Salvador, 25 de outubro de 2014

Deputados são candidatos a secretário

Data: 24/10/2014
17:45:29

Germinam na Assembleia Legislativa os primeiros rumores sobre a formação do secretariado de Rui Costa em conexão direta com a Casa.

O mais forte deles indica o deputado reeleito Joseildo Ramos (PT) para a Secretaria da Agricultura, o que propiciaria a manutenção do mandato do também petista Bira Corôa, que na eleição ficou com a primeira suplência da coligação.

Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal da Bahia, Joseildo tem longa carreira na área e foi por dois períodos consecutivos prefeito de Alagoinhas.

Na suposição de que o governo Rui reproduzirá a configuração do de Wagner, a Agricultura seria área do PP, que a ocupa desde a metade do primeiro mandato do atual governador, assim como, por certo tempo, com João Leão, a Secretaria da Infraestrutura.

A lembrança é porque Leão, eleito vice-governador, também é citado nos bastidores para voltar à Seinfra, que tem sido território do PSD de Otto Alencar, aliás muito fértil, capaz de respaldar sua eleição para oito anos de Senado.

A eventual volta da Seinfra para o PP bate, segundo se comenta nos meios políticos, com a disposição de Otto de usar seu cacife para emplacar o deputado reeleito Alan Sanches na Secretaria da Saúde.

Seria um troca vantajosa nessa rearrumação, mas o empecilho é o PT, que não abriria mão da pasta que controla há oito anos. Diz-se que Otto está muito interessado e que o cargo estaria à altura de sua bancada, de oito deputados.

Como se o destino tivesse preparado as condições para uma negociação desse tipo, o PSD nem seria prejudicado na Assembleia, porque a segunda suplente da coligação é justamente Mirela Macedo, hoje vereadora em Lauro de Freitas.

Se é o candidato, Lula tem de ser encarado

Data: 24/10/2014
17:43:00

A nação aguarda, enfim, com expectativa, o debate de hoje à noite entre Dilma Rousseff e Aécio Neves pela Rede Globo.

Diz-se que Dilma vai ganhar – a eleição, não o debate –, mas a suposta proximidade dos números coloca sempre um pouco de dúvida, sobretudo no coração dos aecistas.

Parece que foi ontem, mas já faz 24 dias que os mesmos institutos Ibope e Datafolha, a cinco dias do primeiro turno, indicavam Aécio fora de combate, na faixa dos 19 a 20 pontos.

Entretanto, se é verdade que recentes acontecimentos, naturais ou artificiais, descompensaram a balança para bem longe do “empate técnico”, urge a quem está perdendo contra-atacar.

Por exemplo, Aécio terá, nesse derradeiro round, de desagravar-se com as mulheres pelo “leviana” dirigido a Dilma, enveredando inclusive por questões semânticas para explicar-se direitinho.

Essa pequena centelha foi suficiente para que o ex-presidente Lula, em palanques pelo Brasil afora, envenenasse os corações femininos com algo que sabia não ser verdade, e ainda exagerou por acusações que talvez não prove.

Aécio tem à disposição o tema do dia: a vinculação de Dilma e Lula ao esquema criminoso da Petrobras, que pode não existir, mas atesta uma falta de competência e de percepção para o que ocorre sob seu nariz que, francamente, não pode surtir efeito positivo.

A personalidade emblemática desta campanha é Lula. De sonho desnecessário à possibilidade de concorrer por causa na queda de Dilma na segunda metade do mandato, eis que ele assumiu, nesta resta final, o papel de candidato a pedir votos e desancar o adversário, o supermacho resguardando a feminilidade da presidente.

Na noite de hoje, por isso, Aécio não pode ter o prurido que já foi dos adversários do ex e da atual presidente – José Serra e Geraldo Alckmin – e deve encarar a sombra por trás da candidata, apontando, na medida em que o tempo aconselhe, a responsabilidade de Lula em tudo que condena.

BLAGUE NO BLOG - Cardápio mantido

Data: 24/10/2014
17:39:22

Há poucos anos, o líder do governo, Zé Neto, dirigiu-se, numa sessão, ao presidente Marcelo Nilo, questionando o fato de o restaurante a la carte da Assembleia Legislativa, de nível semelhante, ter serviço de menor qualidade que o do Instituto Anísio Teixeira.

Trata-se de órgão da Secretaria da Educação, sediado na Avenida Paralela, destinado ao preparo e reciclagem de professores da rede estadual. Só que Zé Neto não se referiu à instituição como ela era originalmente conhecida, pelas iniciais ditas isoladamente: I. A. T., preferindo usar a sigla “iate”.

Nilo imaginou tratar-se do refinado espaço gastronômico do Yacht Club da Bahia, sito à Ladeira da Barra, como se dizia, e do alto de sua cadeira, ante a insistência de Zé Neto, não se conformava: “Mas deputado, vossa excelência vem comparar o restaurante da Assembleia com o do Yacht?”

Claro que o mal-entendido foi esclarecido e no fim ficou tudo como estava, no Yacht e na Assembleia.

A toalha, por favor

Data: 24/10/2014
17:37:45

Se é verdade que um só homem, com língua viperina, inconsequência, inconsistência, falsidade, egocentrismo, falácia, vileza e amoralidade pode conduzir a opinião das massas no Brasil e assim controlar o seu destino, só nos restará relaxar.

É a isto que estamos sujeitos

Data: 24/10/2014
17:36:46

Assessores, no passado, quando queriam, deixavam escapar, em off, informações do interesse do assessorado, mas era mercadoria cuja procedência se poderia comprovar a qualquer momento: “Foi fulano quem disse”.

Modernamente, esses profissionais tomam o lugar o titular da função, seja ele parlamentar ou importante executivo, em manifestações nas redes sociais, com uma naturalidade de espantar.

Na fórmula original, como se disse, havia sempre a fonte da informação, confiável ou não, certa ou errada, e a veracidade era resolvida ali mesmo. No quadro atual, um espectro fala pela pessoa, a zorra eclode pela internet e a partir daí o cara tá limado – ou no lucro.

Prefeito tem dois anos para correr atrás

Data: 23/10/2014
12:43:35

Em 24 de fevereiro deste ano, em meio à luta na oposição pela indicação do candidato a governador, consideramos, na matéria “Prefeito administra conflito de prioridades”, que no jogo bruto do poder, para o prefeito ACM Neto, “perder com Souto seria infinitamente pior que perder com Geddel”.

Sempre houve, basicamente, apenas dois nomes plausíveis para a disputa: o ex-governador Paulo Souto e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, sendo que o primeiro estava reticente e o segundo, decidido.

Caminhava-se para uma solução tranquila, que tinha ainda, como se registrou amplamente na época, a vantagem de não permitir comparações diretas de governos na campanha eleitoral.

Foi quando, em janeiro, apareceu a primeira – e até agora única, do Vox Populi – pesquisa indicando Neto o melhor prefeito do Brasil, 15 pontos à frente do segundo colocado, o que o tornava, em tese, um “grande eleitor”.

Simultaneamente, proliferavam informações no meio político, retratadas pela imprensa, de que em todos os quadrantes da Bahia, onde era recebido como um pop star, clamava-se pelo lançamento do prefeito ao governo do Estado, missão que sabidamente jamais pretendeu.

A partir daí, o DEM não sossegou mais: empurrou Souto para o meio da fogueira, gerou o conflito pela perspectiva de ter de volta diretamente o poder estadual, restando a dúvida sobre a real posição do prefeito, se cedeu a alta pressão interna ou se apenas fez uma manobra para o desfecho que de fato desejava.

Numa hipótese, não se pode dizer que, caso o governador viesse a ser Geddel, Neto não perderia quanto a sua carreira, a menos que houvesse um improvável acordo para 2018. Mas uma derrota – como veio a ocorrer, enfim, à coligação – ser-lhe-ia “neutra”. Tendo sido Souto o candidato, tornou-se uma derrota pessoal e partidária do prefeito.

O futuro de Neto inclui o fortalecimento no interior e o aproveitamento do carisma que lhe é atribuído em muitas regiões e faixas populacionais. E, principalmente, exige nos dois anos até a busca da reeleição avanços e aperfeiçoamentos em Salvador que resistam à pesada onda que os petistas lançarão sobre ele.

Outsider

Data: 23/10/2014
12:40:41

Sim, quanto a Geddel, estará correndo por fora.

Bancada solitária

Data: 23/10/2014
12:38:56

Ainda sobre o presidente regional do PMDB, diz-se que, para o embate nacional que poderá travar contra ninguém menos que o vice-presidente da República Michel Temer, seria melhor se os votos do irmão Lúcio fossem distribuídos para eleger mais um ou até dois deputados federais.

Essa falta só não será tão importante assim se Dilma Rousseff – e com ela Temer – perder a eleição de domingo, o que, embora não seja impossível, parece pouco provável.

Essas curvas dobram qualquer um

Data: 23/10/2014
12:37:08

Aliás, a respeito dessas probabilidades e improbabilidades eleitorais, cantadas de norte a sul pelos institutos de pesquisa e suas torres repetidoras, o deputado Álvaro Gomes (PCdoB) neles não acreditava quando apontavam a vantagem de Aécio Neves sobre Dilma, passando a fazê-lo quando os números se inverteram e as “curvas se cruzaram”.

O deputado acusa nominalmente os dois principais institutos – Ibope e Datafolha – de tentarem “de toda forma confundir a opinião pública e o eleitorado”, e agora estariam divulgando os índices verdadeiros, que colocam sua candidata na frente, embora, lembramos nós, no “empate técnico”.

De levianas, levianos e leviandades

Data: 23/10/2014
12:36:10

A reta final aguça a sensibilidade dos candidatos, que vivem pensando e projetando o que lhe seria positivo e, para o adversário, ruim.

Ou, às vezes, não pensam, como no caso de Aécio ao chamar duas adversárias de “leviana”, inclusive Dilma, num debate do segundo turno.

Leviana, nas suas várias acepções registradas em dicionários, é a pessoa imprudente, irrefletida, irresponsável, inconstante – e é lógico que um adversário político pode ver na presidente uma dessas qualidades.

Entretanto, com o poder que têm os autores, os meios de comunicação e a grande maioria dos viventes de usar livremente a língua e transformar o sentido das palavras, eis que, desde pelo menos as velhas radionovelas da década de 50, leviana não passa de prostituta ou de mulher que trai o homem.

O mote, aproveitado nas primeiras respostas e nos programas de rádio e TV, passou a ser o combustível principal do próprio Lula, que nos últimos dias assumiu o comando público da campanha.

O ex-presidente cuidou pessoalmente de associar Aécio à violência e ao desrespeito às mulheres, fator capaz de derrubar qualquer um numa hora dessas, aguardando-se como o candidato tentará neutralizar esse ataque.

Segundo turno é com a Lei Zagallo

Data: 23/10/2014
12:33:57

Para fechar esta nossa concessão às pesquisas: Aécio deve ter julgado que aparecer ao lado do deputado Jair Bolsonaro em carreatas, jogando beijos, não ia pegar bem.

Desta vez acertou, porque a companhia (?) de Bolsonaro atinge negativamente em grande escala o eleitorado e mais ainda porque o deputado admitiu que, mesmo escorraçado, vai votar em Aécio.

Não se pode estimar como votarão os 464 mil eleitores de Bolsonaro, mas tudo indica que, movida por uma espécie de ideologia que reúne antiesquerdismo, homofobia e saudade da ditadura, a maioria vai votar contra o PT.

É para isso que serve segundo turno, e nesse raciocínio há até um aspecto confortável para os candidatos: quem quiser influenciar o processo tem de ir para um deles, inevitavelmente. Uma espécie de Lei Zagallo: “Vocês vão ter de me engolir”.

"Talvez nos vejamos depois..."

Data: 23/10/2014
12:31:53

Maravilhas da política: um dos mais duros litigantes contra o deputado Marcelo Nilo nos últimos anos foi o deputado Targino Machado.

Que agora está entre os primeiros a declarar formalmente o voto para mais uma recondução de Nilo à Presidência da Assembleia Legislativa.

"Rui ganhou em Salvador", protesta leitor

Data: 22/10/2014
15:17:57

Leitor deste blog que pede reserva do nome questiona matéria "Da redução do saldo negativo na política", do dia 19, a qual interpreta como uma “derrota fragorosa” a vitória de Rui Costa sobre Paulo Souto em Salvador, por cerca de dez mil votos.

A tese decorre do fato de Souto, nas eleições de 2010, ter conseguido na capital apenas 189 mil votos contra os 815 mil dados a Jaques Wagner, o que produzia uma diferença de 626 mil votos, agora reduzida, digamos, em 98%.

“A verdade é uma só: Rui ganhou a eleição, acabando com a história de que em Salvador levaria uma surra” – objetou a fonte, numa referência indireta ao efeito positivo da gestão do prefeito ACM Neto na candidatura Souto.

É um impasse em que se contrapõe aos números um laurel nominal – o de mais votado em Salvador –, cabendo a cada um fazer a inferência que julgar mais importante para a avaliação real do quadro.

A aritmética impossível de apoios e retiradas

Data: 22/10/2014
15:15:14

Sobre outro ponto levantado, no entanto, acatamos plenamente a crítica: não levamos em conta – pelo foco apenas nos principais candidatos, jamais por tentativa de manipulação de dados – a votação, nos dois pleitos, dos demais competidores.

Nesse aspecto, sobressai o fato de que, em 2010, Geddel Vieira Lima concorreu ao governo, obtendo cerca de 131 mil votos, que desta vez, supostamente, entraram na fatura de seu aliado Souto.

Por outro lado, em 2014, Rui Costa perdeu os 160 mil votos dados agora à senadora Lídice da Mata, com os quais contou o governador Wagner para a reeleição há quatro anos.

Feito o balanço político-eleitoral num hipotético "encontro de urnas" e desprezando-se os votos dados aos nanicos em ambas as eleições, podemos afirmar que Rui Costa teve, na capital, 975 mil contra 320 mil de Souto – a diferença até cresceria em alguns milhares de votos.

Fila da presidência não anda em 2015

Data: 21/10/2014
14:55:25

Apesar de muitos – no PT e em partidos adjacentes de bancadas numerosas – desejarem que o governador eleito, Rui Costa, interfira no processo da eleição de presidente da Assembleia Legislativa, marcada para 2 de fevereiro, é improvável que isso venha a acontecer.

Mesmo que seja falsa a versão de que o cargo foi garantido nas mãos do presidente Marcelo Nilo como parte do acordo em que ele foi excluído da chapa majoritária, a questão é de governabilidade e paz interna num grupo que parte para a terceira etapa de poder na Bahia.

Não é que o governo não reúna condições para um conflito dessa dimensão, mas o que lhe falta, sobretudo, é interesse. Como presidente durante os oito anos do governo Wagner, Nilo atendeu a todas as expectativas, tornando possível a aprovação de matérias até quando o líder Zé Neto não exercia 100% de sua competência.

É certo que o presidente, nos seus quatro mandatos, construiu uma liderança, sendo muitos os deputados – governistas e da oposição – que lhe dão apoio para a empreitada e o seguiriam em outros temas que possam advir.

Rui Costa, homem forjado nas negociações da luta sindical, acostumado a conceder nas horas próprias, sabe pesar as circunstâncias e não quererá trincamentos no início da gestão. Nilo já se movimenta claramente para reeleger-se. Companheiros que sejam mais uma vez preteridos terão abrigo e consolo na generosa máquina estadual.

O racismo imorredouro na "loura do crime"

Data: 21/10/2014
08:29:14

Figura recorrente nas páginas policiais da Salvador do passado era “a loura do crime”. Periodicamente, surgia em assaltos e estelionatos pessoa do sexo feminino, com cabelos tingidos ou naturalmente louros, assim denominada nas manchetes por editores ávidos por sensacionalismo.

Era compreensível o frisson causado por uma criminosa – ainda por cima, mulher – branca e “loura” numa cidade majoritariamente negra e mestiça, na qual a imensa população afrodescendente era associada à camada dos que menos possuíam – riqueza, educação, direitos, oportunidades –, e por isso era deles que se esperavam, com “naturalidade”, as transgressões à lei.

O oposto, o crime como prática de indivíduos de outras raças, não era ao menos suposto. Não eram tempos politicamente corretos, talvez por isso abordagens jornalísticas dessa natureza tenham sido feitas com tanta frequência sem que se atentasse para a alta carga de preconceito e, por extensão, racismo nelas contida.

Tais lembranças decorrem da recente prisão, em Feira de Santana, de uma “loira bandida”, conforme noticiou importante site desta capital. Primeiro, do ponto de vista puramente técnico, a designação “loira” parece exclusiva da imprensa, pois, ao menos nesta região, diz-se “loura”, sendo a pronúncia com “i” certa finesse dos nossos repórteres.

Por outro lado, a questão central é a evidente discriminação que logo sugere a dúvida: ter-se-ia escrito no título, se fosse o caso, “Negra bandida é presa em assalto”? Claro que não. O autor certamente enfrentaria processo, risco que não correm, por exemplo, os que fazem piadas relacionando as “louras” ao baixo grau de inteligência.

Câmara tem outros candidatos a destaque

Data: 20/10/2014
15:46:31

Sem que tenha sido provocado, este blog faz indispensável reparo a nota publicada sábado, sob o título “Promessa federal”, em que aponta o deputado federal eleito Paulo Azi (DEM) como candidato a ultrapassar, na Câmara, os limites do baixo clero, como fez rapidamente, nesta primeira legislatura, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB).

Não que o focalizado tenha deixado de merecer a avaliação de que foi alvo naquele dia, mas é que a experiência profissional de mais de 40 anos leva o editor a recordar que jornalista é assim mesmo – ocorre-lhe uma ideia e ele pressuroso corre para propagá-la sem a visão de outros aspectos e interpretações.

Na verdade, a chamada Câmara Baixa (?), em Brasília, recepcionará 14 novos baianos, alguns dos quais com potencial para o mesmo desempenho imaginado para Azi. Na própria oposição, ressaltam os nomes dos deputados João Carlos Bacelar (PTN) e Elmar Nascimento (DEM), hoje líder da minoria na Assembleia Legislativa.

A alguns parlamentares federais emergentes está reservado um papel semelhante ao que já demonstraram no Legislativo estadual, de expressividade relativa. É o caso dos petistas Moema Gramacho e Luiz Caetano e dos pepistas Cacá Leão e Mário Negromonte Júnior.

Outros  eleitos pela primeira vez são políticos bem posicionados em seus núcleos, como Ronaldo Carletto (PP) e Tia Eron (PRB), prevendo-se que não se desviarão muito da linha original. Uma exceção é Jorge Solla (PT), de quem se espera marcante atuação na área de saúde.

Elegeu-se também, não deixando de causar grande surpresa pela terceira colocação, com 161.438 votos, Irmão Lázaro (PSC), produto de uma carreira artística e uma vida antes conturbada e agora convertida ao serviço de Deus.

Foi como, em geral, são as candidaturas bancadas por igrejas evangélicas – no caso, a Assembleia de Deus: apresentada para vencer. Nessa categoria, temos Tia Eron (PRB), ligada à Universal, que troca a vereança em Salvador pela vida na capital federal.

Vinte e três deputados federais foram reeleitos e dois outros voltam à Câmara destinados a destacar-se: Benito Gama (PTB), depois de longa ausência, e José Carlos Aleluia (DEM), que concorreu ao Senado em 2010, interrompendo uma série de cinco mandatos.

Mas há ainda dois novatos que despertam a expectativa de quem quer ver se algo de bom surge da atual fornada parlamentar: Bebeto Galvão (PSB), liderança do sindicalismo esclarecido do Sul do Estado, e Uldurico Júnior (PTC), de tradicional família política do Extremo Sul, com a particularidade de ser o mais jovem deputado eleito no Brasil.

BLAGUE NO BLOG - Caso pra otorrino

Data: 20/10/2014
15:42:52

Parece que foi ontem, mas como 12 anos é tempo suficiente para que novas gerações não conheçam uma piada, vale recordar uma que circulou na Bahia em 2002.

Estavam no auge dois assuntos importantes: a iminente invasão do Iraque pelos Estados Unidos após o 11 de Setembro e os grampos telefônicos contra centenas de adversários do senador Antonio Carlos Magalhães.

Às vésperas do ataque a Bagdá sob o falso pretexto das “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein, milhões de pessoas nas maiores cidades do mundo saíram às ruas para pedir ao presidente George W. Bush que não fizesse o massacre, afinal consumado, com consequências que vemos até hoje.

Um engraçadinho propôs, então, a questão: qual a diferença entre o presidente norte-americano e o senador baiano? Resposta: Bush não ouve ninguém e ACM escuta todo mundo.

Biaggio premiado em concurso internacional

Data: 20/10/2014
13:32:14

O livro “A Economia da Salvação – uma História da Domesticação da Morte em Salvador por Mercadores de Escravos e Usurários – Séculos XVI/XIX”, do jornalista Biaggio Talento, ganhou a medalha de prata no Concurso Internacional de Literatura 2014, categoria ensaio, promovido pela União Brasileira dos Escritores.

Na mesma categoria, que concede o Prêmio Vianna Moog, foram distinguidos ainda os livros “Labirinto da Realidade”, de Cátia Castilho Simon, que levou a medalha de ouro, “Marco Polo e a Cidade das Nuvens”, de João César de Melo Batista, medalha de bronze, e “Quando os Pássaros Gritam”, de Marise Fatima Andreatta, menção honrosa.

A obra “Economia da Salvação”, de janeiro deste ano, aborda as estratégias de abonados da sociedade baiana da época, os quais, para "escapar do inferno e salvar a alma", compravam à Igreja Católica as conhecidas indulgências. A pesquisa se baseia em testamentos de comerciantes de escravos e usurários do período citado.

Diplomado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Bahia, Biaggio tem longa carreira jornalística, primeiro, como repórter, durante 20 anos, da antiga sucursal de O Estado de S. Paulo, e nos últimos anos trabalhando na editoria de política de A Tarde.

Da redução do saldo negativo na política

Data: 19/10/2014
15:16:22

Pouquíssimos saberão responder de bate-pronto qual foi, em Salvador, em 2010, a vantagem que o governador Jaques Wagner, disputando a reeleição, teve sobre seu principal adversário, Paulo Souto.

Foram exatos 626.188 votos, segundo dados do TSE. Wagner, que venceu aquele pleito com mais de 4 milhões e 100 mil votos em todo o Estado, conseguiu na capital 815.314 contra 189.126 de Souto.

Portanto, nos limites desta quadrissecular cidade, os 10.207 votos que, agora, Rui Costa alcançou sobre o mesmo Paulo Souto representam na verdade uma fragorosa derrota, produto, certamente, do trabalho realizado em dois anos pelo prefeito ACM Neto.

O resultado final significa que o prefeito não foi o grande eleitor estadual que se pretendia e cuja popularidade no interior era cantada em prosa e verso, e assim, se quiser reforçar o cacife para 2018, terá de dedicar-se com mais afinco ainda à missão que o povo lhe delegou em 2012.

Poderia começar, passada a compreensível etapa da emergência, a perseguir melhores resultados na pavimentação e seu uso, possivelmente o único serviço municipal que atinge 100% da população, pois todo mundo, de algum modo, circula.

Essa providência não contemplará apenas a ciência máxima da vida urbana – o trânsito –, mas também os “pequenos detalhes”, como buracos que duram meses e, sobretudo, renitentes tampões de esgoto rebaixados, com até um palmo de profundidade, no centro, orla, miolo e periferia.

O prefeito, que teve a quem puxar, deve ter refletido sobre os dados eleitorais, que tanto atormentam os políticos. Réveillon de sete dias é bom, mas nesta e noutras áreas ele vai precisar de apuro no trabalho e sinceridade na identificação com a massa se pretender ir adiante – e isso já em 2016.

Nomeação previsível

Data: 19/10/2014
15:13:50

Figura íntima da campanha, unha e carne, como se diz, com o governador eleito, Rui Costa, a quem assessorou na Casa Civil, Benito Brasileiro é nome certo para uma importante função no próximo quatriênio.

O político numa visão de dentro

Data: 19/10/2014
15:12:50

Experiente político aposentado, pois há os que deixaram a carreira sem adquirir experiência alguma, não faz um conceito muito lisonjeiro da categoria em que militou por vários mandatos como prefeito e deputado.

“São muitas legislaturas em que vejo reeleitos parlamentares que não dizem nada durante quatro anos nem apresentam um projeto que contemple a população. Isso não tem explicação do ponto de vista da representatividade”, argumenta.

Os predicados que enxerga para o exercício da atividade política são “ser maldoso, só pensar em si próprio e não falar a verdade”, entendendo que “a sociedade quer isso”, e as pessoas se queixam quando têm um pedido negado por aquele em que votou ou poderá votar.

Se o detentor de um mandato executivo ou legislativo se concentra em atuar no que supõe ser o interesse do povo, “se esquece dele próprio”. E, se resolver falar a verdade, “a primeira coisa que dizem é: ‘Ele não é político’”.

Uma tese: a convivência com a corrupção

Data: 18/10/2014
10:54:08

O jornalista da Folha de S. Paulo quis saber apenas se o governador Jaques Wagner, assim como a presidente Dilma Rousseff e o PT, via como “golpe” ou “calúnia” a confissão de crimes feita à Justiça por um acusado que foi diretor da Petrobras nos governos Lula e Dilma.

Depois de atribuir o fato à campanha eleitoral, na qual se estaria tentando criar “um palanque”, e proferir a estranha tese de que “a corrupção é um tema rejeitado pela população”, Wagner, ainda na primeira resposta, enveredou pelo que, na verdade, se atocaiava em seu raciocínio.

“Não reconheço em Aécio Neves alguém que possa dar aula de ética. O povo sabe que tem santo e diabo em todos os partidos. No meu e nos outros”. Pronto! Havia a “convivência com a seca”. O governador da Bahia inaugura agora a convivência com a corrupção.

Santo e diabo, no caso, são reles eufemismos. Wagner sabe que o que há no meio que frequenta são ladrões, é possível até que os conheça de longe, mas aceita esse quadro legalmente anômalo e, em última análise, dele se beneficia, porque, por exemplo, o caixa dois anônimo, feito à base de dinheiro público, se é de todos os partidos, é também daqueles que o apoiam.

Como Lula, que assumiu o comando do país à frente de uma avalanche popular que respondia ao discurso da ética, Wagner projetou inicialmente essa imagem, transfigurada, no entanto, ao ponto de, agora, ele entender que Aécio não é pessoa indicada para falar de ética. Ótimo. Sendo assim, ele não precisará, nesse aspecto, explicar o PT.

Wagner repetiu palavras com que passou a sintetizar o pensamento sobre muitas coisas, como “palhaçada” e “besteirol”, que nos tempos de lhaneza e serenidade não faziam parte de seu vocabulário. E disse ser falsa a fama de gestor de Aécio, que, “sem apreço pelo trabalho” e “passeando no Rio”, deixava o governo mineiro para o vice Antonio Anastasia.

A entrevista, segunda-feira passada, foi, de longe, o mais importante acontecimento político no Brasil em uma semana tão intensa, marcada por um debate presidencial sanguinolento e baixo. É lamentável que as declarações do governador não tenham tido na imprensa, por incompetência ou descompromisso, a dissecação pública que exigiam.

Mesmo a crítica eleitoral requer sobriedade

Data: 18/10/2014
10:49:24

A falta de uma crítica severa e clara a tal disparate, que talvez levasse o governador de volta ao centro, estimulou-lhe a reincidência, pois outra definição não cabe à nova investida perpetrada quinta-feira, quando questionou a capacidade do senador e ex-governador de exercer a presidência da República.

Não tanto pela dúvida em si, mas pela formulação: “Eu convivi com Aécio como deputado e não acho que ele é um cara que tenha pique para conduzir o Brasil. A pessoa pra conduzir um país como esse tem que se dedicar 24 horas por dia, 365 dias no ano. Esse não é o perfil dele. Todo mundo sabe, Minas sabe, todo mundo no Congresso sabe”.

Ao governador também não agrada o fato de o candidato tucano ser neto de Tancredo Neves, que o iniciou na política, o que lhe dá a condição, para ele menor, de “herdeiro”. Nem o suposto hábito pessoal de consumo de bebida alcoólica. “Ele bebe”, apontou Wagner, do alto de sua condição de abstêmio inveterado, de permanentemente sóbrio.

De olho em 2016

Data: 18/10/2014
10:47:39

Duas candidaturas a prefeito se projetam entre os agora eleitos para a Assembleia Legislativa: Jânio Natal, em Santa Cruz Cabrália, e Jurandy Oliveira, em Ipirá. Ambos são do PRP.

Jânio, que no Extremo Sul já foi prefeito de Belmonte e Porto Seguro, fechou acordo com a família Pinto para apoio recíproco, com Júnior Pinto disputando a Prefeitura de Porto Seguro contra a provável tentativa de reeleição da arquiadversária Cláudia Oliveira (PSD).

Chance para Bira

Data: 18/10/2014
10:46:33

Informa-se que o governador eleito, Rui Costa, pensa em levar para seu secretariado pelo menos um deputado estadual de sua bancada.

Isso daria lugar a que, como primeiro suplente da coligação, o deputado Bira Corôa, petista dos mais combativos e leais ao governo Wagner, permanecesse na Assembleia Legislativa em 2015.

Patente imexível

Data: 18/10/2014
10:45:33

O ex-deputado Capitão Tadeu lamenta que somente agora tenha sido promovido a major, quando muitos de seus colegas de turma já alcançaram a patente de coronel.

Mas a verdade é que, ainda que a Polícia Militar tivesse o posto de general e a ele conseguisse chegar, para a política Tadeu continuaria sendo o velho Capitão Tadeu.

Promessa federal

Data: 18/10/2014
10:43:17

Um novo parlamentar baiano em Brasília que tem tudo para ultrapassar a fronteira do baixo clero é Paulo Azi (DEM), eleito deputado federal com mais de 110 mil votos.

Azi conclui agora o terceiro mandato na Assembleia Legislativa, tendo, nestes 12 anos, se destacado pela capacidade de articulação e pelo bom desempenho no plenário.

Na sua legislatura de estreia, foi líder do governo Paulo Souto, exercendo também a liderança da oposição no segundo governo Jaques Wagner.

O cabelo de Marina

Data: 18/10/2014
10:41:35

O coque costumeiramente usado por Marina Silva era visto como um traço de personalidade, algo que remetia à imagem de uma beata e caracterizava sua condição de evangélica “fundamentalista”, um prato cheio para chargistas.

Em vista, possivelmente, da inexistência de outros atributos ou conteúdos que lhe pudessem ser focalizados e analisados, o penteado tornou-se uma obsessão muitas vezes silenciosa de quem nele enxergava um sintoma da retroação à Idade Média.

Eis que, agora, Marina reaparece de cabelos soltos, como não se tem lembrança de que tenha andado algum dia. Não exatamente soltos, mas contidos num rabo-de-cavalo em que a imprensa e as “redes sociais” viram sensualidade.

Na internet, as pessoas dando “a maior força” à “amiga”, para que passe a se apresentar daquela forma. Na primeira página de A Tarde, hoje, a foto, de Paulo Whitaker, do abraço de reencontro de Marina e Aécio Neves, em que ambos parecem preparar-se para um cinematográfico beijo.

É a crise

Data: 18/10/2014
10:40:02

Nota-se no comércio popular soteropolitano uma tendência à diversificação como fórmula de sobrevivência, incluindo principalmente o ramo alimentício.

Assim é que temos, em Itapuã, a Barbearia do Pão com Ovo, na Federação, o Lava-jato do Pirão, e a Bacalhau Motos, esta na Vasco da Gama.

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