Doença de Mantega não teria o mesmo tratamento

Ocorreu-me imediatamente o pensamento que dá título a esta matéria. O "staff" do Planalto, diante de tão sensível emergência, decidiu encará-la sem subterfúgio, como se pensasse: "De fato, a candidata está doente, mas levará a verdade à nação", numa forma de credenciar-se à alta responsabilidade que almeja, em que a transparência pode ser requisito fundamental. Tenho certeza de que, se fosse o ministro Guido Mantega, ou outro qualquer do "time de Lula", nem saberíamos de internação ou cirurgia.

Parece que chego atrasado à conclusão sobre a veracidade da candidatura, mas o faço porque é comum ouvir em rodas políticas que "Dilma é boi de piranha", que a verdadeira candidatura petista ainda está por ser lançada, embora os presentes quadros do partido não tenham muito o que sonhar nesse quesito. Convém voltar à expressão do parágrafo inicial, da própria Dilma, que "nem amarrada" comenta a possibilidade de pleitear a presidência da República. Na entrevista de hoje, ainda no hospital, ele repetiu o bordão ante a inevitável pergunta. Mas, sinceramente, quem se interessaria muito pela saúde da ministra se não fosse a perspectiva de ela vir a ser a sucessora de Lula?

 

Luís Augusto Gomes - Por Escrito

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