Salvador, 01 de agosto de 2014

Dentro da lei, político pode tomar birita

Data: 31/07/2014
11:14:25

A presidente Cristina Kirchner deu um exemplo para demonstrar o conceito de que os políticos não precisam ser santos: heróis venerados da história argentina tinham graves defeitos pessoais, mas eram apontados como “homens de mármore” para caracterizar a impossibilidade de pessoas comuns tomarem as medidas que o país exigiria.

Entretanto, quem se dispõe exercer um mandato eletivo – falar e decidir em nome do povo e responsabilizar-se pela destinação de dinheiro público – é, obrigatoriamente, alvo legítimo de todo tipo de questionamento que possa colocar em dúvida algum aspecto de seu possível futuro comportamento no cargo.

Por isso, o candidato presidencial Aécio Neves pode esperar que a campanha trará à tona sua recusa, três anos atrás, a submeter-se ao bafômetro em blitz de trânsito em que foi retido no Rio de Janeiro, sugerindo que havia bebido.

É um problema objetivo com o qual terá de lidar, como ocorreu ao hoje prefeito ACM Neto, ao ser recordada a promessa de surra que ele aplicaria no então presidente Lula. Neto agiu com humildade na segunda eleição em que enfrentou o tema e saiu-se bem.

Não que, aos olhos da população e do eleitorado em geral, seja considerado crime grave a ingestão de álcool antes de dirigir, pois é uma prática que nem a legislação nem o rigor do Estado na sua aplicação estão coibindo.

Aécio fez o que um enorme contingente de motoristas brasileiros sempre fez com regularidade: foi a um restaurante ou estabelecimento similar, bebeu algumas doses e voltava para casa sem dirigir perigosamente ou expor terceiros a risco, embora seja fato de que o uso imoderado de álcool pode levar a desastres com mortos e feridos.

A questão é que a presidência da República é a máxima magistratura do país, e seu ocupante, nominalmente, o guardião-mor da Constituição. Desnecessário dizer que pouca confiança transmitirá um candidato que nem uma lei de trânsito quer respeitar – e seus adversários estão atentos a isso.

Senador derrapa em nota da assessoria

Data: 31/07/2014
11:11:47

A convicção de que Aécio terá de ter um discurso muito claro e eficaz ante uma eventual acusação num debate de TV baseia-se na primeira reação de sua assessoria de imprensa, emitindo, na época, nota em que procura isentar o senador da transgressão, cuja íntegra reproduzimos abaixo:

“Na noite deste sábado para domingo (17-04-11), o senador Aécio Neves jantou nas redondezas de seu apartamento no Rio de Janeiro.

“Ao retornar à sua residência, foi abordado durante blitz policial quando foi constatado o vencimento da validade do seu documento de habilitação como motorista.

“Em respeito à legislação vigente, o senador entregou a habilitação ao agente e, seguindo as orientações recebidas, providenciou um condutor habilitado – um taxista que se encontrava no local – que dirigiu seu veículo até sua residência a poucos quarteirões.

“Com relação às notícias veiculadas sobre o uso ou não do bafômetro, essa assessoria informa que, uma vez constatado o vencimento do documento de habilitação e providenciado outro motorista para condução do veículo, o mesmo não foi realizado.

“O senador cumprimentou a equipe policial responsável pelo profissionalismo e correção na abordagem feita aos motoristas durante a blitz”.

A chave da questão – dizemos nós – está obviamente no penúltimo parágrafo. O texto tenta fazer crer que a “entrega” da carteira, isto é, a apreensão, dispensa o teste do bafômetro, o que não é verdade, e não que o senador recusou-se a fazê-lo. O eleitorado merecia explicação mais razoável.

Casos para pena de morte - V

Data: 31/07/2014
11:09:18

Furtar o jornal do vizinho na portaria.

Barbosa faz justiça a fundo perdido

Data: 30/07/2014
23:22:40

O ministro Ricardo Lewandowski toma, no Supremo Tribunal Federal, decisões que deveriam ser do presidente Joaquim Barbosa, como as que fizeram retornar ao Tribunal de Justiça da Bahia os desembargadores Mário Alberto Simões Hirs e Telma Britto, afastados sob acusação até hoje não esclarecida.

Barbosa se encaixa perfeitamente na definição daquele cidadão que criou fama e deitou-se na cama – certamente com colchão ortopédico meticulosamente escolhido para amenizar seus problemas de coluna, abrindo mão de dez anos na corte depois de ter se firmado aos olhos do Brasil como um destemido combatente da Justiça e da retidão.

A sociedade o acolheu ao longo do processo do mensalão por entender a necessidade de seu papel num Judiciário ferido de morte pela política e pela corrupção, mas o ministro, que vinha sendo, com perdão da palavra, a coluna mestra do Poder Judiciário, abriu mão da luta para qual tinha força e preparo.

Caráter nacional requer depuração

Data: 30/07/2014
23:18:37

Se um apelo pudéssemos fazer-lhe, seria o de deixar a retirada para os fracos, porque, lamentavelmente, precisamos de uma andorinha solitária que faça verão. Por exemplo, no caso específico acima citado, dos juízes baianos, ou se encara a realidade, até mesmo para o desagravo dos implicados, se o merecerem, ou morre um pouco mais a esperança.

É de estranhar que magistrados da mais elevada representação do Poder Judiciário do país, no STF e no CNJ, não tenham, após oito meses, decidido quanto ao mérito de uma questão que envolve dúvida sobre a conduta de dignitários de um tribunal estadual, um deles apeado da corte em pleno exercício da presidência.

Dessa postura não se pode concluir que as ilustres autoridades desejam tratar os fatos com clareza. Já a massa popular não quer saber de acórdãos, liminares, embargos e outras palavras que possam significar enrolação e impunidade.

A formação do caráter de um país depende da superação de problemas morais que afligem a nação, do contrário sua consciência só afundará mais no lodo e ainda se comprazerá da podridão.

Punição vira lucro na lógica das multas

Data: 30/07/2014
23:16:53

O PT perdeu espaços preciosos no horário de rádio e TV dos partidos políticos ao longo de 2011 porque no ano anterior o então presidente Lula desancou a desrespeitar a legislação eleitoral, aproveitando qualquer oportunidade para fazer campanha antecipada da ministra Dilma Rousseff à presidência da República, sendo por isso “punido” com multas pelo TSE.

Outros companheiros o imitaram nos anos seguintes, como o senador Lindbergh Farias, no Rio, e o ex-ministro Fernando Haddad, em São Paulo, semeando sem preocupação, fora de época, suas candidaturas, respectivamente, a governador e prefeito. E a prática se consagrou, como se vê, segundo um observador da cena política, no comportamento do governador Jaques Wagner.

“O episódio das placas de obras do Estado é claro”, disse a fonte, explicando que, apesar da proibição determinada pela Justiça por estarem relacionadas diretamente ao trabalho desenvolvido pelo candidato Rui Costa, o governo não se preocupou em retirá-las. “Em Salvador e nas grandes cidades do interior, elas permanecem, fortalecem o candidato, e a multa é um nó a ser desatado depois”.

Confronto é entendido como recurso eleitoral

Data: 30/07/2014
23:15:07

A avaliação do observador deu-se a partir de um comentário sobre texto divulgado neste blog no dia 23, sob o título “Governo age contra si a dois meses da eleição”, no qual se questiona o ataque à licitação do transporte promovida pela Prefeitura de Salvador e se sugere que, ante o evidente risco eleitoral, o confronto teria outra razão que não a defesa do interesse público.

Na opinião da fonte, é justamente o contrário. Wagner, com a Entidade Metropolitana e a guerra à remodelação do sistema de ônibus, reage à constatação, pelas pesquisas de consumo interno e as oficiais, de que a situação do seu candidato é de sólida dificuldade.

“Por que ele arriscaria a candidatura de Rui com posições impopulares, enfrentando um prefeito bem avaliado?” – indaga, para completar: “Ele está atirando para todo lado, esperando um milagre”, e nessa estratégia a discussão na imprensa sobre as placas de publicidade atende à velha prática petista. “As pessoas ficam sabendo que Rui é o homem das obras”.

Os velhos "grotões" podem ajudar contra Lídice

Data: 30/07/2014
23:13:25

Independentemente desses liames político-judiciais, o quadro aferido na Bahia aponta para baixa possibilidade de inversão. O maior desafio para Rui Costa é avançar nos pequenos municípios, para superar sua competidora na “esquerda” Lídice da Mata, que tem vantagem sobre ele nas 15 maiores cidades.

Se a senadora, por exemplo, tiver uma margem de 50 mil votos em Feira de Santana e frentes proporcionalmente semelhantes em Itabuna, Conquista, Jequié e outros, seu adversário direto pelo segundo turno terá de vencer bem naquelas regiões que no passado eram chamadas pejorativamente de “grotões”.

MOMENTO COPA - Dezembro de 2022

Data: 30/07/2014
23:11:43

Numa recaída após a distância que se impôs com a explosiva eliminação da Seleção na Copa do Mundo, o colaborador anônimo que escreveu a série “Momento Copa” envia texto de ficção, que reproduzimos abaixo, sobre o momento que ele viverá daqui a oito anos.

É, amigos leitores. A Alemanha tornou-se este ano a primeira hexacampeã mundial de futebol, antes mesmo do Brasil, que foi  o primeiro penta no já longínquo 2002, quando os alemães eram somente tricampeões.

A maior economia da Europa é também agora o primeiro país a vencer três vezes seguidas a Copa do Mundo, superando italianos e brasileiros, únicos povos a vencê-la duas vezes consecutivas até 2018, ano em que o selecionado alemão já igualara tal conquista.

E a partir deste momento, igualmente pela primeira vez em mais de 60 anos, fomos superados em número de triunfos, coisa que não ocorria desde 1962, no Chile, onde nos juntamos ao Uruguai e à Itália como únicos bicampeões.

O pior de tudo é que nem ao menos nos classificamos para a Rússia e o Catar, nós brasileiros, que até 2014 éramos o único povo a participar de todas as 20 edições da Copa do Mundo então realizadas.

Mas sejamos otimistas! Afinal, igualamos a Alemanha. Aliás, num rasgo de pessimismo, foi ela que mais uma vez nos igualou e inclusive pode ultrapassar-nos em 2026, na Austrália, se não formos à terra dos cangurus disputar o vigésimo terceiro Mundial da história.

É, em 2017 inúmeros protestos aconteceram em todo o país porque pela primeira vez não fomos a uma Copa. Em 2021, idem. Mas felizmente foram todos pacíficos.

O povo, apesar da sua imensa revolta e indescritível tristeza, resolveu mostrar como ficou – e continua – pasmo com o que os Marins, os Neros, os Dungas, os Rinaldis e quejandos fizeram com um futebol antes tão respeitado, admirado e idolatrado no mundo inteiro.


PERDENDO PARA A VENEZUELA

Ah, sim! Já ia me esquecendo! Em 2016, além de continuarmos sem o único título que não temos, o de campeão olímpico, e novamente com toda aquela conversa de "vamos ganhar, seremos campeões, temos essa obrigação porque somos os favoritos, estamos em casa e ainda não conquistamos a medalha de ouro no futebol", perdemos ineditamente em casa uma partida das Eliminatórias.

A primeira de várias. E para a... Venezuela! Os venezuelanos agora têm no currículo a participação em duas Copas, exatamente aquelas duas únicas – será que só por enquanto? – de que nós brasileiros não participamos. E quem os levou agora ao Catar foi... Dunga! Que estava acertando com aquela Nação antes de voltar a nos treinar em 2014, num repeteco sem fim que se tornou um verdadeiro pesadelo para o outrora país do futebol.

Não tem nada, não. Teremos logo, logo o Mundial de vôlei, o nosso primeiro esporte desde aquele fatídico 8 de julho de 2014 no Mineirão. Buscaremos em 2024 o pentacampeonato olímpico! Que virá antes de sermos hexas no futebol! Bernardinho para a presidência da CBF!

Nosso consolo é que o futebol sobreviverá

Data: 29/07/2014
12:19:12

Abaixo da política, os leitores devem ter percebido que o segundo assunto predileto deste blog é o esporte, mas o esporte como poesia física, espetáculo plástico que enleva os olhos e sacode a alma em saudável emoção.

Portanto, quando há chance de falar politicamente de esporte, é um prazer redobrado, como se diz. E o futebol, o maior dos nossos esportes, é tema que nestes dias de tensão nacional está na ordem do dia, discutido nas mais altas esferas (?) políticas do país.

A perda estrondosa da Copa do Mundo – e somente ela, pelo elástico placar que só o esporte, com suas maravilhosas surpresas, pode produzir – trouxe novamente à tona a eterna falta de vergonha brasileira do discurso de que tudo vai mudar, e nada muda, nem métodos, nem normas, nem pessoas.

Treinadores são meros entregadores de camisa

Data: 29/07/2014
12:16:59

Um exemplo atual é o mambembe campeonato brasileiro, de um ou outro jogador na Seleção, no qual 12 treinadores já perderam seus empregos em 11 rodadas. Nessa toada, chegaremos ao fim das 38 rodadas com a média de dois treinadores por clube.

Não se sabe como isso será feito, mas o futuro da Seleção dependerá em grande parte da revitalização do certame nacional, que nesta Copa só forneceu dois goleiros reservas e um atacante que não teve sua atuação elogiada pela crônica.

A palavra mágica pós-desastre é “planejamento”, mas não parece ser essa a preocupação dos clubes, prevalecendo a cultura do desrespeito a contratos com treinadores, os quais já sabem e admitem previamente que a permanência no emprego “depende de resultados”.

Uma cara ciranda de altos e baixos

Data: 29/07/2014
12:15:15

Curiosamente, o que se constata no futebol brasileiro é uma ciranda de treinadores altamente custosa, para não dizer suspeitamente custosa, sem guardar nenhuma relação com desempenho técnico. Um exemplo simples: o Felipão campeão do mundo abandonou o barco do Palmeiras em 2012 a poucas rodadas do rebaixamento.

A xaropada continua. Pela quarta vez, um treinador vai dirigir o Flamengo, quando em outras ocasiões foi demitido por não servir. Outro que foi dispensado pelo Vitória tem possibilidade de vir para o Bahia, e os torcedores, na televisão, avalizam. E assim pelo Brasil afora.

O mais sensível da questão são as cifras astronômicas que vazam dessas sigilosas transações. Um treinador que viria para o Bahia, segundo a imprensa, queria salário de R$ 600 mil e recebeu contraproposta R$ 400 mil. É dinheiro incompatível com a grandeza do nosso futebol.

Casos para pena de morte - IV

Data: 29/07/2014
12:13:17

Jogar pela janela do carro lixo, lata de cerveja e diversos outros objetos.

É acalmar os nervos e aguardar

Data: 29/07/2014
12:11:39

Partidários da candidatura Rui Costa exibem com satisfação mensagem circulante na internet dando conta de que Paulo Souto, em junho de 2006, tinha 51% contra 13% de Jaques Wagner e acabou perdendo a eleição no primeiro turno.

Da mesma forma, em maio de 2010, José Serra tinha 38%, e a eleita foi Dilma Rousseff, que alcançava apenas 18%.

O último “fenômeno” se deu na vitória de Fernando Haddad sobre Serra para prefeito de São Paulo, quando três meses antes o tucano tinha 31% a 1%.

Para essa turma, o Ibope não está com nada.

Candidaturas

Data: 29/07/2014
12:09:48

Voz experiente e isenta dos desvãos da Assembleia Legislativa assegura: “Vítor Bonfim é presença certa aqui em 2015”. Trata-se do filho do ex-deputado e agora conselheiro do TCE João Bonfim, vereador pelo PDT em Guanambi e líder do prefeito na Câmara.

Para a Câmara dos Deputados, dois nomes tentam surpreender: Zé do Lício (PTC), voz atuante no sertão baiano, e Nery Vendedor (PSC), irmão evangélico da Igreja Batista, ligado aos trabalhadores da construção em Candeias.

Até a próxima trégua

Data: 28/07/2014
15:43:42

A trégua humanitária é uma novidade na terminologia dos conflitos bélicos.

Trégua sempre foi, no vocabulário usual, a suspensão dos combates para uma tentativa de negociação que ponha fim à matança.

Agora, é apenas um evento de markerting para que sejam retirados os cadáveres e os feridos do cenário apocalíptico e o bombardeio continue.

Governador enfim repara que adversário tem nome

Data: 28/07/2014
15:37:30

O governador Jaques Wagner orgulhava-se de, no passado, não pronunciar nos embates eleitorais o nome de Antonio Carlos Magalhães, muito menos a sigla ACM, que contém um evidente componente de carinho – embora na imprensa pudesse ser usada para contornar, em títulos, a falta de espaço.

Sempre que tinha de fazer críticas, Wagner as direcionava ao PFL, partido antepassado do DEM, frisando que sua ação não visava a pessoas, mas procurava questionar políticas defendidas e executadas pelos adversários.

Nos últimos tempos, Wagner perdeu esse prurido, e incontáveis vezes fez referências nominais em ataques ao prefeito ACM Neto. Em entrevista, hoje, à Tribuna da Bahia, chegou a fantasiar sobre uma terceira candidatura, ao afirmar que “queria muito ir para o debate com o ex-governador Paulo Souto”.

Prática também antes ausente de suas abordagens, a crítica sem objetividade à oposição firma-se como nova estratégia, como no caso em que desqualifica a articulação política que uniu DEM e PMDB, em que “todo mundo sabe o trauma e o mal-estar que foi”, após ter ressalvado que não gosta de “falar dos outros”.

Demonstrando que está disposto a brigar, Wagner disse que “Otto tem a história muito mais consolidada que Geddel” e que o candidato a vice Joaci Goes “não foi escolhido pelo PSDB".

O dia em que Lula chorou de pena dos pobres

Data: 28/07/2014
15:32:09

Foi uma longa entrevista, que ocupou duas páginas do jornal, permitindo ao governador exercer seu talento expositivo com alocuções intermináveis, sendo difícil mesmo crer que o público leitor tenha tido paciência para chegar ao final de algumas delas.

Wagner teoriza com sua peculiar fluência, sempre transformando aspectos possivelmente negativos em vantagens tais que até manifestou a convicção de que seu candidato ao governo, Rui Costa, hoje na lanterna moral das pesquisas, será o mais votado no primeiro turno.

Ao abordar a segurança pública, o governador manuseia estatísticas sem valor factual e atribui a sensação da insegurança da sociedade, levantada pelos próprios jornalistas que o ouviram, a um fator “psicológico” devido à exploração do crime e da violência pelos meios de comunicação.

Entretanto, o governador se superou mesmo foi quanto a seu sentimento ante o trabalho que não pôde realizar. Começou pelo gilbertogílico “repare” e, muitos minutos de conversa adiante, entrou para não sair mais na enternecedora história de que Lula chorou um dia porque não pôde dar o aumento que queria no salário mínimo.

Uma fórmula para não perder

Data: 28/07/2014
15:30:34

Por Escrito não se dará a este trabalho, mas se procurarem a opinião de Wagner e do PT, no passado, sobre a frequência de eleições, todo mundo iria estar defendendo pleitos de dois em dois anos em nome do “exercício da democracia”.

Hoje, para o governador, “ninguém aguenta mais ter eleição de dois em dois anos, você mal sentou na cadeira e já está pensando na próxima”.

Talvez haja refletido sobre a derrota de seu candidato à Prefeitura de Salvador: não ocorreria se não houvesse eleição.

Salada de siglas, tudo com o mesmo molho

Data: 28/07/2014
15:28:38

Uma afirmação de Wagner carece de esclarecimento: “O grande partido social democrático do Brasil chama-se Partido dos Trabalhadores”.

Como sabem os contemporâneos, Partido Social Democrático (PSD) é exatamente o nome da agremiação fundada na Bahia pelo seu candidato ao Senado, Otto Alencar.

Uma legenda copiada de passado quase longínquo da política nacional, quando tinha grande influência o antigo PSD.

Era, entre os principais partidos, uma espécie de “centro”, a meio caminho do PTB, a “esquerda” getulista, e da UDN, trisavó do velho e direitista DEM.

O governador precisa dizer se o PT, como o PSD de outrora, “entre a Bíblia e O Capital fica com o Diário Oficial”, e também por que seu partido, afinal, não se apropriou da sigla antes de Kassab.

Se outra consequência não tivesse causado, pelo menos agora o Partido dos Trabalhadores não estaria apoiando para o governo de Pernambuco o eterno presidente da Confederação Nacional da Indústria, senador Armando Monteiro Neto, que, vejam a coincidência histórica, é do PTB pós-ditadura, que tem Roberto Jefferson como “presidente licenciado”.

Tempo e espaço perdidos

Data: 28/07/2014
15:26:45

Para as intenções do governador, é uma pena, primeiro, que o jornal não tenha lá grande tiragem, depois, que o analfabetismo reinante reduza forçosamente a quantidade de leitores e, por fim, que ele não disponha de tanto tempo para falar no horário eleitoral.

Casos para pena de morte - III

Data: 28/07/2014
15:25:43

Tomar no estacionamento a vaga que outro motorista estava aguardando.

Plantão eleitoral

Data: 28/07/2014
15:25:06

O repórter telefona para o deputado Elmar Nascimento às 7h30, faz entrevista e no fim pede desculpa:

“Liguei a esta hora porque, mesmo sendo domingo, sei que político em campanha acorda cedo”.

O parlamentar não deixa a bola cair: “Engano seu. Político em campanha não dorme”.

IV Reich

Data: 26/07/2014
10:12:19

Se a questão entre Brasil e Israel é de proporcionalidade, forçoso é dizer: proporcionalmente, Adolf Hitler não fez pior do que os judeus estão fazendo contra os palestinos.

Só pra chatear

Data: 26/07/2014
10:11:40

Israel é um anão territorial, enquanto o Brasil é gigante pela própria natureza.

Otto: da zona de conforto à pororoca

Data: 26/07/2014
10:10:10

O vice-governador Otto Alencar sonhava intensamente em ser o candidato à sucessão do governador Jaques Wagner, o que seria uma consequência natural do cargo que, pela segunda vez, ocupava em sua longa vida pública.

A seu favor, tinha o livre trânsito entre as correntes políticas e a simpatia dos muitos pretendentes ao governo em 2018, já que não poderia tentar a reeleição porque estaria cumprindo, legalmente, o segundo mandato.

Sua estratégia incluiu medidas concretas de boa vontade, como a retirada da postulação do prefeito de Santo Estêvão, Orlando Santiago, à presidência da UPB, abrindo caminho para a eleição da prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria.

Quando Wagner deu sinais de que dispensaria no PT até a liderança natural do senador Walter Pinheiro para impor o nome do secretário Rui Costa, Otto chegou a ser assediado, dentro e fora do governo, a lançar a candidatura. Se encarasse, teria o apoio do prefeito ACM Neto, mas havia montado um discurso de “lealdade” do qual não pôde recuar.

Agora se vê diante de uma situação antes inimaginável, pois é provável que contasse mais com um racha na oposição do que com a aceitação por Geddel Vieira Lima da vaga ao Senado na chapa de Paulo Souto.

O fato é que, nessa disputa, Otto está em evidente desvantagem, pois o adversário tem o dobro das intenções de voto e faz parte de uma coligação em que o candidato ao governo corre praticamente sozinho. Não que o quadro seja imutável, mas é a ele que cabe a tarefa de remar contra a maré.

A ordem natural das coisas

Data: 26/07/2014
10:07:58

A respeito de nota postada ontem, em que se registra o empate técnico na pesquisa Ibope entre os candidatos ao governo Rui Costa (PT) e Da Luz (PRTB), o leitor Luiz Henrique observa que “humor é fundamental” e questiona: “Não seria natural, no caso, Da Luz ficar acima do poste?”

Precipitação

Data: 26/07/2014
10:07:14

Oposição precipitada, às vezes, leva a erro, como no caso em que o deputado Bruno Reis (PMDB) afirmou ser o número 13 numa ambulância da Prefeitura de Itagibá uma propaganda do PT.

Coube ao deputado Fabrício Falcão (PCdoB), correligionário do prefeito Marcos Valério Barreto, contestar o equívoco, apresentando fotos de outros veículos da frota, com números diferentes.

Ou seja, se a Prefeitura está usando ambulância para fazer campanha eleitoral, trata-se de uma campanha pluripartidária.

Casos para pena de morte - II

Data: 26/07/2014
10:05:41

Prender o elevador enquanto conversa com o vizinho.

Wagner perdeu a fé e Tadeu caiu

Data: 26/07/2014
10:05:05

Numa época em que eram aliados, a senadora Lídice da Mata e o governador Jaques Wagner, com a eficiente participação do então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, voltaram suas orações para que o ex-deputado Capitão Tadeu (PSB) permanecesse na Assembleia Legislativa.

Tadeu representava um estorvo para o governo do Estado, pois, embora apoiando pacificamente a maioria das matérias encaminhadas à Casa, não se abstinha em relação aos projetos envolvendo a área policial-militar, sua base eleitoral, muitas vezes criticando-os e votando contra ou deixando de votar.

O custo desse posicionamento era baixo, mesmo porque o Executivo fez as leis que quis nestes anos todos, mas, com a mudança radical do quadro, levando a senadora e seu partido a franca oposição estadual e federal, a reza de Wagner ficou fraca, inconvincente no coração dos deuses.

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