Salvador, 22 de setembro de 2014

Novo espaço no horário político

Data: 22/09/2014
10:47:05

O governador Jaques Wagner foi fazer campanha hoje de manhã no programa de TV de Raimundo Varela.

Citou o nome de Rui Costa como seu candidato e discorreu sobre as obras eleitorais que vem realizando em Salvador no seu último ano de governo.

A entrevista foi, aparentemente, motivada pelas acusações de desvio de dinheiro público para fazer caixa dois em favor de candidatos do PT.

O apresentador, como sempre bem afinado com o poder, escusou-se de citar nomes de políticos envolvidos sob a alegação de que a legislação proíbe.

Todo mundo tem direito

Data: 22/09/2014
10:45:45

Para equilibrar a balança, o Balenço Geral da Record poderia convidar o prefeito ACM Neto para falar em nome do candidato Paulo Souto, do DEM.

Se ele resumir o que declarou hoje em entrevista de página a A Tarde, já será de bom tamanho.

E que a emissora não se esqueça de chamar também representantes das candidaturas de Lídice da Mata (PSB), Renata Mallet (PSTU), Rogério da Luz (PRTB) e Marcos Mendes (PSOL).

O mundo gira de fato

Data: 22/09/2014
10:44:50

Quem imaginava chegar o dia em que um ACM chamaria Jaques Wagner de “autoritário”?

Borega em nova decolagem

Data: 22/09/2014
10:44:12

Borega, o grande nome da charge eminentemente política da Bahia, lança às 19 horas de hoje, na Livraria Saraiva do Salvador Shopping, o livro “A aventura está no ar”, reunindo trabalhos que focalizam o quadro sucessório baiano desde seu início, publicados no site Bahia Notícias.

Pensamento do dia

Data: 22/09/2014
10:42:45

Congelamento de imagem serve para esquentar campanhas.

Matéria requentada relembra desvio

Data: 21/09/2014
14:39:42

Quem busca entender os códigos perfurocortantes que trespassam a consciência da cidadania tem uma boa teoria para conspirar: o candidato do PT ao governo do Estado, Rui Costa, deve estar crescendo no processo eleitoral, do contrário os subterrâneos da política não estariam levantando agora a velha história do Instituto Brasil.

O caso da construção jamais concluída, pela ONG de íntima relação com o PT, de casas com dinheiro do Fundo de Combate à Pobreza é de pelo menos cinco anos. A questão é que, envolvendo como beneficiários de caixa dois diversos políticos do partido, jamais  tinha sido apontado o nome de Rui.

Vê-se, com certa clareza, que se trata de requentamento de matéria, procedimento adotado no Brasil em misto de política e jornalismo, no mais deletério sentido que tais palavras possam ter. Se o candidato fosse Walter Pinheiro, que saltou de banda e deixou a bomba com o partido, o foco estaria nele.

O esquema de desvio de recursos públicos pelo Instituto Brasil – cujo destino até então não se sabia, mas é provável que não tenha sido apenas para “verbas de campanha” – é fato amplamente denunciado desde 2009 pela oposição na Assembleia Legislativa, com representações do Ministério Público ao Tribunal do Justiça.

Mas, ainda que isentados pessoalmente todos os possíveis envolvidos numa operação ilegal, pois foi o próprio então presidente Lula quem disse em Paris que esse trambique “todo mundo faz”, não se pode esquecer o lado mais importante da questão: o dinheiro público.

E aí vale um pouco de exercício de memória: em apenas um exemplo, foram 1.120 casas populares em mais de 100 municípios, no valor total de R$ 17,9 milhões, dos quais, em abril de 2010, foram pagos R$ 4,73 milhões sem que nenhum “imóvel” tenha sido entregue.

Na época, questionou-se sobre a utilidade das instituições, já que Secretaria do Desenvolvimento Urbano, responsável pela obra, não se dignou de dar resposta a pelo menos três ofícios do MP. A discussão amorteceu no trâmite judicial e até hoje nada de solução, nem administrativa, nem eleitoral, nem penal.

A ordem das palavras

Data: 21/09/2014
14:37:19

Conta-se que um deputado corrupto, tipo Justo Veríssimo, queria aprovar um projeto para acabar a pobreza, e um colega, para ajudá-lo, procurou apoio de um terceiro parlamentar:

“Você conhece o projeto do deputado fulano para acabar a pobreza?” – perguntou, obtendo como resposta: “Não, eu conheço o projeto para acabar a pobreza do deputado fulano, e esse ele já vem praticando há muito tempo”.

Pensamento do dia

Data: 21/09/2014
14:35:43

Pode-se não saber o que é socialismo, mas para saber o que é barbérie basta abrir os olhos (Luís Fernando Veríssimo, hoje, em A Tarde)).

Diferença é pra quem pode

Data: 21/09/2014
14:34:46

O que se “espera” de um candidato à presidência da República no quadro atual? A diferença.

Marina sabe que atacar Rui Costa por essa denúncia sem “clareza” é insistir no lugar-comum.

Em terras baianas, recusou-se a “autopromover-se” com o tema. Não quis dar essa ajudazinha a Lídice da Mata, mas fez-se diferente.

Dilma não fica sem cadeira

Data: 21/09/2014
14:34:00

Já está definido na Ufba: caso perca a eleição, a presidente Dilma Rousseff será convidada pela Faculdade de Comunicação a ministrar a disciplina Jornalismo Informativo.

Lagarto enrustido

Data: 21/09/2014
14:33:27

Pelo que se nota na profusão de fotos distribuídas à imprensa, Por Escrito se redime de tantas afirmações anteriores: Paulo Souto ri.

Hélio Pólvora dribla censura em A Tarde

Data: 21/09/2014
14:32:39

Aninha Franco e Antonio Risério perderam o espaço que tinham em A Tarde por escreverem, com certa frequência, contra o PT.

Essa façanha, no entanto, ainda não foi conseguida pelo colunista Hélio Pólvora, talvez porque não poupe, em suas palavras, o uso de um anticomunismo feroz.

Na edição de hoje, volta sua crítica amarga a obras que o governo brasileiro tenha executado “em Cuba, Venezuela e ditaduras africanas”.

Como Aninha não sonhou em dizer, ele vê uma “suposta classe média que emprenha pelos ouvidos em sinal de gratidão pelas bolsas”.

Como possivelmente teria dito Risério, ele atesta que “a mentira institucionalizada adquire ares de verdade”.

Não que não esteja com alguma razão, mas ora bolas, por que a corda sempre quebra do lado mais fraco?

A vergonha como elemento central da política

Data: 20/09/2014
02:38:22

A política foi a atividade construída pela humanidade para gerir seu destino comum. Indivíduos da comunidade se apresentam e são referendados para levar adiante a nobilitante tarefa.

A conclusão natural é de que, representando nossas ideias e vontades, sobretudo administrando nosso dinheiro, sejam pessoas que cultivem o valor básico da honestidade.

São seus objetivos o progresso e o bem comum, além da defesa da paz e do respeito aos princípios elementares de convivência. Seu poder não decorre do direito divino, mas da livre delegação popular, com prazo de validade.

Tais conceitos vêm a mente com mais um exemplo que vemos de forma transparente e indiscutível: o primeiro-ministro da Escócia, Alex Salmond, anunciou a renúncia ao cargo ao ser derrotado, como articulador do “sim”, no plebiscito sobre a independência do Reino Unido.

A proposta teve apoio de 45% do eleitorado. Apesar de minoritária, carreou votos suficientes para atestar, afinal, uma alta popularidade, que credenciaria o mandatário a permanecer no poder, ainda que mantida a submissão parcial a Londres.

O Sr. Salmond, no entanto, não se sentiu à vontade e interpretou como bom cidadão a mensagem que veio das urnas, desautorizando-o. Possivelmente retomará sua atividade profissional de origem, afastando-se da política.

Seguiu, apenas, o que deveria ser um padrão: se o governante ou parlamentar perde a sustentação, retire-se da vida pública e permita que uma nova opinião, uma nova visão, ocupe seu lugar.

Nada mais civilizado. Sempre que confrontado pela sociedade, o político recolher-se-ia às lides privadas, com a gratidão de todos pelos bons serviços que prestou ou tentou prestar, e como ser humano continuaria gozando do respeito geral – de aliados e adversários.

Tão diferentemente da realidade que vivemos nestes “tristes trópicos”, em que longevos senhores, após terem exercido todos os cargos da “república”, ainda que com pouco mérito, declaram solenemente que a política só tem porta de entrada e que nela fincarão pés por outros 60 anos.

Coisas do passado

Data: 20/09/2014
02:34:29

Consolemo-nos. O Brasil também já foi Reino Unido. De Portugal e Algarve. Mas isso foi em 1815.

Curvas coloridas não tiram Marina do páreo

Data: 20/09/2014
02:33:54

Foi impactante aos olhos e mentes, em todas as emissoras, a divulgação dos índices da mais recente pesquisa presidencial do instituto Datafolha, tido em geral como o mais confiável no setor, por só prestar seus serviços ao jornal Folha de S. Paulo e à TV Globo.

São números fugidios, que oscilam dentro ou pouco além da “margem de erro”, mas todos mostrando em seus gráficos coloridos “tendências” que fazem dos eleitores seres absolutamente inseguros, que conduzem os resultados para lá e para cá sem que se saiba exatamente o que os terá movido.

Dilma Rousseff (PT) em vermelho, Aécio Neves (PSDB) em azul, com suas curvas ascendentes, enquanto a linha amarela de Marina Silva (PSB) sempre em queda, produzindo-se na tela um efeito visual altamente convincente, embora entre o primeiro e o último ponto tenham transcorrido apenas 20 dias.

Mesmo os levantamentos relativos ao segundo turno, em que Marina é apresentada na liderança, transmitem a sensação de perda contínua, ainda mais que, da frente inicial de dez pontos percentuais em relação a Dilma, as duas candidatas agora estão em “empate técnico”.

A simulação Marina x Aécio é ainda mais disparatada. Os 14 pontos de vantagem que a candidata do PSB tinha no dia 29 de agosto, depois de ter superado espetacularmente o adversário do PSDB, reduziram-se a seis, sugerindo que mais um pouco e as posições, também neste caso, se inverterão.

Não é a realidade que se sente nas ruas, mesmo na Bahia, onde, dizem, a posição da candidata do PT é a mais forte em todo o país. Nota-se um esforço muito grande na manipulação de dados, mas é difícil que venha a ser suficiente para tirar Marina da disputa final.

Mais números

Data: 20/09/2014
02:31:30

Renovem-se desde já os estoques de tranquilizantes: o Ibope divulgará quarta-feira nova pesquisa de intenção de votos para governador e senador na Bahia.

Outra língua

Data: 20/09/2014
02:30:43

Nas divergências sobre religião que espantosamente ainda permeiam o debate político brasileiro, e se desejam mesmo melhorar a comunicação com o grande público, os candidatos deveriam começar explicando o que é “laico”.

Palavras não dizem tudo

Data: 20/09/2014
02:29:55

O jornalismo é uma atividade cuja missão principal se supõe seja informar a população, propondo-lhe a reflexão sobre temas do interesse social.

Esse princípio, no entanto, é muitas vezes negado por uma prática superficialista que se poderia atribuir ao comodismo: o uso de clichês, isto é, frases feitas, que “soam bem” sem dizer nada, quando não puramente especulativas.

No tempo em que este editor dava os primeiros passos na profissão, isso no terceiro quartel (?) do século XX, era comum ler-se nas páginas policiais sobre acidentados no trânsito: “Morreu ao dar entrada no Pronto Socorro”.

A frase era tão recorrente que levou um humorista a sugerir que não mais se levassem as vítimas ao Pronto Socorro – o hospital de emergências de então, no bairro do Canela.

De qualquer maneira, era um chavão, por assim dizer, inofensivo, porque, para o indigitado defunto, pouco importava onde, de fato, dera o último suspiro.

Mas modernamente temos em redações outros exemplos desse mau hábito que podem desprezar aspectos importantes da informação ou produzir falsos conceitos entre os leitores.

Um deles, não tão polêmico, é a aceitação da explicação de motoristas após um acidente, de que “foi fechado por um veículo de placa não anotada e perdeu a direção”.

Mais grave é o que atribui todo e qualquer homicídio à “guerra do tráfico pelo domínio dos pontos de venda”. Uma simplificação que pode chegar aos limites da simploriedade.

Esquerda cadente

Data: 20/09/2014
02:26:54

Acatado plenamente o fato de que nem PT nem PSB são de esquerda, muito menos o PSDB, temos esse histórico segmento da configuração política universal representado na eleição presidencial do Brasil por PCB, PCO, PSTU, PSOL e PV, que somados dão 2% nas pesquisas.

Mercado de trabalho

Data: 20/09/2014
02:25:59

A televisão ensina: golpes pela internet podem ser detectados pelo português, como num caso em que o vigarista foi descoberto porque escreveu “os dados cadastrados que está em anexo”.

Há poucos anos, um carro clonado foi identificado numa rodovia federal quando o patrulheiro notou, pela placa, que havia sido licenciado em Frorianópolis.

Está na hora de o crime organizado – e mesmo o desorganizado – contratar ou sequestrar revisores para examinar seus textos.

Candidatos ao governo disputam o Senado

Data: 18/09/2014
23:52:56

“A eleição de governador passou para o Senado”, comentou-se, sinteticamente, nos meios políticos, para caracterizar a importância da disputa entre o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o vice-governador Otto Alencar, a qual, curiosamente, reduz a expressão mais simples o outro pleito majoritário.

A interpretação é de que Paulo Souto e Rui Costa são “embustes”, respectivamente, do prefeito ACM Neto e do governador Jaques Wagner, os líderes das duas facções. Para usar a repisada imagem do jogo de xadrez, os dois apenas moveram peças de menor valor, na antevisão das variáveis que o tabuleiro pode propiciar.

No campo do governo, Otto seria o nome natural para ser lançado e obter amplo consenso, especialmente pela impossibilidade de buscar a reeleição. Geddel, na oposição, tinha um projeto pronto, e não se pode negar que constituir-se-ia em candidato muito menos sujeito a ataques do ponto de vista administrativo.

Mas o espírito que presidiu o processo e gerou o desfecho foi aparentemente de cunho pessoal. Geddel sucumbiu à maior confiabilidade interna de Souto, enquanto Wagner quis repetir no Estado a hierarquia do Sindiquímica, dispensando não somente Otto, como também o senador Walter Pinheiro.

Em ambos os casos, portanto, a perspectiva de 2018 prevaleceu. Não é improvável que Neto, mesmo com Souto eleito, queira saltar de seis anos de Prefeitura para o governo, assim como é plausível que Wagner sonhe em voltar ou deixar Rui na cadeira, se convier.

A questão é que os políticos escalados para o “segundo time” também têm suas pretensões. Tanto Geddel quanto Otto, na metade de um mandato de senador, alimentarão fundadas esperanças de chegar a Ondina.

Pensamento do dia

Data: 18/09/2014
23:49:34

A esperança é um poço sem fundo.

Parodiando Caetano

Data: 18/09/2014
23:46:23

Quem lê tanta pesquisa?

Prefeito receberá anjo em audiência

Data: 17/09/2014
21:24:47

Recomenda-se ao prefeito ACM Neto que esteja atento esta noite: o deputado Sargento Isidório anunciou que um anjo irá visitá-lo para pedir que determine à Transalvador a liberação do veículo do parlamentar, apreendido há poucos dias após uma infração de trânsito, quando era dirigido pelo motorista

Isidório até adiantou o que o enviado dos céus dirá: “ACM Neto, mande soltar o veículo do pastor Isidório, porque o veículo não está devendo nada, está com tudo pago, senão vai parecer perseguição. E a um jovem político da sua marca, que está querendo crescer no Estado, não fica bem imitar políticos do passado”.

Pensamento do dia

Data: 17/09/2014
21:05:53

Pedro Álvares Cabral merece um processo por formação de quadrilha.

Pedral, um líder até o momento final

Data: 17/09/2014
20:52:47

Ao publicar, em fevereiro deste ano, uma série de textos sobre José Pedral Sampaio, a propósito de uma homenagem reservada que recebeu em Salvador, Por Escrito disse que o velho político mantinha-se “lúcido e estudioso (...) acompanhando a cena política com interesse de diletante”.

A maior comprovação dessa atividade intelectual intensa, Pedral, que faleceu na tarde de ontem, aos 89 anos, em Vitória da Conquista, deu na sexta-feira passada, quando, após ligeira melhora no seu estado de saúde, que lhe permitiu deixar a UTI, reuniu antigos colaboradores para transmitir o que seria a última manifestação da sua vida pública.

“A Conquista do futuro” foi o título dado a esse relato, devidamente gravado, em que Pedral detalhou aspectos de projetos, em diversas áreas, visando ao desenvolvimento econômico e social do município e da região Sudoeste da Bahia, com a experiência do exercício de três mandatos de prefeito.

Suas ideias foram sintetizadas em 17 capítulos colocados à disposição dos políticos e administradores do presente, abordando, entre outros pontos, o meio ambiente, o turismo, a industrialização, a agricultura, a educação e o urbanismo. Citando o líder chinês Deng Xiaoping, Pedral afirmou que “o caminho das pedras é engajar a comunidade na realização dos projetos”.

Universidades estaduais acampam na Assembleia

Data: 17/09/2014
20:14:05

Professores, estudantes e técnicos administrativos das quatro universidades estaduais acamparam hoje na entrada do prédio principal da Assembleia Legislativa e prometem ficar no local pelo menos até sexta-feira, em “paralisação de advertência” contra mais uma redução nos recursos de custeio, manutenção e investimento das instituições.

O corte nessa rubrica, que já havia perdido R$ 12 milhões este ano, será de R$ 7 milhões para 2015. Se não houver uma resposta positiva, a categoria poderá decretar uma greve ampla. Há dois anos, uma greve dos professores do ensino médio teve grande influência no resultado das eleições municipais.

Segundo o coordenador do Fórum das Associações dos Docentes, Elson Moura, o governo alega que o orçamento das universidades teve um incremento de R$ 105 milhões em números absolutos, “mas isso é apenas uma decorrência do aumento do quadro funcional e do repasse inflacionário, que ainda assim foi abaixo do IPCA”.

Entidades lutam por libertação de cubanos

Data: 17/09/2014
19:44:55

Diversas entidades do movimento social, entre as quais o grupo Tortura Nunca Mais, UGT, CUT, Germen e Cese, confirmaram participação na sessão especial que a Assembleia Legislativa realizará às 9 horas da próxima terça-feira, pela libertação de cubanos presos nos Estados Unidos.

Proposta pelo deputado Álvaro Gomes (PCdoB), a sessão fez parte de uma articulação nacional de apoio a movimentação que ocorre em vários países, denominada “Obama, give me five”, uma alusão aos cinco cubanos acusados de espionagem e condenados a penas diversas.

Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramon Labañino, Fernando González e René González foram presos em Miami, em 1998, embora Cuba alegasse que eles não espionavam o governo-norte-americano, mas a membros de grupos anticastristas que praticavam atentados em Havana.

Por terem cumprido as penas, René González e Fernando González foram libertados, respectivamente, em 2011 e 2014. Considerados heróis em seu país, os cubanos tiveram sua história retratada pelo jornalista brasileiro Fernando Morais no livro “Os últimos soldados da Guerra Fria”.

Lula "defende" Petrobras de olho nas urnas

Data: 16/09/2014
11:28:10

Para quem costumava atrair dezenas e até centenas de milhares de pessoas por onde passava, o ex-presidente Lula deve ter sentido a diferença, ontem, quando falou a cinco mil no centro do Rio “em defesa da Petrobras”.

Dissemos “diferença”, e não “frustração”, porque, esperto como é, Lula sabia que não conseguiria mesmo reunir mais gente, sendo ainda provável que conhecesse, pelo menos de vista, a maioria da plateia de sindicalistas e assessores com suas bandeiras e carros de som.

O que interessava a ele, que ultimamente não arrisca a perna em bola dividida, era apenas produzir uma pantomima, devidamente filmada, para aparecer no horário eleitoral, o que deverá acontecer brevemente, brandindo o discurso “nacionalista” com que ainda pensa enganar a nação.

Como em tantos casos passados, Lula sofisma sobre as denúncias envolvendo a Petrobras, tentando sugerir que a oposição quer acabar com a empresa, e não com a corrupção que dela tomou conta pela primeira vez na história.

Seus argumentos vazios, embora perigosos diante de uma população despreparada para a compreensão minuciosa dos fatos, deixa furos diversos.

“Se alguém praticou erro, se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado, ir para a cadeia”. Não foi o que disse no episódio do mensalão, que ele iria “desmontar” logo que deixasse a presidência.

“Os milhares de trabalhadores da Petrobras não podem ser confundidos com alguém que porventura possa ter cometido um erro qualquer”, afirmou, em nova tentativa de confundir a audiência.

O ex-presidente não esclarece que ele e a presidente Dilma é que nomearam esse que “porventura possa ter cometido um erro qualquer”, e que ele ficou 12 anos na diretoria da empresa – desviando dinheiro, comprando políticos e promovendo negociatas.

Em família

Data: 16/09/2014
11:26:05

Os brasileiros que contribuíram com suas assinaturas e pressionaram pela aprovação da Lei da Ficha Limpa veem-se agora diante de uma amarga frustração: candidatos a governador barrados pela Justiça Eleitoral simplesmente colocam suas esposas para substituí-los nas chapas.

Não há outra conclusão a tirar: se eleitas, essas senhoras nada mais serão que títeres dos maridos, propensas, ou determinadas, a utilizar os mesmos métodos que eles quando ocupavam diretamente o poder. Uma brecha que a sociedade não previu.

Assim, o que poderia parecer uma vigorosa conclamação ao sexo feminino para engajar-se decididamente na batalha pela conquista de seus direitos, nada mais é que uma palavra de ordem para preservar a safadeza: “Mulheres, à luta!”

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