Salvador, 28 de agosto de 2014

Entrevista ao JN pode consolidar "onda Marina"

Data: 27/08/2014
20:50:19

Naturalmente que a recém-encerrada entrevista de Marina Silva ao Jornal Nacional exigirá uma avaliação mais criteriosa, com base na análise de cada palavra dita pelos três participantes da cena, talvez mais, se William Bonner e Patrícia Poeta estivessem sendo alimentados pelo “ponto”.

Mas a primeira impressão que dá é a de que, como num misterioso concerto do acaso, foi o melhor desempenho entre todos os candidatos presidenciais que desfilaram na preciosa bancada da Rede Globo, não sendo de duvidar que seu nome experimente, pelo menos nesses próximos dias, números ameaçadores até de liquidação antecipada do pleito.

Pelo que vimos, será preciso um empenho muito grande de quantas forças nisso estejam interessadas para conter a “onda” Marina, que em poucos minutos, mesmo deselegantemente restringida pela extensa repetição de uma pergunta enorme de Bonner, interrompendo-a quando justamente a respondia, detonou toda a arrogância que vem sendo demonstrada nesta série de programas, especialmente, pelo entrevistador.

Marina se mostrou altiva, serena, concentrada e, sobretudo, transmitiu segurança própria de quem tem convicções arraigadas e sabe de cor e salteado o que pretende. Não foi autoritária nem intransigente, conseguindo passar ao telespectador, na sutil utilização do clima de comoção que a cerca, uma mensagem de esperança capaz de incendiar o coração de muita gente.

Não houve como envolvê-la em supostamente contraditórias alianças espúrias nem ódio esotérico-ideológico aos vegetais transgênicos. E Bonner ainda teve de ouvi-la dizer, na maior simplicidade, que, no Acre, ela enfrentou graves problemas por confrontar sua origem efetivamente popular com a força e o dinheiro dos donos de jornais e televisões.

Jornalistas debatedores

Data: 27/08/2014
20:46:36

Uma exigência se impõe nesse tipo de entrevista: o tempo usado pelos entrevistadores não pode ser debitado do tempo do entrevistado.

Considerado o “padrão Globo”, agora aplicado também à isenção e à democracia, isso salta ridiculamente aos olhos.

Projetos ficam para a próxima semana

Data: 26/08/2014
13:06:54

Apesar de 33 deputados terem registrado presença no painel eletrônico até as 13 horas, é pouco provável que haja uma sessão prolongada na Assembleia Legislativa nesta terça-feira, descartando-se, portanto, a votação que o governo prepara para os projetos de organização da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, hoje instituições administrativamente separadas.

A movimentação de parlamentares na Casa foi fraca durante a manhã, tudo indicando que muitos compareceram para dar presença e voltar para a campanha. Nos bastidores, apurou-se que o líder do governo, Zé Neto, pretende marcar a votação para o dia 3 de setembro, quarta-feira da próxima semana.

Antes disso, ele vai conversar com a bancada da maioria, provavelmente depois de amanhã, para lançar a convocação geral. A demora não decorre somente do período eleitoral, mas estaria vinculada a uma dificuldade não esclarecida no projeto dos bombeiros. “O da PM já está fechado”, disse uma fonte deste blog.

Disputa pelo Senado traz mais emoção

Data: 26/08/2014
09:45:31

A disputa para o Senado na Bahia está muito mais emocionante que a de governador, não somente pela menor distância em intenção de votos que as pesquisas apontam entre os principais candidatos, como por ser um confronto politicamente mais rico.

Otto Alencar chegou à disputa depois de passar quatro anos incensado pela perspectiva de ser o candidato ao governo, tanto mais por ter ocupado o importante cargo de secretário da Infraestrutura.

Por outro lado, vinha de um passado de grandes desempenhos eleitorais e chegou a exercer, ainda que na condição de “tampão”, o mandato de governador. Pelo livre trânsito nas maiores correntes, era mesmo tido como um candidato imbatível.

Já tratamos aqui da entrada algo repentina de Geddel Veira Lima na competição. Foi um “tope” que Otto não vislumbrava. Cinco mandatos de deputado federal, líder por sete anos de seu partido na Câmara, ministro de Estado e uma recente campanha para governador.

Impulsionado também pela vantagem de Paulo Souto, seu colega de chapa, sobre Lídice da Mata e Rui Costa, Geddel pulou na frente e botou em xeque a decantada força do adversário. A briga é fascinante, embora não envolva a posse do poder real, a famosa “caneta”.

Tropa de choque

Data: 26/08/2014
09:43:28

A propósito, o governador Jaques Wagner deu as caras no horário político para reforçar a candidatura de Otto.

Ao lado da presidente Dilma, do ex-presidente Lula, do senador Walter Pinheiro e do candidato Rui Costa.

Era pra ser uma trinca

Data: 26/08/2014
09:42:48

Interessante a participação de Pinheiro na campanha de Otto, pedindo o apoio do eleitor para que ambos possam “fazer essa dupla no Senado”.

Quatro anos atrás, a parceria era com Lídice.

Escola de tempo integral é "prioridade" difícil

Data: 26/08/2014
09:41:22

Entre tantas promessas diárias dos candidatos ao governo do Estado, não há dúvida de que a mais importante é da senadora Lídice da Mata, e dela se espera que não seja, como a maioria que ouvimos neste período, apenas um ato de demagogia: a implantação da escola em tempo integral será sua “prioridade” caso vença a eleição.

Na escola de tempo integral, os estudantes não recebem apenas o ensino regular de quatro horas, mas lá passam os dois turnos do dia, com alimentação, higiene, prática de esportes e desenvolvimento de potenciais e talentos que possam ser um diferencial em suas vidas.

A senadora constata que, de 1.400 escolas da rede estadual, apenas em 59 há o ensino integral, o que demonstra a dimensão do seu compromisso. Segundo números da própria Secretaria da Educação, são, no corrente ano, 935 mil alunos matriculados em todo o Estado.

É uma empreitada que exigirá, portanto, um grande investimento, não somente para construir e adaptar unidades para as demandas que virão, como também preparar e contratar professores e outros técnicos para atender às inevitáveis necessidades pedagógicas e operacionais.

Ou seja, a candidata Lídice, ao assumir um objetivo dessa monta, tem obrigação de esclarecer como agirá para concretizá-lo, principalmente no aspecto orçamentário, para convencer o eleitorado de que dispensará, de fato, tratamento prioritário à questão.

De nossa parte, torcemos para que seja sincera a intenção e que, com obstinação, ela a ponha em prática se eleita, pois certamente uma geração bem preparada no campo da educação será o maior legado que um governante poderá deixar para a Bahia do futuro.

Tsunami

Data: 26/08/2014
09:38:59

Aécio acha que bom desempenho de Marina é uma “onda”.

Se for daquelas que a filha de Gabeira pega, saia de baixo.

Tricolor enrustida

Data: 26/08/2014
09:38:20

Eliana Calmon esclareceu ao eleitor: “Só seu voto pode acabar a corrupção”. E lembrou que o dinheiro público desviado é o mesmo que “faz falta no SUS, na merenda escolar e no transporte público”.

Prometeu que, se for eleita senadora, vai brigar contra a corrupção “lá na toca dos leões”. Torcedores do Vitória não gostaram muito da comparação.

Um avião para derrubar Marina

Data: 25/08/2014
11:08:50

Ao tempo que se expande a tentativa de “desconstrução” de Marina Silva, agora com definições que vão de “parasitoidismo” a “autoridade teológica cercada de fanáticos religiosos”, outra frente inusitada se abre: o avião de campanha de Eduardo Campos teria sido comprado por caixa 2.

Tivesse permanecido voando por aí, não estaria sendo investigada sua documentação, a menos que o candidato demonstrasse com mais evidência a real possibilidade de chegar ao poder. A questão é que, saindo involuntariamente da disputa, fez uma “sucessora” que exige "providência" imediata.

O morto, como sabemos, a inimputável, mas no presente caso se trata de uma chapa eleitoral e, portanto, um integrante responde solidariamente por eventuais transgressões da legislação que tenham sido cometidas em nome da coligação. Ou seja, tem gente querendo cassar a candidatura de Marina.

Como aconteceu em diversas situações similares, a Polícia Federal transforma uma suspeita num fato político, que em minutos percorre todo o país, causando danos irreversíveis, sem que ao menos se conheça uma peça do inquérito, uma mínima manifestação judicial ou mesmo a fonte da informação.

BLAGUE NO BLOG - De olho no rebanho

Data: 25/08/2014
11:06:27

Líder político dos mais antigos no Litoral Norte, Manoelito Argôlo promovia exposições de gado que ficaram famosas na Bahia.

A uma delas convidou Antonio Carlos Magalhães, que logo antecipou: se o então governador Roberto Santos, seu inimigo, fosse comparecer, não contasse com ele.

Manoelito argumentou: “Mas eu já convidei, não posso mais desfazer”. ACM deu a solução: “Então bote ele na abertura e eu vou no encerramento, que tem mais gente”.

Joseildo vê sub-representação no Legislativo

Data: 25/08/2014
11:05:13

Possivelmente o mais frequente debatedor da reforma política na Assembleia Legislativa, o deputado Joseildo Ramos (PT) disse que a eleição atual, “a mais cara de que se tem notícia, está consolidando o processo de mercantilização da política no Brasil”.

O financiamento público das campanhas é, para ele, essencial para evitar a influência do poder econômico, porque “quem tem dinheiro gasta sem limite”, distorcendo a verdade eleitoral.

“Com isso, poderemos perder deputados que têm capacidade de contribuir para o Estado, mas que não aguentam mais ou não se dispõem a fazer esse jogo”, afirmou Joseildo, ressaltando que os gastos hoje estão “na casa dos milhões”.

O resultado, como lamenta o deputado, é “uma patente sub-representação no Poder Legislativo, com as vertentes sociais anuladas, dando lugar às bancadas dos religiosos, dos financistas, dos classistas, e até a dos supermercadistas vamos ter este ano”.

"Quem tem um partido não precisa trabalhar"

Data: 25/08/2014
11:03:32

Joseildo teme que, se retardada a implantação de uma ampla reforma, o eleitorado não mais consiga “divisar um corte ideológico na política, pois alhos e bugalhos estarão misturados".

Sua pretensão não é “ideologizar” a atividade, mas a criação de “condições objetivas no arcabouço para fortalecer a política”, o que incluiria a realização de todas as eleições no mesmo ano, ainda que em dias diferentes, para reduzir a pressão dos gastos.

Outro passo importante “contra anomalias” seria a fixação de “regras mais rígidas para a formação de partidos”, por julgar excessivo o número atual, de 32 legendas, havendo ainda outras 21 em fase de formação.

“Se o cidadão tiver um partido, não precisa mais trabalhar, basta negociar de dois em dois anos para viver tranquilo”, disse o parlamentar, defendendo expressamente o retorno da cláusula de barreira, que “todo país desenvolvido tem”.

Preto no branco

Data: 25/08/2014
11:01:52

Corroborando a tese de Joseildo, afirma um parlamentar que pede reserva do nome: “Eleição sempre teve dinheiro no meio, mas uma obra pública, que valia muita coisa, hoje não vale nada. O que vale é grana mesmo”.

Desejamos sucesso

Data: 25/08/2014
11:00:56

Candidato a deputado federal pelo PMN, Saldanha apresentou na televisão sua plataforma: “Lutarei pela ponte do Pontal, pela Ferrovia Oeste-Leste, pela duplicação da Ilhéus-Itabuna e pela ponte Salvador-Itaparica”.

Pensamento do dia

Data: 24/08/2014
13:49:33

O que nos resta, senão o futuro?

Propondo quatro anos, Marina avança

Data: 24/08/2014
12:13:47

Quando muitos tentam queimá-la como radical, incompetente e com prazo de validade tão durável quanto a comoção em que se forjou sua candidatura, eis que Marina Silva dá a partida na campanha com um compromisso que inevitavelmente a fortalece: a disposição de só governar por quatro anos.

Com essa posição, realça o fato de que a personalização do poder é um elemento destrutivo da democracia, com tendência a gerar ditadores ou, quando nada, tiranetes como os que costumamos ter em nossas províncias estaduais, municipais e, quiçá, neste grande feudo federal de 8,5 milhões de km².

Dessa tentação não escapou o erudito acadêmico Fernando Henrique Cardoso, que, a despeito de ter dado inestimável contribuição ao país com a estabilização da moeda, por outro lado causou-lhe um grande mal institucional ao criar a reeleição.

Desde 1998, a atividade política mudou seu perfil no Brasil como resultado dessa excrescência. Prefeitos, governadores e – por que não? – presidentes passaram a nortear seus mandatos na perspectiva de renová-los, a qualquer custo, ao fim dos primeiros quatro anos.

Marina quis, no passado, alcançar a presidência da República com uma proposta de qualificação da política pela prática de novos métodos. Não conseguiu, embora houvesse obtido consagradora votação.

Voltou a buscar esse objetivo, mas um nebuloso processo de certificação impediu que ela fundasse o partido pelo qual concorreria. Ao aderir ao projeto de Eduardo Campos, deu clara demonstração de desapego pessoal, dispôs-se a ser uma escada para que outro galgasse o poder.

A fatalidade colocou Marina, inesperadamente, diante do caminho que traçara para sua vida pública. Ela entrou na disputa em condições exponencialmente melhores que as de antes e faz agora um movimento duplamente sábio, pois a renúncia a quatro anos de poder fascina tanto eleitores como os que querem a presidência em 2018.

Correção

Data: 24/08/2014
12:11:39

A frase correta do candidato ao Senado Geddel Vieira Lima em nota postada no dia 21, que foi publicada com erro: “Sou apenas um sujeito que costuma assumir consequências do que pensa, do que diz e do que faz”.

Banimento para depredadores

Data: 24/08/2014
12:10:26

Um passeio pela cidade mostra a destruição praticada contra numerosos cartazes de candidatos nas eleições de outubro.

Como não se trata de puro e simples vandalismo, porque certamente não temos tantos vândalos assim, presume-se que seja uma ação orientada por quem tira vantagem disso.

As denúncias se sucedem, mas até agora não houve notícia de prisão ou punição de depredadores que tentam impedir uma das mais legítimas manifestações democráticas.

Seria excelente que tais crimes fossem reprimidos e investigados a fundo para que os culpados recebessem a punição merecida. Patrocinadores desse tipo de iniciativa deveriam ser banidos da política.

No reino dos carros-pipa

Data: 24/08/2014
12:09:14

A propaganda governista na televisão, realçando o “grande trabalho” de enfrentamento da seca, não bate com o decreto que eleva para 110 o número de municípios em estado de emergência na Bahia. No Sudoeste, informa a imprensa, há 300 comunidades atendidas por carros-pipa.

Lentes fora

Data: 24/08/2014
12:08:20

O ex-deputado Heraldo Rocha tirou os óculos para aparecer no horário eleitoral, levando alguns eleitores menos observadores a não reconhecerem de pronto sua fisionomia. Ele é um oposicionista autêntico, mas nesse particular imitou o adversário Rui Costa.

Partidos políticos: não temos outra saída

Data: 23/08/2014
11:02:58

Uma vida pública sem partidos, ou com partido único, ou ainda com partidos consentidos, como já tivemos no Brasil, é, em última análise, uma ditadura, em que a população não é devidamente representada e as leis não são feitas necessariamente em seu benefício.

Por isso é que uma personalidade de grande expressão na História, o britânico Winston Churchill, pronunciou certa vez uma frase que parece uma brincadeira, mas traduz a mais sólida verdade: “A democracia é o pior sistema de governo, com exceção de todos os outros”.

Esses pensamentos decorrem de recente artigo assinado por Luiz Mott na coluna quinzenal de que dispõe em A Tarde, o qual se inicia com as seguinte palavras: “Como diz seu próprio nome, partido parte, divide. Nunca fui muito ligado a partidos políticos...”

Com todo respeito, essa é a expressão dos iletrados, dos alienados da política, que só enxergam seu lado deletério e nem mesmo refletem sobre as alternativas existentes, não de um titular de cátedra de ciência humana numa universidade federal.

As instituições são as pessoas que dela fazem parte, e os partidos políticos não fogem a essa regra. Renegá-los liminarmente como instrumento de gestão e transformação das sociedades beira a insensatez, e hoje no Brasil isso é chover no molhado, porque é com o sistema partidário plural que estamos condenados a conviver, aperfeiçoando-o.

Esquerda e direita: conceitos que resistem

Data: 23/08/2014
11:00:12

O douto professor incursiona também por “esse papo de direita e esquerda”, referências, como se sabe, nascidas na Assembleia Nacional formada após a Revolução Francesa. Correspondiam às posições que ocupavam no plenário, em relação ao presidente, respectivamente, os girondinos partidários do rei e os jacobinos revolucionários.

Com o século XX dominado pelo conflito capitalismo x comunismo a partir da Revolução Russa, manteve-se viva a dicotomia, que passou a ser bombardeada após a queda do socialismo real no bloco liderado pela União Soviética como diferença que não mais existiria no trato político e econômico.

Entretanto, essa nomenclatura tem sua origem trissecular no clamor contra a injustiça e na distância entre as classes sociais – uma minoria abonada em contraposição a uma maioria destituída dos mais elementares direitos. Em suma, a concentração de riqueza e a exclusão social como processos em contínua expansão.

Num país como o Brasil, enquanto houver, de um lado, lideranças personalistas cujo objetivo seja o poder, a manutenção de privilégios, a impunidade e a corrupção, e, de outro, segmentos que aspirem a mudanças para assegurar ao conjunto da população pelo menos a igualdade de oportunidades, sempre estarão vivos os conceitos de direita e esquerda.

Neto corre "sozinho" na TV

Data: 23/08/2014
10:58:32

O prefeito ACM Neto meteu a cara pra valer nos programa de TV de sua coligação. Num anúncio, pediu votos para os deputados federais. Em outro, aparece dando uma força especial a Ivanilson Gomes (PV).

Mas sua participação fundamental mesmo tem sido no apoio a Geddel Vieira Lima para o Senado, em que qualifica o candidato de “guerreiro “, “trabalhador”, “com coragem para brigar pela Bahia” e que, “se algum pecado teve como ministro, foi trazer as coisas para a Bahia”.

Enquanto isso, para estranheza no meio político, o governador Jaques ainda não cumpre seu papel, previamente anunciado, de cabo eleitoral. Pode estar se reservando para o momento mais agudo da campanha ou simplesmente achando que é melhor assim.

Estratégia

Data: 23/08/2014
10:57:28

Neto demonstra uma estratégia especial no trato da questão eleitoral, como ontem, na inauguração da “nova Barra”, em que desafiou jornalistas a identificar na festa alguma vinculação com candidatos, que por lá não apareceram. É obviamente uma imagem “moderna” que procura projetar.

Humorismo com seriedade

Data: 23/08/2014
10:56:46

Repercute intensamente nos bastidores a grave designação “companheiro Otto” dirigida por Lula ao candidato ao Senado Otto Alencar (PSD) no horário eleitoral.

Ninguém duvida

Data: 23/08/2014
10:56:10

Aliás, o ex-presidente está produzindo frases passíveis de má interpretação. Um exemplo: “Quem já fez o que nós fizemos podemos fazer muito mais”.

Lídice sonha com poder que não existe

Data: 23/08/2014
10:55:34

É pró-forma a declaração da candidata a governadora Lídice da Mata (PSB) de que a condição para fazer parte de sua gestão será “aderir ao programa de governo e ter compromisso com ele”.

Pela configuração das coligações em disputa, é impossível que Lídice, caso eleita, venha a ter maioria na Assembleia Legislativa. Para governar, terá necessariamente de negociar.

A senadora talvez tenha se inspirado na posição drástica antecipada pelo então candidato Eduardo Campos, de anunciar que, com ele presidente, “Sarney, Renan e Collor vão para a oposição”.

Mas em Campos se reconhecia experiência na matéria, comprovada pela condição de articulador no Congresso do primeiro governo Lula e no próprio exercício, por oito anos, do governo pernambucano.

Nas movimentações que fez para viabilizar-se candidato a presidente, conseguiu duas façanhas: a superação de divergências àquela altura históricas com o senador Jarbas Vasconcelos e atração para seu projeto que ninguém menos que Marina Silva.

A senadora Lídice certamente não tem tal traquejo, a despeito de sua longa carreira, e sabe muito que os tipos de deputados com que terá de conversar. O mesmo vale, se chegar lá, para Marina Silva.

Sintoma

Data: 23/08/2014
10:53:13

O interesse da população de Salvador pelas eleições pode ser medido pela insignificante quantidade de automóveis com  adesivos e perfurates de candidatos.

Marina vai do nebuloso ao favorável

Data: 23/08/2014
10:52:31

Antes mesmo do resultado de qualquer pesquisa, procurado em razão de sua longa experiência, o deputado Reinaldo Braga (PR) resumiu sua opinião sobre a substituição de Eduardo Campos por Marina Silva na chapa presidencial do PSB: “A situação é uma incógnita. É como se estivesse começando tudo de novo”.

A conversa informal continuou, com indagações sobre o futuro de Aécio Neves, mas o deputado disse não se sentir em condições de fazer qualquer prognóstico sobre a dupla que passaria ao segundo turno, incluída a dúvida até sobre a presidente Dilma Rousseff. “É tudo uma incógnita”, repetiu.

O quadro evoluiu nestes dias, a ponto de outro parlamentar experiente, Joacy Dourado (PT) afirmar que Marina “é o grande nome para vencer a eleição”. Para ele, “o povo quer mudança. Você acha que PT ou PSDB vão mudar alguma coisa? Qualquer um que ganhar, Sarney tá lá”.

Contestado por um interlocutor, que interpretou o bom posicionamento de Marina nas pesquisas como fruto de comoção e que depois ela tenderia a cair, Joacy rebateu: “Não tem nada de comoção. Marina teve 20 milhões de votos em 2010 sem comoção nenhuma”.

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