Salvador, 17 de setembro de 2014

Lula "defende" Petrobras de olho nas urnas

Data: 16/09/2014
11:28:10

Para quem costumava atrair dezenas e até centenas de milhares de pessoas por onde passava, o ex-presidente Lula deve ter sentido a diferença, ontem, quando falou a cinco mil no centro do Rio “em defesa da Petrobras”.

Dissemos “diferença”, e não “frustração”, porque, esperto como é, Lula sabia que não conseguiria mesmo reunir mais gente, sendo ainda provável que conhecesse, pelo menos de vista, a maioria da plateia de sindicalistas e assessores com suas bandeiras e carros de som.

O que interessava a ele, que ultimamente não arrisca a perna em bola dividida, era apenas produzir uma pantomima, devidamente filmada, para aparecer no horário eleitoral, o que deverá acontecer brevemente, brandindo o discurso “nacionalista” com que ainda pensa enganar a nação.

Como em tantos casos passados, Lula sofisma sobre as denúncias envolvendo a Petrobras, tentando sugerir que a oposição quer acabar com a empresa, e não com a corrupção que dela tomou conta pela primeira vez na história.

Seus argumentos vazios, embora perigosos diante de uma população despreparada para a compreensão minuciosa dos fatos, deixa furos diversos.

“Se alguém praticou erro, se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado, ir para a cadeia”. Não foi o que disse no episódio do mensalão, que ele iria “desmontar” logo que deixasse a presidência.

“Os milhares de trabalhadores da Petrobras não podem ser confundidos com alguém que porventura possa ter cometido um erro qualquer”, afirmou, em nova tentativa de confundir a audiência.

O ex-presidente não esclarece que ele e a presidente Dilma é que nomearam esse que “porventura possa ter cometido um erro qualquer”, e que ele ficou 12 anos na diretoria da empresa – desviando dinheiro, comprando políticos e promovendo negociatas.

Em família

Data: 16/09/2014
11:26:05

Os brasileiros que contribuíram com suas assinaturas e pressionaram pela aprovação da Lei da Ficha Limpa veem-se agora diante de uma amarga frustração: candidatos a governador barrados pela Justiça Eleitoral simplesmente colocam suas esposas para substituí-los nas chapas.

Não há outra conclusão a tirar: se eleitas, essas senhoras nada mais serão que títeres dos maridos, propensas, ou determinadas, a utilizar os mesmo métodos que eles quando ocupavam diretamente o poder. Uma brecha que a sociedade não previu.

Assim, o que poderia parecer uma vigorosa conclamação ao sexo feminino para engajar-se decididamente na batalha pela conquista de seus direitos, nada mais é que uma palavra de ordem para preservar a safadeza: “Mulheres, à luta!”

Paspalhões

Data: 16/09/2014
11:24:53

Candidatos em geral deveriam poupar-se de participar de carreatas na carroceria de pick-ups. Ficam com a cara absolutamente ridícula.

Pesquisas não refletiriam o trabalho do governo

Data: 16/09/2014
11:24:11

Fonte deste blog cujo trabalho a obriga a viajar constantemente pelo Estado entende que, “contrariando as pesquisas, observa-se que a eleição para os cargos majoritários continua indefinida, principalmente diante das notícias vindas do interior”.

A chapa governista, hoje segunda colocada nas aferições dos institutos, tem, com relação ao apoio de candidatos a deputado, “mais corpo”, e mesmo a ausência do governador Jaques Wagner na propaganda de rádio e TV teria pouco significado:

“O governador tem sido presença constante em todas as regiões, inaugurando obras de relevância, como rodovias, SACs, UPAs, redes de abastecimento de água, frigoríficos e indústrias caseiras, além da revitalização de aeroportos regionais”, o que estaria contribuindo para fortalecer o candidato Rui Costa.

Força de Leão no Oeste seria decisiva

Data: 16/09/2014
11:22:15

“Nas regiões Sul e Extremo Sul” – continua –, “as autorizações das obras do aeroporto de Ilhéus, Ponte do Pontal, duplicação da rodovia Itabuna-IIhéus, e a consolidação da Universidade Federal do Sul da Bahia são fatores favoráveis à candidatura oficial”.

A instalação do parque eólico nas regiões de Caetité, Jacobina e Brotas de Macaúbas “certamente será um fator relevante para justificar o apoio da população à política energética sustentável, tanto do ponto de vista ambiental quanto da melhoria de renda do pequeno agricultor”.

A fonte chama a atenção ainda para a força do deputado João Leão na região Oeste. “A performance eleitoral dele sempre foi marcante, mas agora, na condição de vice, consegue agregar grandes grupos”.

Governabilidade quer dizer toma lá, dá cá

Data: 16/09/2014
11:19:59

“Constitucionalista” que administra há anos o mais complexo condomínio político do país, o presidente do PMDB, Michel Temer, define-o como “o partido da governabilidade”, o que quer dizer, sem meias palavras, que qualquer um que ganhe a eleição para presidente da República, o PMDB estará aí para "ajudá-lo".

Não interessam as propostas ou o programa de governo. As bancadas peemedebistas constituídas do Acre ao Rio Grande do Sul apresentar-se-ão sem cerimônia para pegar sua parte no butim em troca dos votos que darão umas vezes, outras, não, estrategicamente, para terem o passe valorizado.

Esse é o PMDB que conhecemos, uma legenda sem cara e sem disposição para o exercício direto do poder, o que pode dar mais lucro, mas também desgasta em maior proporção. Um produto disforme do que sobrou da mistura do partido da resistência democrática com o rebotalho da ditadura militar.

“Não se governa sem o PMDB”, proclama Temer, para dar sua contribuição pessoal e partidária à “desconstrução” de Marina Silva, como se a candidata do PSB, ex-vereadora, ex-deputada, duas vezes senadora, não soubesse o que é o Poder Legislativo e estivesse disposta a governar imperialmente.

A "instituição" PMDB

Data: 16/09/2014
11:17:58

Temer, que – vale lembrar – é vice-presidente da República e candidato à reeleição, diz não se preocupar com denúncias do “delator premiado” Paulo Roberto Costa envolvendo políticos também do PMDB na distribuição de propinas oriundas dos cofres da Petrobras.

E proferiu a inacreditável expressão: o partido, “enquanto instituição”, não é atingido pelas declarações do ex-diretor da estatal. Que instituição, cara pálida? A da governabilidade chova ou faça sol?

“Isso precisa ser levado com muito cuidado, com muita calma, para que não haja acusações que possam vir a ser infundadas”, completa o vice. É isto que ele quer: tranquilidade. Pelo menos até a eleição.

Taí uma promessa boa

Data: 16/09/2014
11:15:16

O candidato a governador Paulo Souto promete “recuperar o padrão de excelência e qualidade”do Serviço de Atendimento ao Cidadão, sistema criado por ele mesmo em 1995 e que, inegavelmente, representou um avanço na luta contra a burocracia e pelo bem-estar dos cidadãos.

Nos últimos anos, o SAC enfrentou considerável degringolação, perdendo todo o seu sentido inicial, pois passou a representar apenas uma extensão física dos órgãos de origem, com os mesmo vícios e problemas.

Posse no Sindcosmetic

Data: 16/09/2014
11:14:15

O empresário Raul Costa de Menezes toma posse às 14 horas de hoje, na Fieb, na presidência do Sindicato da Indústria de Cosméticos er Perfumaria do Estado da Bahia.

Não é comigo

Data: 16/09/2014
11:12:27

Confrontado com a alta incidência de assaltos a bancos na Bahia, o candidato Rui Costa (PT) não pestaneja: “Isso é uma coisa que está acontecendo em todo o Brasil”. Esqueceu-se de que o Brasil é governado há 12 anos por seu partido.

Só vendo

Data: 16/09/2014
11:11:38

Mas a segurança na Bahia vai ser tratada com decisão, caso seja eleito. Rui prometeu reuniões semanais com os comandantes da PM de unidades da capital e do interior, como com delegados, para acompanhar de perto a questão.

"Dona" Marina incomoda o grande chefe

Data: 14/09/2014
13:18:51

Acostumado a navegar em águas tranquilas com sua fama de teflon, em que nada pega, o ex-presidente Lula não esperava a reação de Marina Silva, que partiu pra cima dele, ao contrário de José Serra, que em 2010 criticou a oponente direta, Dilma Rousseff, mas deixou passar ao largo seu mentor.

"Eu colocava a camisa do Lula e ia combater cada preconceito que era lançado contra ele", disse a candidata do PSB, justamente ressentida com os métodos utilizados pela campanha de Dilma visando a sua “desconstrução”, como modernamente se denomina o ataque sórdido.

Lula, que não sabia o que se passava um andar abaixo do seu no Palácio do Planalto, tentou a dissimulação de sempre, traindo-se, entretanto, com a inconsistência recorrente de suas argumentações.

“A dona Marina não precisa contar inverdades a meu respeito”, proclamou. E depois: “Nunca falei mal da dona Marina”. Tentativa evidente de fazer-se de vítima, invertendo os papéis.

Ora, o tratamento supostamente reverencial é um ato falho que encerra a carga do desprezo que, na verdade, nutre pela valorosa ex-companheira, agora alçada à condição de forte adversária.

Marina, para ele, nunca foi “dona”, título que agora se impõe como uma demarcação irônica da distância que dela quer manter. Uma imitação de respeito que significa exatamente o contrário.

Se correr o bicho pega

Data: 14/09/2014
13:16:21

A estratégia da presidente Dilma e acólitos de bater sem medida em Marina é a única que lhes restava para evitar a derrota no primeiro turno.

Vale como lenitivo. No segundo turno, os tempos de rádio e TV serão iguais, e se pode adiantar: o discurso de Marina contra o PT é consistente, apenas se perde no pouco espaço do PSB.

Talvez venha a ser suficiente (o discurso) para convencer o eleitorado, sem precisar do espólio de Aécio Neves (PSDB), que jura ser o petismo “um ciclo a ser encerrado” no país.

Por exemplo

Data: 14/09/2014
13:14:41

O PT quer processar Marina por declarações que, no entendimento do partido, atingem gravemente a presidente Dilma.

Essa briga é desproporcional. Marina disse apenas não merece confiança “um partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobras”.

Treze nomes garantidos no Senado

Data: 14/09/2014
13:14:02

Avaliação das pesquisas em curso de norte a sul do país mostra que 13 candidatos ao Senado têm eleição garantida, destacando-se o PSDB e o PSB, com três nomes cada.

Os tucanos são Tasso Jereissati (Ceará), Antonio Anastasia (Minas Gerias) e Álvaro Duias (Paraná). Entre os “socialistas”, Wilson Martins (Piauí), Romário Faria (Rio de Janeiro) e Paulo Bornhausen (Santa Catarina).

O DEM tem dois candidatos nessa lista: Ronaldo Caiado (Goiás) e Maria do Carmo (Sergipe), mesmo número do PMDB, com José Maranhão (Paraíba) e Kátia Abreu (Tocantins).

Com um candidato praticamente eleito estão o PDT – José Antônio Regufe (Brasília), o PSD – Omar Aziz (Amazonas) e o PR – Wellington Fagundes (Mato Grosso).

Candidatos favoritos em oito Estados

Data: 14/09/2014
13:12:31

Oito Estados ainda não têm o pleito definido, mas apresentam candidatos com boas chances de eleição.

Os possíveis vencedores são Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), Fernando Collor (PTB-AL), Gilvan Borges (PMDB-AP), Roberto Rocha (PT-MA), Simone Tebet (PMDB-MS), Paulo Rocha (PT-PA), João Paulo (PT-PE) e José Serra (PSDB-SP).

A disputa será acirrada em cinco Estados: Acre, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia e Espírito Santo.

O Rio Grande do Sul é um caso à parte, pois os candidatos Lasier Martins (PDT) e Olívio Dutra (PT) competiam em pé de igualdade, mas o cenário mudou com a entrada de Pedro Simon (PMDB), substituindo Beto Albuquerque (PSB), que é o vice na chapa presidencial de Marina Silva.

Pensamento do dia

Data: 14/09/2014
13:11:02

Depois de meter a mão, o PT vai dar um abraço simbólico na Petrobras.

R.S.V.P.

Data: 14/09/2014
13:10:25

Para o ato, amanhã, no Rio de Janeiro, informa-se que foi convidado o mão-leve Paulo Roberto Costa.

Chama o Detran

Data: 14/09/2014
13:09:52

A manifestação, na Cinelândia de tantas pugnas políticas mais justas, está na contramão do noticiário.

Explosão em Irará

Data: 14/09/2014
13:09:17

Também os assaltantes não têm o que se queixar do “papel social” do Banco do Brasil.

Imprensa não mostra como são feitas as pesquisas

Data: 13/09/2014
09:34:42

Continuamos a observar dezenas de institutos de pesquisa, em todo o país, a fazer projeções sobre eleições estaduais e federais, e o que surpreende não é a variação desproporcional dos números, mas a aceitação plena que deles fazem os analistas, sem procurar avaliar fatores que tenham levado àqueles resultados.

A prática se repete de tempos em tempos – de dias em dias, na quadra atual: inicialmente, circula nos bastidores o “registro” de uma nova pesquisa, especula-se sobre o que trará, multiplicando-se os comentários tão logo há a divulgação, ao tempo que partidos e candidatos “interpretam” os dados como lhes convém.

Os índices apresentados pela mídia são, às vezes, até contraditórios, o que não impede sua validação e repercussão, embora pouco ou quase nada se saiba, de fato, sobre a técnica e a operação dos levantamentos.

Jornais tão ciosos de sua credibilidade poderiam, como pauta, “cobrir” a realização de uma dessas pesquisas. Acompanhar, sem interferir, a aplicação simultânea de questionários a milhares de pessoas em dois, três dias, como é anunciado que se faz. Ter acesso, também, aos métodos e processos de tabulação.

É o mínimo que uma imprensa séria e focada na isenção poderia fazer para prestar um bom serviço ao público, especialmente quando se trata da eleição presidencial, em tese a mais importante. O resto é acatar informações que ninguém sabe exatamente de onde vieram e com que fins.

Corporação industrial financia e assume

Data: 13/09/2014
09:32:16

A “tendência” mais recente nesse mercado persa das percentagens foi apontada pelo Ibope, em pesquisa contratada pela Confederação Nacional da Indústria, dando a liderança a Dilma Rousseff, com 39%, seguida de Marina Silva, com 31%.

Dois dias antes, com levantamento feito no mesmo período, o Datafolha havia “detectado” maior proximidade entre as duas: 36% a 33%. Parece pouco, mas as diferenças entre as pesquisas, consideradas as “margens de erro”, variam de zero a doze pontos percentuais.

Portanto, depois de semanas de crescimento desde a morte do titular da chapa, Eduardo Campos, a ex-senadora Marina Silva vê a presidente Dilma distanciar-se novamente no primeiro turno e já se registra “empate técnico” no segundo, no qual esteve dez pontos à frente.

No meio dessa guerra de dígitos, que colocou, definitivamente, o terceiro candidato, Aécio Neves, nos 15%, está o eleitor comum, aguardando o dia 5 de outubro para se revelar.

A sensatez sugere que, numa “república” sem pudor e limites, em que a sonegação e o cartel são marcas do poder econômico, não se pode esperar muito de uma pesquisa paga pela elite industrial “aparelhada” na CNI.

A gente ajusta no final

Data: 13/09/2014
09:30:36

A sensação que transmitem as baterias de pesquisas lançadas sobre a população – e os jornalistas – é de uma tentativa coordenada de influenciar o eleitorado até onde for possível, passando-se, a partir de certo ponto em que o processo se cristaliza, a um ajuste que mantenha os números próximos da realidade.

É certo que, mesmo assim, com certa frequência ocorrem disparidades e surpresas, que podem ser debitadas à má qualidade do trabalho de campo, o que só exige mais rigor ainda na consideração das pesquisas eleitorais como são feitas no Brasil.

Babesp não conta

Data: 13/09/2014
09:29:37

Não é o caso de falar do Babesp, porque o deputado Marcelo Nilo, não por acaso recordista de presidências na Assembleia Legislativa, é parte interessada e jamais poderia caber-lhe o papel de aferidor da vontade do eleitor.

De forma surpreendente, o deputado submete-se à execração atual para ajudar um governo que o desprezou no processo sucessório estadual, depois de servir-se de sua liderança na Casa durante longos anos.

Por falar em percentagem

Data: 13/09/2014
09:28:39

Candidato a deputado federal pelo PP, o vereador João Honorato resolveu demarcar com firmeza seu território em Casa Nova, ao criticar, em comício, o adversário João Bacelar (PR), que tenta a reeleição.

“Só na eleição ele aparece na página política, o resto do tempo é nas páginas policiais”, atacou, para completar: “Ele diz no seu slogan que constrói uma nova Bahia, só não diz quanto é a comissão”.

Prêmios do MP têm indicações

Data: 13/09/2014
09:27:14

Por iniciativa do grupo ambiental Germen, acatada por dezenas de entidades representativas da sociedade civil e por personalidades baianas, foram indicados, para premiação, ao Ministério Público Estadual, os nomes do sociólogo Joviniano Neto e da promotora Luciana Khoury.

Joviniano, cientista político, um dos mais ativos militantes contra o regime militar, hoje presidente da Comissão Estadual da Verdade, foi indicado ao Prêmio J. J. Calmon de Passos.

A promotora Luciana foi indicada à Medalha do Mérito do Ministério Público, segundo Cláudio Mascarenhas, diretor-executivo do Germen, “por sua atuação integralmente sintonizada com os interesses da sociedade e a missão do MP de defender a democracia na busca da cidadania plena”.

Valinho quer fazer mais pelos animais

Data: 13/09/2014
09:25:55

“Dê uma chance aos animais”, pede o candidato a deputado estadual Antonio Valinho (PEN), que há mais de 40 anos se dedica ao acolhimento e tratamento de bichos abandonados pela cidade.

“A total ausência de políticas públicas para animais carentes faz com que nossas ruas sejam um verdadeiro show de horrores, com animais mutilados, doentes, atropelados, sarnentos e famintos”, diz Valinho, que é engenheiro e funcionário público.

Com propostas que vão da construção de um hospital veterinário a uma legislação de proteção dos animais domésticos, o candidato explica seu papel: “Um protetor acolhe um animal em sofrimento mesmo sem saber como transportá-lo, a que clínica irá levá-lo, como pagará por medicamentos, exames ou alimentação”.

Reis da capital

Data: 13/09/2014
09:24:40

Levantamentos preliminares indicam que serão campeões de voto em Salvador para a Assembleia Legislativa o deputado Deraldo Damasceno (PSL) e o ex-deputado Uziel Bueno (PV). Também estão bem cotados o vereador Marcell Moraes (PV) e deputado Bruno Reis (PMDB).

País ainda não se livrou do regime militar

Data: 11/09/2014
14:56:05

Salvo exceções, que neste caso não se podem dizer honrosas, oficiais do Exército têm se negado a prestar depoimento à Comissão Nacional da Verdade, que apura os fatos ocorridos nos porões da ditadura militar (1964-1985).

Isso não deveria causar surpresa, em primeiro lugar, porque a sociedade civil, 30 anos depois do fim do regime, ainda não recuperou o protagonismo institucional do país.

Ademais, não se podem esperar coragem e dignidade de covardes que se refugiavam em máscaras para torturar pessoas indefesas.

Numerosos são os casos de desrespeito e insubordinação em escalões das Forças Armadas, com velado ou aberto apoio de comandos, para manter submersas as verdades amargas daquele tempo, ainda que ninguém seja pessoalmente alcançável por atos que eventualmente tenha praticado.

Ocioso é relatar tantos episódios em que a autoridade do presidente da República, do ministro da Defesa e mesmo do espírito democrático foi desprezada ou vilipendiada por um general, quando um sargento bastaria.

Baixo nível, mídia e pesquisas são armas anti-Marina

Data: 11/09/2014
14:54:30

A certa distância do período eleitoral, falou-se em “campanha de alto nível”. Esperavam-na a presidente Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner e tantos outros que não gostam de ver, na disputa do voto, apontados seus erros e defeitos.

Agora, na iminência de um revés ou, pelo menos, de muita dificuldade para alcançar o que antes parecia fácil, vemos, tanto o governador quanto a presidente, se utilizarem da mais reles apelação.

Dilma prega o terror em cadeia nacional, fazendo sumir comidas dos pratos, entre outras prestidigitações. Wagner ataca os aliados do adversário, como se não tivesse ao lado outros tantos da mesma cepa.

Por outro lado, tonta, sem saber para que lado vai desde a tragédia que elevou Marina Silva a candidata à presidência, a grande imprensa precisou, emergencialmente, eleger a nova inimiga, a assustadora seringueira.

Em uníssono, O Globo, Folha, Veja e O Estado de S. Paulo trazem das catacumbas a voz criptografada de Paulo Roberto Costa, repentinamente envolvendo pessoas que, de uma forma ou de outra, já foram citadas em conturbadas histórias de corrupção.

Renan Calheiros, Henrique Eduardo Alves, Edison Lobão, Roseana Sarney. Nada de novo, só a acusação a um morto, Eduardo Campos, que não pode falar e que em vida jamais teve o nome relacionado a escândalos.

É evidente o objetivo de comprometer Marina Silva, como nos casos do avião, do “conflito” com o agronegócio, até a formulação explícita de que, caso eleita, correrá o risco de deposição.

Anteveem, portanto, essas pessoas, um governo de caos e incompetência desde o primeiro dia, o que levará inevitavelmente à crise, à ruína econômica, à conflagração social.

Sabem, porém, que não é assim. A ex-senadora, ex-ministra, política de longo curso e com evidente experiência de gestão e capacidade de diálogo, não é nenhum Dom Quixote que arremessará, cega, sua lança contra as instituições e o bom senso.

Acredita-se, sim, que poderá governar com avanços e formando uma base no Congresso sob o foco de uma autoridade inovadora, que começaria, por exemplo, recusando a imoralidade da reeleição.

A questão é que as pesquisas, sem gênese verdadeiramente conhecida, são sedutoras nas gangorras em que colocam os candidatos, uns subindo hoje, descendo amanhã, outros fazendo no dia seguinte o momento inverso.

E a mídia, enfim, que patrocina os institutos, emprega toda a sua “credibilidade” na manipulação, envolvendo em luzes a opinião pública.

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