano lógico para o cenário político, começamos tendo a ascensão do tucanismo, que não teve origem apenas da “surpresa” da cassação de Collor, mas dos fatos aleatórios de que Itamar era o vice e Fernando Henrique iria para o Ministério da Fazenda gestar o Plano Real.

Experimentamos o novo prazer do fim da inflação, do fôlego que os segmentos econômicos, incluída a família, outrora chamada célula-mater da sociedade, tinham para pensar numa vida que não era apenas correr para que o preço da mercadoria desejada não subisse da manhã para a tarde.

A população resolveu mudar, subiram enfim ao poder Lula e o PT, que têm na sua maior proeza a valorização real do salário mínimo, de 77% desde 2002, e trouxeram o país à situação presente, que se pode dizer do amplo conhecimento do povo brasileiro.

Atravessamos, portanto, nova etapa da luta entre o bem e o mal, em que cada lado apresenta as grandes conquistas e avanços que promoveram – na saúde, na educação, na economia. Possivelmente, se somados tantos índices de progresso, teríamos um padrão escandinavo de bem-estar.

O fundamental nesse enredo é que caminhamos livremente, abertamente, dispondo do conhecimento e dos meios para reivindicar o que julgarmos correto e protestar ou apoiar conforme o verdadeiro sentimento.

Tenhamos fé no Brasil, quando nada pelo tamanho dele, sua importância econômica, geoestratégica, ambiental, política e cultural. Estamos o mais próximo possível da civilização. É quase fatal que a liberdade contribuirá para a construção de uma democracia cada vez mais ampla.



A esclarecer

Data: 19/09/2016
08:39:13

Ainda não está definido se foi azar ou sorte o novo cancelamento da visita da ex-presidente Dilma a Salvador para apoiar a candidatura de Alice Portugal a prefeita.



Prefeito aposta alto em suas “convicções”

Data: 19/09/2016
08:38:33

A serem verdadeiras as notícias de que o prefeito ACM Neto não participará de debates na televisão nesta reta final da campanha, exceto o da TV Bahia, presume-se que algum prejuízo eleitoral ele terá.

A decisão simboliza com muita nitidez uma postura que o prefeito tem adotado como filosofia de gestão, em que ele está tão bem situado que pode fazer o que desejar, respaldado nos cálculos de quanto ganha e quanto perde.

Por exemplo, o prefeito fez uma reforma radical na Barra que é apontada como causadora da crise no comércio do bairro pela redução da oferta de estacionamento. A crítica cerrada não o abalou, talvez ele valorize mais os votos dos moradores.

Recentemente investiu contra o sistema Uber, infringindo duas vezes a Constituição: quando legislou sobre matéria de competência privativa da União e quando se colocou contra a livre iniciativa econômica.

Uma espécie de tradição política familiar levou Neto a unir-se aos taxistas nessa cruzada. Mas o prefeito está confrontando perigosamente um segmento profissional ao conjunto da sociedade, que aspira a um melhor serviço na cidade.

Essa nova dissintonia – a recusa a discutir a gestão atual e a futura com adversários em diversas emissoras – é, talvez, de maior gravidade, pois diz respeito diretamente ao espírito democrático.

Diz-se que Neto irá apenas ao debate programado pela televisão de sua família, o que seria uma inaceitável discriminação, facilmente perceptível pela opinião pública, além de produzir sobre os concorrentes um clima de opressão, afinal, é a “casa” dele.

Com a grande experiência que adquiriu, apesar da pouca idade, o prefeito sabe que mesmo uma construção muito sólida pode desmoronar, ou pelo menos enfraquecer-se, se for solapada em suas bases, continuamente, por fatores diversos, entre os quais a presunção tem papel de destaque.



Um craque no banco

Data: 19/09/2016
08:33:37

O que espanta na atitude do prefeito é que ele transita com absoluta desenvoltura no terreno da discussão política, com argumentos precisos e convincentes.

É certo que teria, num debate, sua administração amplamente questionada, mas é senso comum que teria também muito a apresentar, e credibilidade para firmar novos compromissos.



Pra lá de Didi Mocó

Data: 19/09/2016
08:32:22

De uma acusação Lula não pode fugir: ele é o comediante máximo deste país.



Civismo ao alcance de todos

Data: 19/09/2016
08:31:50

Graças a Deus ainda se pode ver nas ruas de Salvador uma tropa do Exército passar cantando: “Vou te bater, te bater até matar./ Arranco a cabeça e jogo ela no mar...”



Contratos para o BRT são tripúdio político

Data: 17/09/2016
07:49:01

É uma covardia a assinatura dos contratos para a primeira etapa da implantação do BRT em Salvador a 15 dias da eleição. O prefeito ACM Neto não precisava disso para vencer no primeiro turno.

Mas, caso algum motivo houvesse para duvidar da via rápida nesta eleição, a perspectiva de construir na cidade um sistema confinado de transporte por ônibus seria o nocaute que faltava, pelo que representa de conteúdo político nas relações entre esferas de poder neste país.

Não seria a primeira vez em que o BRT – garantia de mobilidade a milhares de soteropolitanos na sua luta diária para trabalhar e estudar – teria uso eleitoral.

Em 2014, em busca dos votos da cidade, que a ajudaram muito na eleição, a ex-presidente Dilma comprometeu-se publicamente com o projeto, recuando depois de ter tido o apoio da bancada de Neto para aprovar medidas de seu interesse na Câmara dos Deputados.

A piada cabível é que ela acabou saindo antes da obra, e justamente por isso, com a troca de guarda no Planalto, o poder caiu nas mãos do ministro Geddel Vieira Lima, aliado por enquanto incondicional do prefeito.



Nomes fora e dentro das campanhas

Data: 17/09/2016
07:43:38

A propaganda da deputada Alice Portugal (PCdoB) já agregou a imagem das principais lideranças da “esquerda” – Rui Costa, Jaques Wagner, Lidice da Mata.

Ficam faltando os senadores Otto Alencar, do PSD, partido da coligação, e Walter Pinheiro, sem partido, atualmente licenciado do mandato para exercer o cargo de secretário da Educação do Estado.

Quem está tranquilo quanto a isso é o senador Roberto Muniz (PP). Seu partido tem o candidato Cláudio Silva, e ele não precisa fazer blablablá por Alice.

Aliás, o vice-governador João Leão ainda não apareceu para dar uma forcinha a Cláudio.



Sem votos num cesto só

Data: 17/09/2016
07:42:02

A eleição de Salvador tem um agravante: o povo parece ter percebido que governador e prefeito adversários dá mais obras.



Benditas metas

Data: 17/09/2016
07:40:46

Alice quer implantar 200 escolas de tempo integral e Cláudio Silva quer criar 50 mil empregos em Salvador. Que um consiga, se for eleito.

Mas se ambos forem derrotados, como bons soteropolitanos, contribuam com ideias e esforços para que o futuro prefeito possa avançar nessas metas.



Reforço no vídeo

Data: 17/09/2016
07:39:57

Da Luz achou que um palhaço era pouco na sua propaganda.



Ô, rapaziada!

Data: 17/09/2016
07:39:06

Lamentáveis na longa e monocórdica declaração de Lula contra a denúncia do Ministério Público foram as risadas ensaiadas pelo pessoal de apoio a cada uma das graças sem graça do chefe – ou maestro, ou comandante, ou general.



Liberou geral

Data: 17/09/2016
07:38:20

Temer vai discursar na ONU. Se Dilma foi, Lula foi, Sarney foi, por que não ele?




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