Entrevista desamarra Dilma, que admite sem querer candidatura à presidência

A doença de chefes de Estado, ou de pessoas próximas a assumir essa função, é um tabu quase absoluto, já que se presume, com certa razão, que a imagem de um candidato gravemente doente é ruim para a candidatura, e se o cidadão em questão já está no poder, pior ainda, pois pode haver reflexos deletérios na condução do país e, por decorrência, na estabilidade das variáveis econômicas. Esta realidade deveria, racionalmente, ser tratada de outra maneira, não cercada de segredos, porque, afinal, quando os desígnios do imponderável se abatem sobre qualquer ser humano, não há dinheiro nem tecnologia que impeçam sua passagem para o outro plano. Entretanto, o sigilo é a prática, e no Brasil tivemos a desventura de constatá-lo em época histórica recente, há 24 anos, quando o presidente eleito Tancredo Neves baixou hospital a menos de 12 horas da posse para uma sucessão de cirurgias que terminaram no cemitério.


 

Luís Augusto Gomes - Por Escrito

http://www.porescrito.com.br