Monstrengos são ''equipamentos removíveis''


O que está construído no vasto canteiro central do Imbuí, entre a Avenida Jorge Amado e a Rua das Araras, é uma meia dúzia de quiosques de alvenaria gigantescos, de evidente agressão visual, levando a crer mais no objetivo de ampliar o mercado de concessionários de boxes do que propriamente na realização urbanística em favor da coletividade.


Mas, no fundo, no fundo, não deixam de ter razão as autoridades que agora concluem que Estado e Prefeitura são parceiros e que os monstrengos podem continuar sendo erigidos. Afinal, em caso de necessidade imposta pela natureza ou pela lei, ou mesmo na remota hipótese de despoluição do rio, não perderiam sua condição de "equipamentos removíveis", ainda que por demolição, como queria o Ingá.

Luís Augusto Gomes - Por Escrito

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