Salvador, 26 de junho de 2016

As pesquisas que desestabilizaram o planeta

Data: 25/06/2016
09:12:24

O mundo está de cabeça para baixo, com diversos sinais de incerteza, por causa da decisão popular que tirou, ontem, o Reino Unido da União Europeia.

Até o dia anterior, essa perspectiva era inexistente – pelo menos se acreditava ou se fingia que o status quo seria mantido, apesar do equilíbrio anunciado entre as duas opções.

Agora, são vários os problemas a resolver, e ligeiro, como já disse a França: imigração, comércio, câmbio, mercados, política fiscal e até o trânsito europeu dos súditos de Elizabeth II.

Mais graves, porém, são a desestabilização da União Europeia e a desagregação do próprio Reino Unido – neste caso com propostas de plebiscito já lançadas por Escócia e Irlanda do Norte, que querem continuar "europeias".

A que se creditar a mudança de consequências imprevisíveis que gera essa ressaca de proporções continentais? Às pesquisas, não há, infelizmente, outra resposta.

Uma delas, na reta final da campanha, feita pelo You Gov, um instituto que é referência internacional na matéria, previa o placar de 52% a 48% pela permanência britânica na aliança, para um resultado exatamente inverso.

Está claro que a preocupação de derrota não passou pela cabeça dos partidários da saída, sensação alimentada por números incorretos, cujos efeitos estão apenas começando a se produzir.



O Brasil ficaria

Data: 25/06/2016
09:10:04

Se a solução coubesse ao eleitorado brasileiro, o Reino Unido ainda estaria na União Europeia.

O povo por aqui não gosta muito de “perder o voto”, isto é, votar no lado que, segundo as pesquisas, será derrotado.



Reino Unido dá show de política

Data: 25/06/2016
09:09:23

É de dar inveja a observação do jogo político no Reino Unido, como, em geral, acontece nos principais países da democracia europeia – permita-se a adjetivação.

O primeiro-ministro David Cameron não queria abandonar a União Europeia, mas concordou em fazer o plebiscito, concessão que o ajudou no ano passado na reeleição, aliás, contra o que diziam as pesquisas.

No interregno, esforçou-se para mudar as condições das relações dentro da União Europeia, e não conseguindo foi, agora, derrotado pelo voto.

Cameron não regateou um minuto sequer. Seu primeiro pronunciamento público foi para anunciar a renúncia de quem foi desautorizado pela soberania popular.

Na Escócia e na Irlanda do Norte, o voto pela permanência na União Europeia foi majoritário. Por isso, no caso escocês, o partido derrotado em referendo em 2014 pelo rompimento com o Reino Unido cumpre o compromisso de nova consulta caso ocorresse o que ontem se consumou.

Temos aí um sistema partidário autêntico, com programas, ideias, mas também vivendo o debate interno em suas legendas, a exemplo da divisão no próprio Partido Conservador, que faz emergir a liderança de Boris Johnson, ex-prefeito de Londres.



Frieza cívica

Data: 25/06/2016
09:07:28

A separação entre razão e emoção foi plenamente caracterizada pelo eleitorado britânico: nem o assassinato da deputada Jo Cox por um radical nacionalista comoveu a uma mudança em favor de suas teses.



Jornalismo para principiantes

Data: 25/06/2016
09:06:51

“Acidente na BR-101 impede Adelmário Coelho de realizar show em Santo Antônio de Jesus”, diz prestigioso site de notícias desta capital.

Foi uma colisão entre duas carretas que bloqueou o trânsito na rodovia. O artista, que estava muito longe do local, apenas ficou retido no engarrafamento que se formou. O resto é sensacionalismo.



Com a palavra, a senadora Gleisi

Data: 23/06/2016
15:06:11

O R$ 1,00 do quilo de frango nos primórdios do Plano Real, do então ministro Fernando Henrique Cardoso e do presidente “interino” Itamar Franco, volta a ter valor.

Era, em lugar do R$ 0,30 regulamentares, o valor descontado pela quadrilha do ex-ministro Paulo Bernardo, preso hoje pela Polícia Federal, nos contracheques de funcionários, aposentados e pensionistas da União relativos à taxa de gestão de empréstimos consignados.

Fartamente derramados desde o governo Lula e usados, literalmente, como moeda de troca eleitoral, estimularam o consumo e o endividamento crescente justamente dos mais necessitados, numa típica operação do “milagre econômico” petista.

A estimativa do Ministério Público, por baixo, é de um roubo de R$ 100 milhões, para o qual uma empresa privada substituiu órgão federal na administração dos contratos, recebendo 30%, enquanto o restante foi repassado a empresas de fachada que o distribuíram, conforme percentuais bem definidos, entre políticos, partido e “operadores”.

Aguarda-se com expectativa, na próxima sessão da Comissão do Impeachment do Senado, o desempenho da senadora Gleisi Hoffmann (PT) – mulher de Paulo Bernardo, que foi ministro de Lula, quando montou a rede criminosa, e de Dilma Rousseff – na defesa da presidente afastada e seu governo.



Tempo integral

Data: 23/06/2016
15:03:10

A defesa do ex-ministro protesta contra a prisão. Diz que Paulo Bernardo sempre se colocou à disposição da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça. Bobagem. À disposição ele está agora.



Defensores “del” charco

Data: 23/06/2016
15:01:49

Entre as estrelas da comissão do Senado, Hoffmann já é velha frequentadora da linha de tiro. Está faltando Lindbergh Farias. E Vanessa Graziotin que se cuide.



Um caso perdido – e não é de agora

Data: 23/06/2016
15:01:14

Eduardo Cunha é passado. Essa história de que se articula na Câmara um novo presidente que não lhe seja “hostil” é conversa para enrolar jornalistas que, embora talentosos e inteligentes, não têm experiência compatível com o momento histórico que vivem.

Fala-se em Rogério Rosso, que presidiu a Comissão do Impeachment na Câmara. Mas, a esta altura, nem tipos como Waldir Maranhão e Carlos Marun querem segurar na alça do caixão.

Quem visse a sessão de ontem do Supremo saberia, ainda que nada tivesse acontecido contra Cunha nos últimos 15 meses, que ele não tem saída num país (viva o ufanismo!) que prende Marcelo Odebrecht, José Dirceu e outros empresários e políticos, estes bastando que percam o foro privilegiado.

Se Cunha se salvasse no voto aberto no plenário da Câmara por qualquer acordo que fosse, então tudo mais não valeria nada. É impossível achar que, numa balança, Cunha vá pesar mais do que o resto.



Enfim, um novo juiz na parada

Data: 23/06/2016
14:58:50

O juiz da Operação Custo Brasil, Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Federal de São Paulo, teve pouco destaque no noticiário, com o nome omitido ou escondido em muitas matérias.

Ainda não é uma estrela, como o juiz Sérgio Moro, mas tem tudo para fazer carreira. Foi citado positivamente por procuradores federais na entrevista televisionada para explicar as ações.

Primeiro, justamente para demonstrar, conforme um dos representantes do Ministério Público, que o combate à corrupção não é prerrogativa exclusiva de Moro.

Depois, como exemplo de respeito ao dinheiro público ao dispensar das conduções coercitivas que havia determinado aqueles suspeitos que assinassem documento dizendo que nada falariam ao magistrado, como lhes garante a Constituição.

Talvez calculasse, no fundo, que alguém que se recusa a defender-se da imputação de um crime, como o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas, fala mais estando calado que falando propriamente.



Está explicado

Data: 23/06/2016
14:56:50

Agora se sabe o que Paulo Bernardo planejava no Ministério do Planejamento.



A origem e a finalidade das “doações”

Data: 22/06/2016
20:34:12

O deputado Jutahy Magalhães Júnior (PSDB), herdeiro de um grupo político que já foi forte na Bahia e hoje está resumido a ele, defende-se sobre reuniões que teve com o empresário Léo Pinheiro, do qual recebeu contribuições para campanhas eleitorais.

E o faz depois que seu nome foi encontrado numa agenda de funcionário da OAS recolhido pela Operação Vitória de Pirro, da Polícia Federal, o que motivou contra ele um pedido de inquérito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O parlamentar admite que recebeu essas contribuições, com outros candidatos do partido, nas eleições de 2010, 2012 e 2014,  ressaltando a legalidade das operações, como fazem, sem exceção, todos os denunciados.

A questão, entretanto, não pode ser explicada com simples declarações de “transparência”. O que a sociedade precisa saber é a origem do dinheiro e o que, afinal, pretende e obtém uma empresa quando faz “doações” a políticos.



Mercado de votos ficou mais fechado

Data: 22/06/2016
20:32:30

Sobre o mesmo tema, o ex-presidente Lula tem o desplante de festejar “a primeira eleição sem financiamento empresarial”, depois de ter se valido do expediente ilícito, juntamente com o PT, por anos a fio.

Para ele, agora que não haverá, como definiu, “a dinheirada”, vai prevalecer na campanha deste ano “o compromisso com a verdade”, seja lá o que isso signifique. Fica implícito que as “doações” se destinavam à compra de votos.



É outro o Teotônio

Data: 22/06/2016
20:31:02

Recentes revelações dão conta de que o ex-senador e ex-governador Teotônio Vilela Filho participou de “planos” que envolveram a captação e distribuição de propina no meio político.

Ainda no governo de Alagoas, há cerca de dez anos, foi acusado de recebimento de dinheiro de uma empreiteira, mas a Assembleia Legislativa não concedeu licença para que fosse julgado pelo STJ.

Aos que conhecem a história de seu corajoso e honrado pai, um baluarte na luta contra a ditadura, resta a esperança quase vã de que o filho não lhe tenha traído a memória.



Apoio a prazo

Data: 22/06/2016
20:29:35

Eduardo Cunha disse que se encontrou três vezes com o então ministro Jaques Wagner e que ele lhe prometeu os três votos do PT no Conselho de Ética. Só não esclareceu se foi um voto por vez.



Inútil contestação

Data: 21/06/2016
14:52:31

A presidente afastada Dilma Rousseff contestar revelações de Marcelo Odebrecht – logo de quem – é mais um exercício de inutilidade, especialmente se o motivo for “defender-se” para reassumir a presidência da República.

No máximo, ante declarações tão minuciosas e importantes, das quais não há por que duvidar, inclusive pela insignificância política atual da destinatária das acusações, ela quer apenas livrar-se da cadeia quando cessar o foro privilegiado.



Entrando pelo cano

Data: 21/06/2016
14:51:39

Dilma ainda se queixa de “vazamento seletivo”, que há muito tempo deixou de ser seletivo, porque atinge todo mundo: seus ex-aliados e hoje algozes e seus algozes de sempre.

Está claro que essa turma não se preocupou em usar Tigre, quem sabe Amanco, quando tratou de fazer instalações de risco em tantos dutos.



Tá tudo no mapa

Data: 21/06/2016
14:50:49

Sinceramente, a ninguém é dado duvidar de que o então ministro Jaques Wagner ofereceu votos do PT para salvar Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, como disse o deputado em sua exposição de hoje.

Depois que a operação foi inviabilizada é que o ex-governador “pegou ar” para contestar, com direito a participação da ex-primeira-dama, Srª Fatinha, elogiando José Carlos Araújo na distante Andaraí.



Habeas corpus coletivo

Data: 21/06/2016
14:50:05

O problema do Brasil será se os delatados fizerem novas delações e no fim, como uma corrente, todos os delatores forem ficando livres.



Reeleição de Temer tem duas condições

Data: 20/06/2016
14:08:18

O desgaste do prefeito do Rio, Eduardo Paes, queimou-o como representante ideal do PMDB nas próximas eleições presidenciais, por enquanto previstas para 2018.

Agora só resta ao partido Michel Temer, se ele seguir incólume até lá e se renunciar ao compromisso publicamente assumido na televisão de que não disputará o cargo.



À la Dirceu

Data: 20/06/2016
14:06:58

Com acusações que emergem contra o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, de desvio de recursos de merenda escolar e de ter mantido funcionária fantasma quando deputado, daqui a pouco poderá ser levantada contra Temer a velha tese do domínio do fato.



À imitação da Cunha, Renan faz ameaça

Data: 20/06/2016
14:06:17

O cidadão comum, que trabalha, paga impostos, honra as dívidas e respeita a lei, não deixa de estar sujeito, ainda que por grande injustiça, a um inquérito policial – ou dois, conceda-se.

Mas Renan Calheiros já emplacou o décimo segundo, sendo nove relativos à Operação Lava-Jato, o que ultrapassa de longe qualquer limite razoável para o velho conceito da presunção de inocência.

Recorde-se que há pouco menos de dez anos, para preservar o mandato, ele renunciou à presidência do Senado ao ser flagrado em recebimento de propina para custear filha nascida de relação extraconjugal.

Pois é essa pessoa, novamente eleita para o mesmo cargo, quem, por desespero ou esperançado numa tecnicalidade jurídica, quer afastar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que combate com firmeza a corrupção no país.

“Esse eu vou avaliar”, disse Renan, em clara ameaça, sobre um pedido de impeachment de Janot, usando da prerrogativa constitucional que tem para a matéria.

Chega a assemelhar-se ao ex-comparsa Eduardo Cunha, de quem agora quer distância, quando diz que negou cinco pedidos contra o procurador-geral – exatamente como Cunha disse sobre a presidente afastada Dilma Rousseff.



Decisão de Janot não indica recuo

Data: 20/06/2016
14:04:15

Pouco depois, o procurador-geral, que antes havia pedido a prisão de Renan por obstrução da Justiça, a qual foi negada no STF, sugeriu o arquivamento de outro inquérito contra o presidente do Senado por falta de provas.

A decisão gerou suspeita, mas a verdade é que o caso de que Renan foi inocentado por Janot diz respeito a operação criminosa em que o deputado Aníbal Gomes recebeu R$ 3 milhões para minar uma disputa judicial envolvendo a Petrobras.

Aníbal comunicou o interesse de Renan no assunto às partes com que “negociou”, ,o que não ficou caracterizado a ponto de Janot incluí-lo no inquérito, e agiu com sabedoria, porque no bordel em que tornou a República qualquer um poderia usar o nome do senador como fiador da falcatrua.



Chantagem rechaçada na origem

Data: 20/06/2016
14:01:21

O episódio perdeu a repercussão que teve de início, certamente pela sua impropriedade e também como fruto da realidade atual, em que fatos novos, a exemplo dos que envolvem ministro Padilha, sobrepõem-se diariamente na mídia.

A bravata de Renan tende a não ir para lugar nenhum, como demonstram reações de peso até de correligionários dele, como o senador Eunício Oliveira, e do próprio líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira.



Isto não se faz com o barnabé

Data: 20/06/2016
14:00:17

Seja o governador Rui Costa, seja o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, a conversa é a mesma quando se trata do quadro financeiro do Estado: não é o que querem, mas há risco de parcelamento dos salários dos servidores.

As duas autoridades deveriam ser mais explícitas, mostrar números claros e projeções bem embasadas, porque a simples referência misteriosa à situação beira o terrorismo, senão a chantagem para a aceitação de novos impostos e restrições.

Em suma, diante dos exemplos de outras unidades da Federação nas quais o caos já está instalado, o governo da Bahia deveria ater-se à verdade e, se fosse o caso, revelar as providências fiscais que está adotando para superar a crise.



Tanta curtição assim é uma pena

Data: 20/06/2016
13:57:55

Deveria ser acompanhado de uma explicação convincente o parcelamento do dinheiro que o delator Sérgio Machado devolverá aos cofres públicos: R$ 10 milhões agora e R$ 65 milhões até o final do próximo ano.

Fica-se sem saber, por exemplo, se ele dispõe dos recursos ou se vai levantá-los num passar de cuia com pessoas físicas e jurídicas beneficiadas por operações que comandou em dez anos de Transpetro.

A nação também desconhece se o Judiciário travestido de Receita Federal fixará taxas e multas para eventual inadimplemento, ou ainda se serão emitidos boletos para amortização do passivo ou o pagamento poderá ser feito pela internet.

Ante a desenvoltura com que Machado relacionou dezenas de políticos e as vultosas parcelas mensais a eles destinadas, imagina-se que ele foi mais premiado com a delação do que se tivesse ganhado a Mega-Sena acumulada.

O novo status será cumprido por dois ou três anos em confortabilíssimas instalações, em troca dos vinte de cadeia que sua produção criminosa impõe.



O “mal” pela raiz

Data: 20/06/2016
13:49:55

Para ver-se o alcance das ações da quadrilha ainda instalada em altos órgãos do país, basta uma das revelações de Sérgio Machado: o senador Romero Jucá queria uma assembleia constituinte para limitar os poderes do Ministério Público.

Com a desenvoltura do delator premiado ao relacionar dezenas de políticos e as vultosas parcelas mensais que a eles destinava, fica uma dúvida sobre as condições da devolução, se ele já dispõe da grana e está fazendo jogo de cena  ou se pretende rodar a cuia entre pessoas físicas e jurídicas dos seus dez anos de Transpetro.



Senadores podem ajudar vinda do BRT

Data: 18/06/2016
11:42:55

O boicote da presidente Dilma, certamente muito bem aconselhada, à implantação do BRT de Salvador depois der ter assumido compromisso público, é apenas um pequeno exemplo nacional de como o governo anterior fazia política.

A expectativa da liberação dos recursos levou o prefeito ACM Neto até a indispor-se na cúpula nacional do seu partido por ter orientado os deputados baianos do DEM a aprovar medidas do interesse de Dilma na Câmara.

A situação permite a especulação sobre qual será o comportamento dos senadores baianos na votação do impeachment agora que o governo Temer autorizou o repasse, pois, na hipótese muito improvável de Dilma voltar ao cargo, supõe-se que ela barrará a operação.



Prefeito e ministro reforçam aliança

Data: 18/06/2016
11:41:03

O prefeito agora faz as contas: o que não conseguiu nos últimos três anos com Dilma resolveu em 30 dias com Temer, tendo destacado devidamente a participação do ministro Geddel Vieira Lima na negociação.

O projeto prevê a ligação, por corredores expressos de ônibus, da Estação da Lapa ao Iguatemi. A liberação da primeira parcela pela Caixa Econômica, de R$ 108 milhões, ainda sem data marcada, será empregada na construção do trecho Hospital Aliança-LIP.

Geddel sintetizou o quadro, após, por sua vez, elogiar o desempenho do prefeito no projeto: “Esta ação demonstra como Salvador vinha sendo prejudicada por uma política deliberada, coisa que não vamos fazer com o governo estadual”.



Sem colher para Araújo

Data: 18/06/2016
11:36:13

Faz pouco sentido a versão de que o deputado Wladimir Costa, após ter feito o encaminhamento da defesa do deputado Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara, votou pela cassação para evitar a prisão do parlamentar.

A tese é do blog O Antagonista, para o qual, se Cunha fosse salvo, prosperaria a ideia de que ele “continuava interferindo na Câmara e só restaria a Teori Zavascki [ministro do STF encarregado da questão] determinar a sua prisão”.

Na verdade, a derrota de Cunha desenhou-se desde o voto da deputada Tia Eron. Costa pode tê-lo seguido para evitar o desgaste num caso perdido ou, simplesmente, para não dar ao presidente do Conselho, José Carlos Araújo, a glória de decisão.



BLAGUE NO BLOG – De feijoada pra lá

Data: 18/06/2016
11:34:35

Anos 70. A alimentação macrobiótica era uma moda da juventude, e havia mesmo quem fizesse seu próprio pão, em casa, para garantir a refeição saudável de todo dia, embora muitos a dissessem sem atrativo ao paladar.

Encontrei na Piedade o impagável e saudoso colega Bonfim Caetano Vieira do Rosário, o querido “Bonfa” da Escola de Comunicação, a simpatia em pessoa, amigo até de quem não era seu amigo.

Convidei-o a almoçarmos juntos, ali pertinho, no restaurante “Grão de Arroz”, que nem sei se ainda existe. Ele delicadamente declinou. Eu quis saber o motivo, tentando convencê-lo a compartilhar aquele momento cósmico, telúrico, esotérico.

Bonfa, sambista dos bons, grande tocador de atabaque que animava as farras dos estudantes de Jornalismo, sussurou-me com um ar malandro de falso constrangimento: “É que eu sou muito chegado num condimento”. (LAG)



Temer: um projeto de Churchill

Data: 17/06/2016
15:30:07

Temos visto diversas desculpas, esclarecimentos e explicações de tudo quanto é homem público flagrado com a boca na botija. Uns não resistem à sucessão de mentiras, outros sobrevivem sabe-se lá como.

Mas agora chegamos ao extremo. É a própria pessoa do presidente “em exercício” a ser denunciada como tendo levado a mão à massa, expressão igualmente pouco recomendável para altos próceres da República.

É preciso que consideremos com seriedade a situação. Sinceramente, ninguém poderá ter dúvida de que o hoje presidente Michel Temer, antigo médio clero da política nacional, tenha recebido um milhão e meio de reais para a campanha de certo Gabriel Chalita.

Admitamos, porém, que isso não seja verdade, porque, não tendo havido até agora provas documentais, circunstanciais ou testemunhais de credibilidade, não é possível condená-lo, especialmente por crime anterior ao mandato.

Temer, ademais, reagiu com galhardia à delação de Sérgio Machado. Falou em sua condição de “homem”, citou palavras como “honorabilidade” e “indignação” e considerou incompatível a acusação com o exercício da presidência da República.

Foi adiante. Qualificou o ato machadiano (no mau sentido) de “irresponsável, leviano, mentiroso e criminoso”, demonstrando vigorosa segurança. Se não for o suprassumo do cinismo e do risco acrobático, estamos com um estadista nas mãos.



Doações para eles mesmos

Data: 17/06/2016
15:27:46

José Sarney, segundo o delator Sérgio Machado, procurou-o em 2006 – e a partir daí ficou colado até 2014 – porque tinha “dificuldades” em suas bases eleitorais.

Foram, nesse período R$ 20 milhões. Não consta, contudo, que Sarney tenha usado tanto dinheiro para “visitas às bases” ou mesmo para fazer propaganda pura e simples.

A impressão é a de que é mentiroso o rótulo de “doações para campanha” que sempre acompanha a revelação de derramas. Para quê? Para se eleger e ficar recebendo uma merreca por mês?



Mirem-se no exemplo

Data: 17/06/2016
15:25:59

Na sessão em homenagem à presidente afastada Dilma Rousseff na Assembleia Legislativa, o líder do PT, Rosemberg Pìnto, teve a coragem de atacar com o “nós sabemos que você é honrada e
honesta”.

Ora, nós também achamos, mas não podemos deixar de evocar Millôr Fernandes, que definiu o probo e amável prefeito Roberto Saturnino Braga, após desastrada gestão no Rio de Janeiro: “Saturnino, o homem que desmoralizou a honradez”.



Do mesmo saco

Data: 17/06/2016
15:24:51

Sobre o fôlego que o líder do governo na Assembleia Legislativa, Zé Neto (PT), toma neste momento de delação premiada, vale dizer: não é o roubo do PMDB, de Jucá, de Renan, até de Temer e de quem mais seja, que vai justificar o roubo de Lula, Dirceu, Vaccari e muitos mais.



A ser esclarecido

Data: 17/06/2016
15:24:06

PT e PMDB formaram coligação ou quadrilha?



Sem aditivo

Data: 17/06/2016
15:23:35

Da imprensa: “Projeto prevê rodovia dos Estados Unidos à Europa”.

Vai sair antes da ponte Salvador-Itaparica.



Espaço na TV é bom e todo mundo gosta

Data: 17/06/2016
15:22:51

O PT lançar candidato a prefeito de Salvador, a não ser que fosse um nome bombástico, que sacudisse o processo sucessório, é coisa impensável.

Por isso, fica cada vez mais incompreensível o impasse no bloco oposicionista municipal, no qual só prevalece um consenso: já se perdeu tempo demais.

O governador Rui Costa, a quem se atribui a articulação de uma chapa com a senadora Lídice da Mata (PSB) na cabeça, recusa a responsabilidade, atendo-se a suas “obras e ações” e deixando o pepino com os “dirigentes partidários”.

Deve ter se referido somente aos petistas, pois estaria em curso uma disputa cruel pelo espaço na mídia e no programa eleitoral, e a cidade e seus habitantes que se lixem.

O intérprete do centralismo democrático do PCdoB, deputado Daniel Almeida, foi enfático: “Já fizemos [pela unidade da ‘esquerda’] o que foi possível”, e confirmou para amanhã o lançamento da deputada Alice Portugal.

Há, assim, três vertentes “esquerdistas”: Alice, que enfim vislumbra a chance real de seu partido exercer alguma autonomia, Lídice, interessada em mais um upgrade majoritário, e o PT, cheio de anônimos doidos para aparecer.



Como íamos dizendo...

Data: 17/06/2016
15:20:11

Sem fazer pesquisa, deixando a tarefa ao Instituto Paraná, Por Escrito matou a charada em postagem de ontem: o governador Rui Costa tem 61% de avaliação positiva no eleitorado de Salvador.

Mas nem isso o fará renunciar para disputar a Prefeitura. A “esquerda” tem de se virar com o que tem, pois até o ex-governador Jaques Wagner, segundo informação vigente, foi se domiciliar lá para as bandas de Andaraí.



Criptografia

Data: 17/06/2016
15:19:15

Passou meio batida a afirmação do deputado Chico Alencar (PSOL) no Conselho de Ética da Câmara de que “gregos e baianos” seriam atingidos por uma delação, ainda que informal, do deputado Eduardo Cunha.

Hermeneutas do processo político, no entanto, ficaram intrigados. Não ficou claro se foi apenas um trocadilho do parlamentar fluminense ou se ele vislumbra algum nosso conterrâneo de peso no olho do furacão.




Página Anterior   Próxima Página