Salvador, 30 de julho de 2014

Nosso consolo é que o futebol sobreviverá

Data: 29/07/2014
12:19:12

Abaixo da política, os leitores devem ter percebido que o segundo assunto predileto deste blog é o esporte, mas o esporte como poesia física, espetáculo plástico que enleva os olhos e sacode a alma em saudável emoção.

Portanto, quando há chance de falar politicamente de esporte, é um prazer redobrado, como se diz. E o futebol, o maior dos nossos esportes, é tema que nestes dias de tensão nacional está na ordem do dia, discutido nas mais altas esferas (?) políticas do país.

A perda estrondosa da Copa do Mundo – e somente ela, pelo elástico placar que só o esporte, com suas maravilhosas surpresas, pode produzir – trouxe novamente à tona a eterna falta de vergonha brasileira do discurso de que tudo vai mudar, e nada muda, nem métodos, nem normas, nem pessoas.

Treinadores são meros entregadores de camisa

Data: 29/07/2014
12:16:59

Um exemplo atual é o mambembe campeonato brasileiro, de um ou outro jogador na Seleção, no qual 12 treinadores já perderam seus empregos em 11 rodadas. Nessa toada, chegaremos ao fim das 38 rodadas com a média de dois treinadores por clube.

Não se sabe como isso será feito, mas o futuro da Seleção dependerá em grande parte da revitalização do certame nacional, que nesta Copa só forneceu dois goleiros reservas e um atacante que não teve sua atuação elogiada pela crônica.

A palavra mágica pós-desastre é “planejamento”, mas não parece ser essa a preocupação dos clubes, prevalecendo a cultura do desrespeito a contratos com treinadores, os quais já sabem e admitem previamente que a permanência no emprego “depende de resultados”.

Uma cara ciranda de altos e baixos

Data: 29/07/2014
12:15:15

Curiosamente, o que se constata no futebol brasileiro é uma ciranda de treinadores altamente custosa, para não dizer suspeitamente custosa, sem guardar nenhuma relação com desempenho técnico. Um exemplo simples: o Felipão campeão do mundo abandonou o barco do Palmeiras em 2012 a poucas rodadas do rebaixamento.

A xaropada continua. Pela quarta vez, um treinador vai dirigir o Flamengo, quando em outras ocasiões foi demitido por não servir. Outro que foi dispensado pelo Vitória tem possibilidade de vir para o Bahia, e os torcedores, na televisão, avalizam. E assim pelo Brasil afora.

O mais sensível da questão são as cifras astronômicas que vazam dessas sigilosas transações. Um treinador que viria para o Bahia, segundo a imprensa, queria salário de R$ 600 mil e recebeu contraproposta R$ 400 mil. É dinheiro incompatível com a grandeza do nosso futebol.

Casos para pena de morte - IV

Data: 29/07/2014
12:13:17

Jogar pela janela do carro lixo, lata de cerveja e diversos outros objetos.

É acalmar os nervos e aguardar

Data: 29/07/2014
12:11:39

Partidários da candidatura Rui Costa exibem com satisfação mensagem circulante na internet dando conta de que Paulo Souto, em junho de 2006, tinha 51% contra 13% de Jaques Wagner e acabou perdendo a eleição no primeiro turno.

Da mesma forma, em maio de 2010, José Serra tinha 38%, e a eleita foi Dilma Rousseff, que alcançava apenas 18%.

O último “fenômeno” se deu na vitória de Fernando Haddad sobre Serra para prefeito de São Paulo, quando três meses antes o tucano tinha 31% a 1%.

Para essa turma, o Ibope não está com nada.

Candidaturas

Data: 29/07/2014
12:09:48

Voz experiente e isenta dos desvãos da Assembleia Legislativa assegura: “Vítor Bonfim é presença certa aqui em 2015”. Trata-se do filho do ex-deputado e agora conselheiro do TCE João Bonfim, vereador pelo PDT em Guanambi e líder do prefeito na Câmara.

Para a Câmara dos Deputados, dois nomes tentam surpreender: Zé do Lício (PTC), voz atuante no sertão baiano, e Nery Vendedor (PSC), irmão evangélico da Igreja Batista, ligado aos trabalhadores da construção em Candeias.

Até a próxima trégua

Data: 28/07/2014
15:43:42

A trégua humanitária é uma novidade na terminologia dos conflitos bélicos.

Trégua sempre foi, no vocabulário usual, a suspensão dos combates para uma tentativa de negociação que ponha fim à matança.

Agora, é apenas um evento de markerting para que sejam retirados os cadáveres e os feridos do cenário apocalíptico e o bombardeio continue.

Governador enfim repara que adversário tem nome

Data: 28/07/2014
15:37:30

O governador Jaques Wagner orgulhava-se de, no passado, não pronunciar nos embates eleitorais o nome de Antonio Carlos Magalhães, muito menos a sigla ACM, que contém um evidente componente de carinho – embora na imprensa pudesse ser usada para contornar, em títulos, a falta de espaço.

Sempre que tinha de fazer críticas, Wagner as direcionava ao PFL, partido antepassado do DEM, frisando que sua ação não visava a pessoas, mas procurava questionar políticas defendidas e executadas pelos adversários.

Nos últimos tempos, Wagner perdeu esse prurido, e incontáveis vezes fez referências nominais em ataques ao prefeito ACM Neto. Em entrevista, hoje, à Tribuna da Bahia, chegou a fantasiar sobre uma terceira candidatura, ao afirmar que “queria muito ir para o debate com o ex-governador Paulo Souto”.

Prática também antes ausente de suas abordagens, a crítica sem objetividade à oposição firma-se como nova estratégia, como no caso em que desqualifica a articulação política que uniu DEM e PMDB, em que “todo mundo sabe o trauma e o mal-estar que foi”, após ter ressalvado que não gosta de “falar dos outros”.

Demonstrando que está disposto a brigar, Wagner disse que “Otto tem a história muito mais consolidada que Geddel” e que o candidato a vice Joaci Goes “não foi escolhido pelo PSDB".

O dia em que Lula chorou de pena dos pobres

Data: 28/07/2014
15:32:09

Foi uma longa entrevista, que ocupou duas páginas do jornal, permitindo ao governador exercer seu talento expositivo com alocuções intermináveis, sendo difícil mesmo crer que o público leitor tenha tido paciência para chegar ao final de algumas delas.

Wagner teoriza com sua peculiar fluência, sempre transformando aspectos possivelmente negativos em vantagens tais que até manifestou a convicção de que seu candidato ao governo, Rui Costa, hoje na lanterna moral das pesquisas, será o mais votado no primeiro turno.

Ao abordar a segurança pública, o governador manuseia estatísticas sem valor factual e atribui a sensação da insegurança da sociedade, levantada pelos próprios jornalistas que o ouviram, a um fator “psicológico” devido à exploração do crime e da violência pelos meios de comunicação.

Entretanto, o governador se superou mesmo foi quanto a seu sentimento ante o trabalho que não pôde realizar. Começou pelo gilbertogílico “repare” e, muitos minutos de conversa adiante, entrou para não sair mais na enternecedora história de que Lula chorou um dia porque não pôde dar o aumento que queria no salário mínimo.

Uma fórmula para não perder

Data: 28/07/2014
15:30:34

Por Escrito não se dará a este trabalho, mas se procurarem a opinião de Wagner e do PT, no passado, sobre a frequência de eleições, todo mundo iria estar defendendo pleitos de dois em dois anos em nome do “exercício da democracia”.

Hoje, para o governador, “ninguém aguenta mais ter eleição de dois em dois anos, você mal sentou na cadeira e já está pensando na próxima”.

Talvez haja refletido sobre a derrota de seu candidato à Prefeitura de Salvador: não ocorreria se não houvesse eleição.

Salada de siglas, tudo com o mesmo molho

Data: 28/07/2014
15:28:38

Uma afirmação de Wagner carece de esclarecimento: “O grande partido social democrático do Brasil chama-se Partido dos Trabalhadores”.

Como sabem os contemporâneos, Partido Social Democrático (PSD) é exatamente o nome da agremiação fundada na Bahia pelo seu candidato ao Senado, Otto Alencar.

Uma legenda copiada de passado quase longínquo da política nacional, quando tinha grande influência o antigo PSD.

Era, entre os principais partidos, uma espécie de “centro”, a meio caminho do PTB, a “esquerda” getulista, e da UDN, trisavó do velho e direitista DEM.

O governador precisa dizer se o PT, como o PSD de outrora, “entre a Bíblia e O Capital fica com o Diário Oficial”, e também por que seu partido, afinal, não se apropriou da sigla antes de Kassab.

Se outra consequência não tivesse causado, pelo menos agora o Partido dos Trabalhadores não estaria apoiando para o governo de Pernambuco o eterno presidente da Confederação Nacional da Indústria, senador Armando Monteiro Neto, que, vejam a coincidência histórica, é do PTB pós-ditadura, que tem Roberto Jefferson como “presidente licenciado”.

Tempo e espaço perdidos

Data: 28/07/2014
15:26:45

Para as intenções do governador, é uma pena, primeiro, que o jornal não tenha lá grande tiragem, depois, que o analfabetismo reinante reduza forçosamente a quantidade de leitores e, por fim, que ele não disponha de tanto tempo para falar no horário eleitoral.

Casos para pena de morte - III

Data: 28/07/2014
15:25:43

Tomar no estacionamento a vaga que outro motorista estava aguardando.

Plantão eleitoral

Data: 28/07/2014
15:25:06

O repórter telefona para o deputado Elmar Nascimento às 7h30, faz entrevista e no fim pede desculpa:

“Liguei a esta hora porque, mesmo sendo domingo, sei que político em campanha acorda cedo”.

O parlamentar não deixa a bola cair: “Engano seu. Político em campanha não dorme”.

IV Reich

Data: 26/07/2014
10:12:19

Se a questão entre Brasil e Israel é de proporcionalidade, forçoso é dizer: proporcionalmente, Adolf Hitler não fez pior do que os judeus estão fazendo contra os palestinos.

Só pra chatear

Data: 26/07/2014
10:11:40

Israel é um anão territorial, enquanto o Brasil é gigante pela própria natureza.

Otto: da zona de conforto à pororoca

Data: 26/07/2014
10:10:10

O vice-governador Otto Alencar sonhava intensamente em ser o candidato à sucessão do governador Jaques Wagner, o que seria uma consequência natural do cargo que, pela segunda vez, ocupava em sua longa vida pública.

A seu favor, tinha o livre trânsito entre as correntes políticas e a simpatia dos muitos pretendentes ao governo em 2018, já que não poderia tentar a reeleição porque estaria cumprindo, legalmente, o segundo mandato.

Sua estratégia incluiu medidas concretas de boa vontade, como a retirada da postulação do prefeito de Santo Estêvão, Orlando Santiago, à presidência da UPB, abrindo caminho para a eleição da prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria.

Quando Wagner deu sinais de que dispensaria no PT até a liderança natural do senador Walter Pinheiro para impor o nome do secretário Rui Costa, Otto chegou a ser assediado, dentro e fora do governo, a lançar a candidatura. Se encarasse, teria o apoio do prefeito ACM Neto, mas havia montado um discurso de “lealdade” do qual não pôde recuar.

Agora se vê diante de uma situação antes inimaginável, pois é provável que contasse mais com um racha na oposição do que com a aceitação por Geddel Vieira Lima da vaga ao Senado na chapa de Paulo Souto.

O fato é que, nessa disputa, Otto está em evidente desvantagem, pois o adversário tem o dobro das intenções de voto e faz parte de uma coligação em que o candidato ao governo corre praticamente sozinho. Não que o quadro seja imutável, mas é a ele que cabe a tarefa de remar contra a maré.

A ordem natural das coisas

Data: 26/07/2014
10:07:58

A respeito de nota postada ontem, em que se registra o empate técnico na pesquisa Ibope entre os candidatos ao governo Rui Costa (PT) e Da Luz (PRTB), o leitor Luiz Henrique observa que “humor é fundamental” e questiona: “Não seria natural, no caso, Da Luz ficar acima do poste?”

Precipitação

Data: 26/07/2014
10:07:14

Oposição precipitada, às vezes, leva a erro, como no caso em que o deputado Bruno Reis (PMDB) afirmou ser o número 13 numa ambulância da Prefeitura de Itagibá uma propaganda do PT.

Coube ao deputado Fabrício Falcão (PCdoB), correligionário do prefeito Marcos Valério Barreto, contestar o equívoco, apresentando fotos de outros veículos da frota, com números diferentes.

Ou seja, se a Prefeitura está usando ambulância para fazer campanha eleitoral, trata-se de uma campanha pluripartidária.

Casos para pena de morte - II

Data: 26/07/2014
10:05:41

Prender o elevador enquanto conversa com o vizinho.

Wagner perdeu a fé e Tadeu caiu

Data: 26/07/2014
10:05:05

Numa época em que eram aliados, a senadora Lídice da Mata e o governador Jaques Wagner, com a eficiente participação do então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, voltaram suas orações para que o ex-deputado Capitão Tadeu (PSB) permanecesse na Assembleia Legislativa.

Tadeu representava um estorvo para o governo do Estado, pois, embora apoiando pacificamente a maioria das matérias encaminhadas à Casa, não se abstinha em relação aos projetos envolvendo a área policial-militar, sua base eleitoral, muitas vezes criticando-os e votando contra ou deixando de votar.

O custo desse posicionamento era baixo, mesmo porque o Executivo fez as leis que quis nestes anos todos, mas, com a mudança radical do quadro, levando a senadora e seu partido a franca oposição estadual e federal, a reza de Wagner ficou fraca, inconvincente no coração dos deuses.

O retorno de um político tarimbado

Data: 26/07/2014
10:03:45

É possível que, fruto das medidas que tomou na área jurídica, Tadeu ainda possa voltar ao mandato, mas, enquanto isso não ocorrer, estará bem na cadeira o deputado Joacy Dourado (PT).

Tendo ficado como primeiro suplente nas eleições de 2010, Joacy esteve na Assembleia por um ano e dois meses na atual legislatura, período em que se mostrou um parlamentar atuante, especialmente nos trabalhos das comissões.

Trata-se de um político tarimbado, de 74 anos, que iniciou sua trajetória na extinta Arena, elegendo-se prefeito de Irecê em 1976, quando era ligado ao senador Antonio Carlos Magalhães.

Com a reformulação partidária, filiou-se, em 1982, ao PMDB, consolidando-se como uma importante liderança na região. Eleito novamente prefeito em 2004, transferiu-se para o PT em 2009, já na fase mais pragmática do partido.

Em abril de 2012, com a volta do titular, perdeu o mandato depois de um longo período em que, em vão, esperou que o governador Wagner nomeasse algum deputado para o secretariado, o que o manteria na Assembleia.

Joacy ainda tem água para beber

Data: 26/07/2014
10:01:57

Nos bastidores da Assembleia, o sentimento é de que, se Joacy tivesse permanecido deputado, o governo não teria perdido a eleição em Irecê, na qual o prefeito Zé das Virgens (PT) enfrentou o deputado Luizinho Sobral (PTN), que saiu vencedor.

Indagado sobre o assunto, ele desconversa, mas lamenta que o município, pela primeira vez em 64 anos, tenha ficado sem um representante na Casa. “Desde 1950, quando assumiu o coronel Moutinho Dourado, pai do falecido deputado Stoessel, isso não acontecia”.

Joacy não será candidato à reeleição por entender que em pouco mais de dois meses não terá condições de fazer a campanha, mas nega que vá abandonar a política, como foi noticiado. “Política é como água: a gente, bebendo uma vez, vai ter sempre sede”, explicou.

Adversidade une capitão e soldado

Data: 26/07/2014
09:58:46

Um adepto da teoria conspiratória poderia enxergar uma estratégia contra os candidatos que representam a Polícia Militar, pois, além da defenestração do Capitão Tadeu da Assembleia, o vereador Soldado Prisco, em razão do processo a que responde e que lhe custou um mês e meio de prisão, está proibido de deixar Salvador.

Dizia-se no meio político que ambos não se davam muito bem, porque, afinal, disputavam a liderança de uma vasta categoria. A adversidade, entretanto, os fez ver a questão sob nova ótica, e agora até distribuem material eleitoral manifestando apoio recíproco, numa dobradinha forte para deputado federal e deputado estadual.

(Da) Luz amarela

Data: 25/07/2014
14:02:09

Um  fato na pesquisa Ibope para o governo do Estado passou despercebido aos analistas políticos: o candidato Rui Costa (PT) está em empate técnico com o candidato Da Luz (PRTB).

Costa obteve 8% de intenções de votos, podendo, com a margem de erro de três pontos percentuais, cair para 5%. Da Luz, com seus 2%, atingiria, pelo mesmo critério, iguais 5%.

Candidato pesado pode cair mesmo com exposição

Data: 24/07/2014
11:35:02

O ex-secretário de Comunicação do Estado Robinson Almeida parte de uma premissa falsa para atacar a pesquisa do Ibope que aponta o candidato do PT, Rui Costa, em terceiro lugar na corrida sucessória, com 8% das intenções de voto: a de que, 60 dias depois de ter obtido índice semelhante, Rui deveria ter avançado.

De fato, como ele diz, houve “inúmeros fatos políticos de fortalecimento da campanha” nesse período, só que não surtiram efeito. Com bastante frequência, a maior exposição do candidato e sua vinculação a certas lideranças produzem reação oposta à esperada, isto é, tendem a piorar sua situação.

Os petistas, incluído o próprio ex-secretário, que é candidato a deputado federal, acusaram o Ibope de fraudar números, mas a verdade é que a pesquisa ontem divulgada, dando a Paulo Souto o quíntuplo dos votos de Costa, foi devidamente registrada, como exige a Justiça Eleitoral, não tendo sofrido qualquer contestação prévia pela sua metodologia.

Ao contrário de uma pesquisa induzida que seria feita pelo instituto Vox Populi e que este blog denunciou na matéria “Área política espera pesquisa legal sobre eleições”, postada no dia 17. Tanto a informação era procedente que o candidato ao Senado Geddel Vieira Lima acusou a manipulação e o juiz Salomão Viana, encarregado de propaganda do TSE, no dia seguinte, vetou sua realização.

Tempo ficou árido para a agricultura política

Data: 24/07/2014
11:32:43

Nos bastidores políticos, era do conhecimento geral a “plantação” – divulgação de notícia falsa com segundos interesses – de uma pesquisa que teria sido feita pelo Ipesp dando Paulo Souto com 34% e Rui Costa com 25%, jogando Lídice da Mata para a terceira colocação, com 11%.

O objetivo desse tipo de manobra é estabelecer a dúvida na cabeça do eleitor, mas como nenhum órgão de imprensa comprou a ideia, esta morreu no nascedouro. É uma tática conhecida: o candidato preferido não é mostrado subitamente na liderança, mas em crescimento, o que, efetivamente, não tem ocorrido com Rui Costa.

Os números traziam também uma aproximação do candidato ao Senado Otto Alencar do primeiro colocado, Geddel Vieira Lima, reduzindo a diferença para dois pontos percentuais, ou seja, um empate técnico, que não se confirmou na pesquisa do Ibope divulgada ontem, na qual Geddel tem o dobro do índice de Otto.

BLAGUE NO BLOG - Bora Bahêêêa!

Data: 24/07/2014
11:31:28

Alguns anos antes de assumir por um mês o governo do Estado, na condição de presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ruy Trindade, falecido no ano passado, era presidente do TRE, por isso bastante assediado pela imprensa, especialmente em anos eleitorais, ainda na sede da Avenida Vasco da Gama.

Mas havia dias em que, devido ao assunto em foco, temia contrariar o então ministro Antonio Carlos Magalhães com alguma declaração, e evitava os jornalistas como pudesse. “Hoje não é dia bom para entrevista, é dia para dar uma...” – disse certa vez, para assombro geral.

Ávidos por notícias em área tão sensível, os repórteres descobriram o caminho das pedras: atiçavam a alma tricolor do desembargador, numa época em que o Bahia estava prestes a sagrar-se campeão brasileiro. Quando o viam, falavam em Bobô, em Charles, em táticas para vencer os adversários mais fortes, e num instante estavam todos aboletados no gabinete presidencial.

Casos para pena de morte - I

Data: 24/07/2014
11:29:22

Colocar o carrinho do supermercado na fila do caixa e sair pela loja pegando mercadorias.

Governo age contra si a dois meses da eleição

Data: 23/07/2014
20:02:49

É preciso descobrir – e aí está uma boa pauta para o “jornalismo investigativo” dos nossos principais órgãos de imprensa – que motivos estão por trás da obstinação do governo do Estado em abortar a iniciativa da Prefeitura de Salvador de promover uma licitação para reestruturar o transporte coletivo na capital.

Realmente, quanto mais se analisa a questão à luz da obviedade, menos nexo se encontra em atitude dessa natureza, que claramente causará prejuízo eleitoral ao governo. Não se entende o que pretendem ganhar o governo e seus operadores com essa insanidade política, num quadro que lhes é já muito negativo.

A pressão para que o Ministério Público se manifeste sobre o tema, “decidida” por quatro prefeitos da Região Metropolitana e pelo secretário da Administração, é uma evidente determinação do governador Jaques Wagner, que assume pessoalmente o risco pelas consequências, o que não é de seu perfil de articulador e negociador.

O secretário cumpre seu papel de mandado, mas os prefeitos de Lauro de Freitas, Camaçari, Candeias e Simões Filho deveriam demonstrar mais zelo pela autonomia municipal e recusar-se à participação numa jogada que procura obstruir a ação de um colega legitimamente eleito, sem falar no desrespeito à população de Salvador.

Do alto da sua “responsabilidade”, alegam que o transporte coletivo é do “interesse comum” dos 13 municípios da RMS, mas essa conversa fiada não convence ninguém. Se, eventualmente, não cuidam do próprio quintal, deixem que outros o façam. O governo do Estado nada fez pela área em oito anos – e agora toma essa medida absolutamente estranha.

Sabemos que é aconselhável o entendimento entre gestores de municípios vizinhos e mesmo a criação de legislação que balize o desenvolvimento de atividades em que o interesse comum esteja envolvido. Mas será sempre incompreensível que uma cidade como Salvador, a terceira maior do Brasil, não tenha o direito de buscar, dentro dos seus limites territoriais, soluções para demandas de grande monta.

Apontado como homem que decide fria e silenciosamente, o governador – repita-se – foge seu padrão de conduta, inclusive histórica, até sugerindo que acredita firmemente na vitória do seu candidato em outubro, já que não se imaginaria que concebeu todo esse poder da Entidade Metropolitana para municiar adversários.

Por enquanto, porém, a situação eleitoral é francamente favorável à oposição, com candidato Paulo Souto muito à frente de Rui Costa, o que reforça a interrogação que paira sobre essa determinação de impedir que a exploração do transporte por ônibus em Salvador mude de mãos e, sobretudo, que seja prestado serviço de melhor qualidade.

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