Salvador, 04 de maio de 2016

Temer, Lula e a “salvação nacional”

Data: 04/05/2016
16:56:07

Informa-se que, assumida a presidência da República, Michel Temer vai procurar o ex-presidente Lula em busca da “estabilidade” para o governo prestes a iniciar-se.

Longe de parecer mais uma dessas notícias sensacionalistas de "colunistas" que pululam na imprensa brasileira, pode-se considerá-la uma previsão plausível.

Memórias mais atiladas hão de ter anotado que no final de março, quando o essencial era desviar-se de qualquer negociação ou acordo que atenuasse a situação da presidente Dilma, o mesmo Temer recusou encontros e telefonemas de Lula.

Hoje, a opção pode ser oposta, pois a posse se aproxima e, embora o novo presidente reúna votos suficientes para lhe assegurar alguma tranquilidade, digamos, nos primeiros 180 dias, amaciar o PT seria um estado onírico, mesmo porque não haveria interface administrativa nas relações.

Temer mostraria, assim, sua arte de político, fazendo valer os fatos a seu favor, ainda que em aparente contradição. Lula, por outro lado, sem condições de enfrentamento, com pouco terreno, poderia alimentar a esperança de alguma vantagem na quadra que vive.

A isso se some a indiscutível amplitude das forças congregadas em torno de Temer – políticas e econômicas –, que contribuirão, necessariamente, como estratégia, para um upgrade do país num momento particularmente incerto e ameaçador.

Nesse cenário, uma oposição cerrada do PT poderia soar “impatriótica” ante o esforço de “recuperação” dos indicadores econômicos, ficando claro que o partido, depois de falhar, “quer atrapalhar”.

A tese não combina muito com a forma agressiva como petistas de todo o Brasil, a começar pela presidente da República e pelo próprio Lula, sustentam o discurso do “golpe” e do “atentado à democracia”, em postura inflexível.

A realidade próxima, porém, deverá ajudá-los a clarear os conceitos. Não se conhecem os limites dos benefícios de que Lula poderá usufruir nesse escambo que já nasceria precário, pois até o presidente Temer, salvo melhor juízo, continuará tendo alguém “atrás da porta”.



Preparem o bolso que o ingresso é caro

Data: 04/05/2016
16:52:27

Sob a direção de Rodrigo Janot, grande estreia de “As mil e uma falcatruas”, com Ali Babá e os 400 ladrões.



Sabedoria popular extensiva

Data: 04/05/2016
16:51:25

Nativo de Serrinha e muito ligado às raízes, o cidadão proclamou ditado de sua região: “Tucanista, nem a prazo nem à vista”.

Tratava do caso que passava no jornal do meio-dia da TV do restaurante: a transferência para um presídio de um dos presos da Lava-Jato, o publicitário João Santana, nascido em Tucano.

A verve popular adaptou o gentílico para fazer a rima, mas há quem ache que o provérbio pode ser empregado sem retoque para definir os do PSDB.



Vamos sintetizar

Data: 04/05/2016
16:49:55

Esse negócio de “agenda mínima”, “compromisso com o Brasil” e “programa para o futuro” é tudo papo furado dos partidos que votarão o impeachment.  Não sendo Lula e Dilma, qualquer coisa serve pra eles.



Deputado-prodígio

Data: 04/05/2016
16:48:59

Acreditamos, liminarmente, na defesa que faz do seu mandato  o deputado Alex Lima (PTN), o qual – o mandato – teria sido obtido de maneira ilegal, dúvida a ser tirada amanhã pelo Tribunal Regional Eleitoral.

A única ressalva a fazer é à referência, em “nota de esclarecimento” distribuída à imprensa pelo parlamentar, ao “respeito aos 46.604 eleitores” que o fizeram o “deputado mais jovem” da atual legislatura. Pô, rei, nada a ver.



Pensamento do dia

Data: 04/05/2016
16:47:25

Do amor, qualquer um pode ser vítima.



Fome zero

Data: 03/05/2016
05:31:45

No governo do PSDB em São Paulo, é possível ver, de um lado, adolescentes ocupando uma escola pública para protestar contra a falta de merenda, e do outro, uma tropa de policiais armados e bem nutridos.



Higiene & Saúde

Data: 03/05/2016
05:29:56

Repugnante é ver o pré-candidato presidencial democrata nos Estados Unidos Bernie Sanders usando a saliva para passar uma página do discurso. Deveria deixar isso para o baú de repugnâncias de Donald Trump.



Parabéns, Salvador

Data: 03/05/2016
05:28:50

A vantagem de o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, ter antecipado que o partido está fechado com a reeleição do prefeito ACM Neto é que, desta vez, não teremos a “pré-candidatura” do ex-deputado Eliel Santana.



Base móvel

Data: 03/05/2016
05:28:04

Fernando Henrique Cardoso disse que a base do presidente da República no Congresso “tem de ser refeita a cada votação”.

Geddel Vieira Lima acha que não, que é uma base só e que, “se não votar, a caneta come”. Ainda este ano se saberá quem tem razão.



“Com a palavra, pela Bahia, a senadora Sílvia...”

Data: 02/05/2016
14:57:30

Suponhamos que o senador Walter Pinheiro aceite ser secretário da Educação do governo Rui Costa e o seu primeiro suplente, ex-deputado e ex-prefeito Roberto Muniz, opte por não o substituir. Assumiria a terceira suplente, Sílvia Nascimento Cardoso dos Santos Cerqueira, de 61 anos.

Trata-se de advogada, natural de Salvador, que disputou em 2014 uma cadeira na Assembleia Legislativa e ficou na 231ª posição, com 1.920 votos, o que representa 0,03%. É filiada ao PRB, partido que, de velho aliado do PT, virou adversário cruel: deu todos os seus votos na Câmara pelo impeachment.

Essa lembrança é feita aqui por puro capricho, porque somente o imponderável faria de Sílvia Cerqueira – seu nome de urna – senadora pela Bahia. “Pegaria bem”, porque é mulher e negra, embora não favelada, mas os altos próceres da política movem-se necessariamente por critérios e objetivos mais pragmáticos.



Muniz balança entre “impeachment” e tranquilidade

Data: 02/05/2016
14:56:09

A propósito, já vai fazer um mês que eclodiu na imprensa, pela boca do governador Rui Costa, a suposta ida de Pinheiro para o secretariado, e até hoje, nada. Situação esdrúxula, quando, pela alta responsabilidade dos envolvidos, se exigiria uma definição mais rápida, melhor dizendo, praticamente imediata ao anúncio.

Meteu-se no meio a ressalva de que Muniz precisaria de 15 dias para liberar-se da presidência da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Água e Esgoto, mas esse prazo se esgota (!) sem que o possível futuro senador, com perspectiva de quase três anos de mandato, pareça interessado em dar uma simples declaração pública.

Fonte do meio político muita próxima das negociações acha que Muniz, para evitar o desgaste que a posição contra ou a favor inevitavelmente causa, “não quer votar o impeachment”, e cita o exemplo do deputado Antonio Brito (PSD), que ficou contra e recebeu “o protesto de amigos e a indignação de muitos”.



Engenheiro pode enriquecer currículo

Data: 02/05/2016
14:54:36

As informações colhidas nos bastidores sobre o posicionamento de Roberto Muniz em relação à vida pública – que não são de agora – dão conta, como já afirmamos em textos anteriores, de que ele, engenheiro de formação e focado na vida profissional, está sinceramente distanciado do PP e da própria atividade política.

Contra o que esse quadro poderia caracterizar, impedindo-o de não encarar o Senado num momento tão particular da história brasileira, está o inexorável fato de que seu currículo apenas se abrilhantaria com o exercício senatorial – como se diz, ele não ia perder nada.



Situação das terceirizadas preocupa governador

Data: 02/05/2016
14:53:23

As negociações entre o governador e o senador sobre a Secretaria da Educação são bem mais antigas, do tempo em que não havia impeachment. Rui convidou Pinheiro, que lhe comunicou previamente da decisão de sair do PT. “Você virá como pessoa física, não jurídica”, teria dito o governador.

A ideia de Rui seria aproveitar o que considerava a capacidade administrativa de Pinheiro, demonstrada como secretário do Planejamento, para dar novo ritmo à Educação, pois a pasta iria “enfrentar problemas”, inclusive com a demissão de terceirizados.

Nessa nova configuração, em que prepondera a necessidade do equilíbrio fiscal, as empresas prestadoras de serviços ao Estado não mais seriam ligadas às secretarias hoje contratantes, mas à Casa Civil, para evitar também que os trabalhadores sejam desrespeitados em seus direitos, do salário às verbas de rescisão.



Locupletação barrada

Data: 02/05/2016
14:51:54

O governo Dilma Rousseff está no fim, pois em poucos dias ela será afastada do cargo e algum tempo depois – não serão necessários os 180 dias de julgamento – o Senado cassará definitivamente seu mandato.

Portanto, não tem justificativa administrativa o crédito extra de R$ 100 milhões para publicidade, afinal, o governo em extinção não teria tempo nem razão para torrar esses vultosos recursos dando um brilho na própria imagem.

Resta a explicação lógica: o dinheiro seria usado a toque de caixa para beneficiar agências, veículos e publicitários amigos que eventualmente tenham a receber dos  já debilitados cofres públicos, motivo pelo qual está muito certo o ministro Gilmar Mendes ao barrar a farra.



Um palmo diante do nariz

Data: 02/05/2016
14:49:16

Aliás, as medidas anunciadas pela presidente no Dia do Trabalho só apressam sua queda, pois são uma comprovação de que responsabilidade é virtude que passa longe do Palácio do Planalto.

Aos olhos de toda a nação, uma cada vez mais patética e desesperada Dilma tenta explicitamente criar problemas para o governo que se avizinha, o que não tem outro efeito senão o de confirmar o fim iminente.



Desaconselhado

Data: 02/05/2016
14:48:22

No derradeiro, e talvez sem futuro, “pacote de Dilma”, uma medida é a criação de um “conselho tripartite”, com a participação do governo, de “trabalhadores” e de “empresários”, para tratar de assuntos relativos ao trabalho.

Sob seu governo, ou de outro petista, é possível que se unissem o governo e os “trabalhadores“ para controlar a decisão. Mas com o presidente Temer, a aliança será entre governo e “empresários”.



“Yes, nós temos foro, foro pra dar e vender...”

Data: 02/05/2016
14:47:00

O foro privilegiado caminha, no Brasil, para o mesmo tipo de distorção que sofre o voto secreto nos parlamentos, que, de instrumento para assegurar a independência e a liberdade de consciência a senadores e deputados, passou a biombo com que o corporativismo protege a grande número de criminosos escondidos atrás do mandato eletivo.

Frutificou o exemplo do ex-presidente Lula, que seria abrigado por Dilma no ministério para livrá-lo das decisões do juiz Sérgio Moro. Primeiro, foi o governador de Minas Gerais, Fernando Pimental, a levar a mulher para o secretariado. Agora, a especulação é em torno da nomeação do ministro Jaques Wagner para secretário do governador Rui Costa.

A primeira-dama mineira, Carolina Pimentel, já é investigada pela Operação Acrônimo da Polícia Federal. No caso de Wagner, haveria a possibilidade de ele ser enredado na Operação Lava-Jato. De qualquer forma, os comentários sobre sua vinda atingem a idoneidade e a retidão do Tribunal de Justiça da Bahia, ao qual caberia julgá-lo.



Oposição verifica se TJ é STF

Data: 02/05/2016
14:45:10

O texto acima estava pronto, desde a manhã de hoje, quando surgiu a informação de que a Oposição na Assembleia Legislativa estuda medida jurídica para impedir que o ministro Jaques Wagner assuma uma pasta no governo do Estado.

A eventual nomeação do ex-governador será um bom teste para o TJ, pois o Supremo Tribunal Federal já firmou uma espécie de jurisprudência com a liminar de Gilmar Mendes contra a posse de Lula, ainda não apreciada pelo pleno.



Não há vagas

Data: 02/05/2016
14:42:54

Num quadro em que o governador Rui Costa se queixa de que será ultrapassado o limite prudencial na folha de pagamento do Estado e alega não ter meios para contratar policiais civis e agentes penitenciários concursados, é de ficar de olho em quantos funcionários federais que perderão seus cargos virão refugiar-se no governo da Bahia.



País não terá o gosto de ver Lula candidato

Data: 30/04/2016
10:00:14

Uma aposta boa de fazer não é que Lula venceria ou não uma eleição presidencial a realizar-se, eventualmente, ainda este ano, mas que ele não teria peito de disputar e correr o risco de um alijamento, nas urnas, da vida pública. De qualquer forma, é uma prova difícil de ser tirada, porque não haverá a tal eleição.

Poderíamos ter eleições gerais – de presidente da República a vereador –, mas apenas numa única circunstância: se todos os detentores de mandatos no Brasil renunciassem simultaneamente, com o nobre objetivo de promover uma renovação dos quadros políticos.

Como essa hipótese é francamente impossível, inclusive porque o nível de deterioração é tal que não se espera atitude coletiva tão nobre dos senadores e deputados, nosso destino é suportar os diversos parlamentos na sua composição atual até a data de mudança prevista no calendário eleitoral.



Supremo dirá que mandatos são irredutíveis

Data: 30/04/2016
09:58:47

A Constituição tem uma série de cláusulas pétreas – assim chamadas porque é vedado ao Congresso revogá-las –, todas definidas no parágrafo 4º do artigo 60: a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.

A realização extemporânea de eleições presidenciais não feriria expressamente nenhuma cláusula pétrea, mas é prevista na Constituição  apenas com a vacância dos cargos de presidente e de vice – artigo 81, o mesmo que estabelece em quatro anos o mandato do presidente da República.

Assim, se o Congresso vier a aprovar uma proposta de emenda que abrevie os períodos de Dilma Rousseff e Michel Temer, o Supremo Tribunal Federal poderia ser provocado, e o mais provável é que, na sua condição de intérprete constitucional, considerasse o citado artigo uma espécie de cláusula pétrea.



Perda de tempo num processo consumado

Data: 30/04/2016
09:57:23

Ao defender a presidente Dilma Rousseff , na comissão do impeachment do Senado, com a argumentação de que as pedaladas fiscais de que é acusada foram cometidas por praticamente todos os presidentes anteriores, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, perde tempo diante de todo o Brasil.

Se ocorreram antes e sendo crimes de responsabilidade que até hoje não foram punidos, é porque agora há vontade política de derrubar a presidente. Não há apelação. O julgamento é político. A Câmara, como fará o Senado, já disse o que quer: Dilma não pode governar por mais dois anos e quatro meses.

Dizer, por outro lado, que chega ao poder a chapa Temer-Cunha é igualmente inócuo, porque Eduardo Cunha cairá da presidência da Câmara e, quiçá, do mandato, em breve, assim como a própria presidente. Não ficará pedra sobre pedra na República, talvez alguma escondidinha nos escombros.

O governo apenas vai mudando de fórmula – não diremos por estratégia, que não há numa conturbação destas –, como na defesa de eleições presidenciais ainda este ano. Depois da derrota, é fácil propor o que poderia ter sido feito antes. O que vemos é um vale de lágrimas, muita gente se afogando e muita gente nas cumeadas.



Deixa o homem espernear

Data: 30/04/2016
09:54:58

Uma prova de que os caras estão tranquilos foi a presença, na sessão, do próprio Cardozo, admitido, como se diz, “de favor’, pois não lhe caberia, no posto em que está, advogar contra um dos Poderes da União.

O defensor de Dilma reiterou no nariz dos senadores que há um “golpe” em curso e sentenciou: “Se criam pretextos para uma decisão jurídica, porque não tem base jurídica. Ou não há ato, ou não é ilegal, ou não há dolo”.



Sobrou até pra Geddel

Data: 30/04/2016
09:53:26

Na mesma linha de raciocínio inútil andou o senador Lindbergh Farias, que além de meter no bolo o nome de Geddel Vieira Lima insistiu no velho mantra das “perdas de direitos” que virão com o novo governo. Não é para o grande público que ele fala, mas para um eleitorado seleto.



Sociais

Data: 30/04/2016
09:52:39

O senador Cristovam Buarque está cada vez mais a cara do simpático ator Danny DeVito.
 



A demagogia está no ar

Data: 30/04/2016
09:51:47

Tantos problemas enfrenta Salvador, e se lança uma polêmica fútil em torno do nome do circuito do Carnaval na orla marítima, hoje “Dodô”, que querem transformado em “Daniela Mercury”.

É folclórico no Brasil o repertório de propostas exóticas de vereadores, como importação de água do mar para terras secas do sertão e até mesmo a revogação da lei da gravidade.

Somente não se esperava que uma vereadora da história de Vânia Galvão enveredasse por essa aventura ao mesmo tempo injusta, porque atinge a memória de um símbolo cultural da cidade, e ilegal, porque pessoas vivas não podem ter seus nomes em entes públicos.



O machismo nos tempos de sempre

Data: 28/04/2016
14:45:58

Fala-se aqui por reflexão tardia, tanto que nem é preciso consulta à internet para preencher vazios: há, em certos trechos dos dois romances, semelhança profunda entre o médico de “O Alienista”, de Machado de Assis, e o médico de “O Amor nos Tempos do Cólera”, de Gabriel Garcia Marquez.

As duas obras são contextualizadas no final do século XIX, quando prevalecia, até juridicamente, a dominação masculina. Duas situações o caracterizam com muita exatidão: o exílio da mulher do primeiro e a noite de núpcias do segundo, nos momentos que precederam o encontro carnal.

As campanhas que vemos no século XXI, cinquenta anos depois dos Anos 60, pareceriam desconexão com a realidade, mas a verdade é que a opressão à mulher não diminuiu na essência, apesar da liberdade sexual determinada pelo advento da pílula e apesar, sobretudo, de tanta literatura.



Uns filhos da política

Data: 28/04/2016
14:44:32

De Milena Santos, popular conterrânea novamente alçada à crista da onda por fotos sensuais no gabinete do marido ministro:

“Mostrando o corpo, chamo a atenção dos brasileiros para o que está acontecendo na política”.

Sinceramente, este editor não se atreve a fazer interpretações.



Êxito lacrimoso

Data: 28/04/2016
14:42:57

Logrou êxito o interesse da presidente Dilma Rousseff de vitimizar-se durante entrevista à CNN, ao afirmar que “o sexismo contribuiu para o impeachment avançar”.

Obviamente tentando abrigar-se sob a imagem de minoria perseguida, o que não combina com a figura, a assertiva é de fazer chorar.



Sem japonês não tem graça

Data: 28/04/2016
14:42:00

Gastaram-se doze milhões de reais na produção do filme “Polícia Federal – a lei é para todos”, inspirado na Operação Lava-Jato.

Deseja-se todo sucesso ao produtor, diretor, atores e equipe técnica, mas compreende-se qualquer problema de bilheteria: a realidade é mais emocionante e não custa nada.



Pauta rígida

Data: 28/04/2016
14:41:10

Muitos são doidos para ver um desses repórteres que experimentam comidas em matérias sobre restaurante declarar: “Puxa, está horrível!”



BRT, Metrô etc.

Data: 28/04/2016
14:39:51

A democracia de Michel Temer será testada na Bahia, depois que o governador Rui Costa decidiu “queimar as caravelas”, tachando o iminente e eminente presidente de “traíra”, ou de “amigo da onça”, conforme a diversidade do noticiário.

Enquanto isso, o prefeito ACM Neto fala em ministério para sua turma, vai isentando evangélico de IPTU e proíbe o Uber, golpeando a modernidade e atentando contra a livre iniciativa, mas é que taxeiro deve estar sobrando.



Tá me estranhando?

Data: 28/04/2016
14:37:50

Da imprensa: “Jucá nega distribuição de cargos”. É venda mesmo.



Pleito municipal: desincompatibilização compulsória

Data: 27/04/2016
14:59:39

Ministros de Estado que desejem candidatar-se a prefeito em outubro só podem permanecer no cargo até o dia 2 de junho, conforme a Lei Complementar nº 94/1990, que trata da inelegibilidade.

No caso de Salvador, é uma questão que só interessa ao PT, que tem Juca Ferreira (Cultura) como pretendente declarado e Jaques Wagner (Gabinete), uma duvidosa carta na manga do partido.

De qualquer forma, nenhum dos dois precisa preocupar-se muito com o cumprimento do prazo. Tudo indica que antes eles já estarão fora.



Só Wagner é páreo para Neto

Data: 27/04/2016
14:58:22

Essa possibilidade de Wagner ser designado pelo PT para enfrentar o prefeito ACM Neto já frequentou a mídia, e vez por outra é lembrada.

É uma ideia tão lógica que até a senadora Lídice, recentemente, a ela se referiu indiretamente, sem citar nomes.

Foi em entrevista a uma emissora de rádio, à qual declarou que, sem o apoio decidido do governador Rui Costa, qualquer candidato oposicionista em Salvador terá muita dificuldade.

A razão é que Neto tem o “poder da máquina administrativa municipal” e, somado a isso, é um “prefeito bem avaliado”, segundo a senadora.

Assim, a essa força teria de ser contraposta “outra máquina”, com um candidato de “unidade da base do governo”.

Não há dúvida – dizemos nós – que somente o ex-governador e hoje ministro tem estatura política para a missão e, ao mesmo tempo, seria da completa confiança do governador.



Pior do que tá não fica (*)

Data: 27/04/2016
14:56:09

Necessariamente, depois que Michel Temer assumir a presidência, os diversos indicadores sociais e econômicos vão apresentar alguma melhora.

Será fenômeno semelhante ao ocorido em Salvador quando ACM Neto sucedeu João Henrique na Prefeitura.

(*) Copyright Tiririca.



Da pimenta nos olhos de terceiros

Data: 27/04/2016
14:53:41

Antigamente, quando ainda se usava chapéu e se o tirava levemente da cabeça, com meneio corporal, em cumprimento, havia o ditado “fazer cortesia com o chapéu alheio”.

Plenamente aplicável, no momento presente, a essa turma que quer a realização de “eleições gerais” para presidente e vice e até apresenta proposta de emenda constitucional com esse fim.

Ora, eleições gerais são gerais mesmo! Devem incluir senadores, deputados federais e deputados estaduais.

A questão é saber se os senadores que encaminharam a PEC estão dispostos a abrir mão de seus mandatos – assim como os demais parlamentares de todo o país – em nome da “democracia” que juram defender.



Cidade só tem cinco assaltos a ônibus por dia

Data: 27/04/2016
14:52:21

Até o dia 24, os registros oficiais da Secretaria da Segurança Pública indicavam 568 assaltos a ônibus em Salvador, o que dá uma média de cinco por dia. As autoridades festejam, pois no início do ano a média era seis.



A juventude estudantil no aguardo

Data: 27/04/2016
14:51:37

Os senadores baianos Otto Alencar (PSD) e Lídice da Mata (PSB) não somente votarão pela permanência da presidente Dilma no cargo, como se movimentam em Brasília para amealhar apoios dos colegas contra o impeachment.

Contrariam decisão de seus partidos, mas não tem problema: detentores de mandatos majoritários não estão ao alcance da legislação de fidelidade partidária. Caso se incomodem, poderão deixar sem risco as legendas.

A dúvida que persiste é o senador Walter Pinheiro – aliás, Pinheiro está cercado de indecisões, pois saiu do PT e ainda não tem nova filiação, além de ter sido anunciado  pelo governador Rui Costa como futuro secretário da Educação sem que tenha dito algo mais claro a respeito, inclusive o julgamento de Dilma.




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